Potência Dinamarquesa vs Juventude Norueguesa: Quem será coroada Campeã Mundial?

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Final inédita a que vamos ter no próximo domingo dia 27, com a Dinamarca a enfrentar a Noruega num embate que tem tudo para ser dos melhores na história dos Campeonatos do Mundo!

A primeira equipa a assegurar o seu lugar na final do Campeonato do Mundo foi a campeã olímpica em título, Dinamarca. A seleção Dinamarquesa tem realizado uma campanha imaculada.

Na fase preliminar, a Dinamarca não deixou espaço para dúvidas sobre quem era a equipa mais forte do grupo C. Cinco vitórias em cinco jogos foi o registo da seleção dinamarquesa que venceu na primeira jornada o Chile por uns convincentes 39-16, batendo depois a Tunísia por 36-22, a Arábia Saudita por 34-22, a Áustria por 28-17 e vencendo na última jornada a também poderosa Noruega por 30-26, carimbando assim a passagem no primeiro lugar do grupo. Tal como seria de esperar, a superestrela Mikkel Hansen foi o artilheiro da seleção, tendo marcado 35 golos em cinco jogos, incluindo 14 golos em 18 remates no último jogo da fase de grupos frente à Noruega! 

Seguiu-se depois a Main Round, onde a equipa do norte da Europa teve que enfrentar a Hungria, vencendo por 25-22, o Egipto, ganhando 26-20, e a Suécia, vencendo por 30-26, carimbando o primeiro lugar no Grupo II da Main Round e assegurando assim o seu lugar na meia final, onde encontrou a seleção Francesa, campeã do Mundo em título.

Um jogo com enorme emoção que passou da bancada para o campo! A equipa Dinamarquesa entrou extremamente eficaz e desde cedo se notou a principal tendência: Mikkel Hansen vinha para fazer estragos. 

Depois de um início renhido, a Dinamarca cavou uma pequena vantagem de três golos, ao fazer o 6-3 aos sete minutos de jogo, vantagem essa que não largou mais e que foi aumentando com o desenrolar do encontro. A equipa francesa demonstrava dificuldade em ultrapassar o guarda-redes do Kiel, Niklas Landin, e exibia uma incapacidade de travar as ofensivas dinamarquesas. De modo a se compreender melhor a dificuldade defensiva da França, em 22 minutos de jogo, o guarda-redes do Montpellier, Vincent Gérard, contabilizava zero defesas efetuadas! O selecionador Didier Dinart colocou Cyril Dumoulin em campo para tentar tapar os caminhos da baliza, mas não existiram grandes alterações, com o resultado ao intervalo a ser de 21-15. A segunda parte acabou por não trazer nada de novo. Mikkel Hansen, que acabara a primeira parte com seis golos, continuava “endiabrado”, tendo terminado o encontro com uns incríveis doze golos e 80% de eficácia! Os Campeões do mundo em título ainda tentaram ripostar, por intermédio do jovem Melvyn Richardson que acabou com seis golos em 86% de eficácia, mas já era tarde de mais e a vantagem dinamarquesa era demasiado grande para ultrapassar. 

O resultado final firmou-se num 38-30 favorável à equipa coorganizadora do Campeonato, que vai tentar assim conquistar o seu primeiro Mundial.

Mikkel Hansen tem sido o artilheiro desta equipa dinamarquesa
Fonte: IHF

Na segunda meia-final, tinhamos frente a frente a seleção que, juntamente com a Dinamarca, organiza o Campeonato, a Alemanha, e a forte seleção Norueguesa, vice-campeã do mundo. Mais uma vez se esperava uma partida extremamente emocionante, com algum favoritismo para os alemães que eram os campeões europeus em título e jogavam em casa. 

E foi isso a que assistimos no início do jogo. Os alemães entraram concentrados e dominaram nos minutos iniciais, com a Noruega a ter dificuldades em encontrar o seu ritmo e pôr em prática o jogo que a levara até esta fase. Contudo, isto foi sol de pouca dura, uma vez que, e tal como no jogo anterior, quando a Noruega conseguiu a liderança no marcador não mais a largou. 

Tal como tem sido regra até este jogo, o central norueguês do PSG Sander Sagosen foi o maestro da equipa, ao pautar o ritmo e a aliar poder ofensivo (marcou seis golos em sete remates), com excelente visão de jogo e sangue frio nos momentos importantes. Para além disso, contou com a experiência do veterano pivot, Bjarte Myrhol, que marcou também seis golos, e de Magnus Rod, jogador do Flensburg e autor de sete golos, que foram peças instrumentais para a vitória norueguesa. 

A primeira parte terminou com algum equilíbrio, ainda que a Noruega tenha saído na frente por 14-12, mas na segunda parte os nervos alemães acabaram por impedir a remontada. O pivot e pilar defensivo, Hendrik Pekeler, acabou por ser expulso por acumulação de dois minutos o que obrigou o selecionador alemão, Christian Prokop, a experimentar diferentes sistemas defensivos que foram incapazes de neutralizar o ataque norueguês. No final, e apesar da excelente réplica alemã, a Noruega foi simplesmente mais forte e carimbou assim a sua segunda final de um Campeonato Mundial consecutiva (perdeu em 2017 frente à França).

Podemos esperar assim uma final com um grande número de golos dada a capacidade ofensiva das duas equipas. De relembrar que ambas já se defrontaram neste mundial, na fase preliminar, com a Dinamarca a sair vitoriosa por 30-26 com catorze golos do bombardeiro Mikkel Hansen. E a verdade é que essa vai ser a grande chave deste jogo. O lateral esquerdo do PSG encontra-se na melhor forma dos últimos anos e já marcou 65 golos em nove jogos, sendo neste momento o melhor marcador do campeonato com mais catorze golos do que o segundo classificado. Vai ser interessante ver até que ponto é que esta defesa norueguesa e especialmente o guarda-redes Espen Christensen, terceiro guarda-redes com maior eficácia defensiva do campeonato, conseguem parar Hansen e companhia para atingirem o seu primeiro título internacional.

A não perder a Final do Campeonato do Mundo, este domingo pelas 16:30!

Foto de Capa: IHF

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Leonardo Costa Bordonhos
Leonardo Costa Bordonhoshttp://www.bolanarede.pt
É jornalista desportivo e o andebol e o futebol foram o seu primeiro amor. Com o passar do tempo apaixonou-se também pelo basquetebol e futebol americano, e neste momento já não consegue escolher apenas um                                                                                                                                                 O Leonardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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