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Qatar afasta Alemanha; Dinamarca volta a cair perante Espanha

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cab andebol

O Qatar, anfitrião do Mundial de Andebol, eliminou a Alemanha nos quartos-de-final, apesar do favoritismo que era atribuído à seleção germânica. O resultado final, de 26-24, permite à formação qatari uma presença inédita nas meias-finais da competição, onde nunca tinha chegado. No jogo, disputado em Lusail perante 14 mil espetadores, o Qatar demonstrou grande organização defensiva e fez uma rápida circulação da bola no ataque, o que permitiu vários golos do possante pivô da equipa, o hispano-qatari Borja Vidal.

De resto, a federação de andebol do Qatar lançou uma autêntica campanha de naturalizações, oferecendo elevados prémios monetários para que jogadores estrangeiros adquirissem a nacionalidade qatari. Tudo porque, segundo as regras da Federação Internacional de Andebol, um jogador pode jogar por outra seleção se durante pelo menos três anos não representar o seu país. Assim, o selecionador do Qatar convocou para o campeonato do Mundo um espanhol, um francês (Bertrand Roiné), um cubano (Rafael Capote), dois montenegrinos (Zarko Markovic e Goran Stojanovic), um egípcio (Hassan Mabrouk), dois bósnios (Danijel Saric e Eldar Mimisevic) e um tunisino (Youssef Benali).

A Alemanha teve muitas dificuldades em jogar quer com os extremos quer com os pontas e apostou em demasia no remate exterior (a mais de 9 metros), cuja eficácia final foi de apenas 11%. Ao intervalo já a seleção da casa ganhava por 4 golos (18-14). Destaque pela negativa para o mau posicionamento da linha de 6-0 defensiva alemã durante quase todo o jogo, para a fraca eficácia do pivô Patrick Wiencek (3 golos em 7 remates) e para a vergonhosa atuação da dupla de arbitragem que dirigiu a partida. Os juízes macedónios beneficiaram de forma demasiado evidente o Qatar através de um critério disciplinar desequilibrado e tendencioso.

"A equipa alemã esbarrou muitas vezes na boa organização defensiva do Qatar Fonte: Handball 2015(Facebook oficial do Mundial)
“A equipa alemã esbarrou muitas vezes na boa organização defensiva do Qatar
Fonte: Handball 2015(Facebook oficial do Mundial)

Noutro dos jogos dos quartos-de-final, assistia-se à reedição da final do Mundial de Espanha de 2013, com o duelo entre dinamarqueses e espanhóis. Numa partida sempre muito equilibrada (11-11 era o resultado no fim dos primeiros 30 minutos), nenhuma das equipas teve uma vantagem superior a dois golos. A Espanha garantiu a vitória a apenas 5 segundos do fim num remate de Joan Canellas, que fechou o marcador em 25-24. Do lado dinamarquês, destaque para a grande exibição de Mikkel Hansen, com 6 golos, os mesmos que o seu compatriota Anders Eggert (dos quais 5 foram apontados da marca dos 7 metros). Determinante para o apuramento da seleção espanhola foi o guarda-redes do Barcelona Gonzalo Pérez de Vargas, que parou dois livres de 7 metros. Rivera Valero foi o artilheiro-mor do lado espanhol, com 10 golos em 11 remates.

Menos emotivo foi o duelo entre França e Eslovénia. A superioridade gaulesa ditou uma vitória por 32-23. Aos 13 minutos, já os franceses ganhavam por 7-1, tornando fácil a gestão do resultado no Ali Bin Amad Al-Attiyah Arena. Os eslovenos realizaram praticamente o mesmo número de ataques do que a formação francesa, mas a baixíssima eficácia de 38% foi crucial para a eliminação. Quem também segue em frente é a Polónia, depois de uma surpreendente recuperação na reta final do jogo contra a Croácia. A 5 minutos do fim, os polacos perdiam por 22-21 mas, com um parcial de 3-0, garantiram a vitória e asseguraram uma difícil qualificação por 24-22.

Na próxima sexta-feira, decide-se quem estará na final de domingo, com os duelos Espanha-França e Qatar-Polónia.

Foto de Capa: Fonte: Handball 2015 (Facebook oficial do Mundial)

Tiago Caeiro
Tiago Caeirohttp://www.bolanarede.pt
É frequente dar por ele a contar as horas até começar o próximo jogo do glorioso Benfica, que não perde por nada. Lá fora, apoia Arsenal, Milan e Bayern só porque os seus jogadores vestem a magnífica cor vermelha.                                                                                                                                                 O Tiago não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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