Marrocos 20-33 Portugal | Depois da tormenta, a conquista da goleada

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A CRÓNICA: NAÇÃO VALENTE E INVICTA NO MUNDIAL

Após uma vitória na ronda inaugural (25-23) frente à Islândia, Portugal mediu forças frente a Marrocos. No pavilhão do distante Cairo, o jogo da segunda jornada da fase de grupos do Mundial de 2021 terminou com uma apaixonante vitória da Seleção Portuguesa de Andebol por 20-33.

A história do início da partida não deve ser para mais tarde recordar. Apesar do favoritismo da seleção nacional, os marroquinos encontraram facilmente os caminhos da baliza adversária. Com a estratégia lusa de jogar num 7×6, a equipa do Norte de África aproveitou alguns erros da defesa portuguesa e dilatou a vantagem nos primeiros minutos.

Embalados pela grande exibição do guarda-redes, Yassine Idrissi, Marrocos surpreendeu ao usar a longa/média distância de remates. Numa primeira parte irreconhecível dos portugueses, foram poucas os destaques. No entanto, Miguel Martins, Pedro Portela e Humberto Gomes foram mantendo a liderança do encontro alcançável.

Nos últimos minutos da primeira parte, Marrocos caiu no rendimento que tinha demonstrado no primeiro quarto de hora. Com isso, Portugal recuperou da desvantagem, depois de ajustar alguns dos erros estratégicos. No final dos primeiros 30 minutos, o placard mostrava um empate a 12 golos, numa primeira parte com muita qualidade das duas equipas.

Ao apito do primeiro timeout da segunda parte, a seleção portuguesa tinha realizado uma sequência de sete golos, para apenas um de Marrocos. No final, foram dez minutos sem marcar para os marroquinos, numa antítese do que tinha sido o início do jogo para os africanos.

No resto do encontro, o domínio escreveu-se na língua portuguesa. Com a batuta de vários protagonistas, a vantagem portuguesa foi-se dilatando sem muito esforço e com muita qualidade à mistura. Quando o árbitro da partida soou o apito para o final do jogo, o resultado final fixou-se no 20-33, favorável a Portugal.

Com esta vitória, a seleção das quinas apura-se, com duas vitórias em dois jogos, para a fase a eliminar do Mundial. Sendo assim, o encontro frente à Argélia, marcado para a próxima segunda-feira, serve para tentar garantir o primeiro lugar do Grupo F.

 

A FIGURA

Humberto Gomes – Aos 43 anos, o guarda-redes da seleção nacional foi um dos fatores da recuperação portuguesa. Boas exibições não faltaram nos Heróis do Mar, mas é inevitável não escolher o “quarentão” da equipa.

O FORA DE JOGO

Primeira parte da Seleção Portuguesa – O melhor e o pior do jogo teve dedo da equipa lusa. A tática de abordar o encontro com o 7×6 nos minutos iniciais não correu como esperado e chegou-se a temer um resultado negativo.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Depois do fracasso do 7×6 dos primeiros minutos, onde nem o ataque, nem a defesa funcionaram, os erros foram bem corrigidos. Na segunda parte, a seleção comandada por Paulo Jorge Pereira colocou o pé no acelerador, venceu e fez esquecer a primeira parte aquém do esperado.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Humberto Gomes (8)

Pedro Portela (8)

Luís Frade (6)

Fábio Magalhães (6)

Miguel Martins (7)

Diogo Branquinho (8)

Daymaro Salina (7)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Gilberto Duarte (6)

António Areia (5)

Victor Iturriza (7)

Rui Silva (6)

Belone Moreira (7)

André Gomes (7)

Leonel Fernandes (6)

Fábio Magalhães (7)

Diogo Silva (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MARROCOS

Ao contrário de Portugal, Marrocos usou o fator surpresa no início do encontro, com uma grande eficácia da defesa e do ataque. No entanto, a segunda parte medíocre levou o resultado para números de goleada.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Yassine Idrissi (7)

Mehdi Ismaili Alaoui (5)

Rezzouki Reida (6)

Mohamed Amine Bentaleb (7)

Amine Harchaoui (8)

Ryad Lakbi (5)

Nabil Slassi (7)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Mohammed Ezzine (6)

Hicham Hakimi (5)

Nacym Hamed Fougani (5)

Hassan El Kachradi (5)

Foto de capa: IHF Handball

Clara Maria Oliveira
Clara Maria Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
A Clara percebeu que gostava muito de Desporto quando a família lhe dizia que estava há muito tempo no sofá a ver Curling. Para isso não se tornar uma prática sedentária, pegava na caneta e escrevia sobre o que via e agora continua a fazê-lo.                              A Clara escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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