IAAF Diamond League – Bruxelas: Máquina oleada para Doha

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O meeting de Bruxelas voltou a mostrar um nível muito elevado, embora, tenha ficado a sensação de que o frio que se fez sentir tenha afetado as performances, que poderiam ter sido ainda mais poderosas. Quanto a Pedro Pablo Pichardo e Nelson Évora, infelizmente, hoje não foi o melhor dia para ambos. 

Asher-Smith bate Fraser-Pryce

Asher-Smith bate Fraser-Pryce e fala do tempo…britânico!
Fonte: IAAF

Na velocidade, a britânica Dina Asher-Smith tem mostrado uma enorme consistência e parece estar a preparar de forma criteriosa o seu pique de forma, uma vez que tem demostrado uma evolução clara com vista aos Mundiais de Doha. Hoje, correu os 100 metros em 10.88, uma excelente marca e, acima de tudo, bateu a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce, que é a par da sua compatriota Elaine Thompson, a líder mundial do ano. No final, Dina Asher-Smith explicou que o tempo em Bruxelas lhe fez lembrar o tempo britânico e por isso não teve qualquer problema com isso!

Nos 200 metros, na prova masculina, excelentes indicações deixaram Andre de Grasse no 3º posto (19.87, o seu melhor desde o Rio) e Ramil Guliyev (2º em 19.86), parecendo ambos em clara posição de saírem medalhados de Doha. A vitória foi para Noah Lyles, claro, fechando em 19.74 e abrandando nos metros finais, mostrando, mais uma vez o seu grande momento de forma e tornando-se no primeiro atleta a conquistar os 100 e 200 na mesma edição da Diamond League.

Por fim, nos 400, vitória do também norte-americano Michael Norman em 44.26. Correrá mais rápido no Qatar, onde será o grande favorito na ausência confirmada, por lesão, do recordista mundial Wayde van Niekerk.

As atletas do Projeto Oregon voltam a dar cartas

Hassan venceu o Diamante nos 1.500 e nos 5.000
Fonte: IAAF

Nas distâncias mais longas, os 800 metros femininos foram ganhos, sem muita dificuldade, pela norte-americana Ajee Wilson em 2:00.25, enquanto que nos 1.500 metros masculinos, assistimos a uma exibição do queniano Timothy Cheruiyot, que controlou por completo a prova e mostrou aos mais “tenrinhos” como se faz (fechou em 3:30.22). O norueguês Jakob Ingebrigtsen foi o melhor dos restantes no 2º lugar e por vezes até nos esquecemos que tem ainda 18 anos…

Por último, uma grande prova de 5.000 metros, não a mais rápida do ano, mas fantástica taticamente como se quer neste tipo de provas e como se irá ver, certamente, em Doha. A campeã mundial, a queniana Hellen Obiri, foi batida por 3 atletas, incluindo duas que treinam no famoso projeto da Nike em Oregon – Klosterhalfen em 3º e a holandesa Sifan Hassan no 1º lugar, com 14:26.26, somando este Diamante ao conquistado na semana passada nos 1.500.

Até onde pode ir Danielle Williams?

Nos 100 barreiras, início conturbado de prova com uma falsa partida e protesto de Tobi Amusan, numa decisão ao limite, apenas visível com recurso à tecnologia. Na 2ª vez que as atletas partiram, a jamaicana Danielle Williams disparou como uma flecha, mostrou uma superioridade avassaladora e terminou em 12.46 segundos. Porém, deixou uma grande interrogação: se numa noite fria e com uma falsa partida, corre neste tempo, quanto poderá fazer em condições ideais? Certamente que irá ameaçar aproximar-se do recorde mundial de Kendra Harrison, a norte-americana que terminou num distante 2º lugar, em 12.73.

Na prova masculina de 110, vitória para o espanhol Orlando Ortega (11.22), que mais uma vez volta a mostrar que irá lutar pelas medalhas em Doha.

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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