Portugal de luxo em fortes Europeus Indoor | Atletismo

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INTERNACIONAL: HOUVE DE TUDO E NÓS RESUMIMOS EM CINCO PONTOS!

À partida, estes eram uns campeonatos que muitas “más-linguas” não depositavam grandes esperanças. Algumas estrelas não tinham demonstrado interesse em participar para se focarem só nos Jogos de Tóquio, muitos atletas tinham tido uma preparação deficitária devido à pandemia mundial e alguns atletas pareciam longe da melhor forma.

A verdade é que estes campeonatos tiveram de tudo um pouco e foram quatro dias fantásticos para qualquer amante de atletismo.

1.

As estrelas não desapontaram – Desde Kevin Mayer a Nafi Thiam, passando por Mondo Duplantis, Pedro Pichardo ou Yaroslava Mahuchikh, quase todas as maiores estrelas mundiais apresentaram-se em grande forma e mostraram levar bem a sério estes campeonatos. Deles vieram recordes pessoais, recordes nacionais e recordes dos campeonatos, mostrando que, se não estivessem no seu melhor, aqui não estariam.

Mas a grande estrela, entre as estrelas, foi mesmo Jakob Ingebrigtsen, que conquistou o Ouro nos 1.500 metros e nos 3.000 metros, ultrapassando um calendário bastante exigente (impossível para a maioria!) e parecendo fazê-lo num ritmo totalmente controlado. Às vezes, até pode parecer arrogante nas suas atitudes, mas se o for, até temos que o perdoar um pouco.

2.

Quem muito prometia nos meses antes, provou já estar no patamar… das estrelas – Nadine Visser vinha fazendo uma temporada verdadeiramente fantástica e aqui confirmou que meteu uma mudança extra em 2021, devendo ser levado a sério por todas as adversárias em qualquer competição.

Havia outros nomes que, a caminho destes Europeus, ainda não eram estrelas, mas que se começavam a mostrar com grandes resultados – marcas de elite na Europa e no Mundo. Keely Hodgkinson, Auriol Dongmo e Wilhem Belocian provaram que o estatuto de favoritos que traziam não era por acaso e não tremeram nem um bocadinho, mesmo em provas onde foram fortemente pressionados.

Mas o grande destaque neste campo tem mesmo que ser Femke Bol. A jovem holandesa, de 21 anos, e que é especialista nos 400m barreiras, provou em Torun que deve ser tida em conta para tudo a nível mundial e que, talvez, até não esteja assim tão longe do nível de Sydney McLaughlin e Dalilah Muhammad nas barreiras. É para acompanhar, daqui a pouco tempo, ao ar livre, mas, para já, mostrou uma autoridade incrível, tanto na prova individual, quanto a comandar o último percurso das estafetas, sendo uma das estrelas dos campeonatos.

3.

A redenção chegou… e com qualidade! – Patrícia Mamona ainda não tinha um título europeu em pista coberta (tinha ao ar livre) e, finalmente, chegou ao Ouro. Não foi por demérito das adversárias. A portuguesa teve que bater o recorde nacional para chegar à glória! Mas não foi a única. Isto pode parecer estranho para quem segue o Atletismo com regularidade – mas podem confirmar! – a ucraniana Maryna Bekh-Romanchuk ainda não tinha um grande título internacional no Comprimento. Alcançou-o aqui e de uma forma gloriosa: no último ensaio, saltou a 6.92 metros, marca líder do ano, ultrapassando a campeã mundial e grande favorita, a germânica Malaika Mihambo.

Outro que não vão acreditar: apesar de muitas medalhas, o checo Tomas Stanek nunca tinha chegado a um Ouro internacional! Para o conseguir, chegou aos 21.62 metros, ao quinto ensaio, batendo a estrela da casa (Michal Haratyk), que se apresentava como o campeão europeu, tanto ao ar livre, quanto em pista coberta!

Por fim, Óscar Husillos. O espanhol tem a carreira marcada por, em 2018, ter corrido em recorde europeu, para o que seria o Ouro mundial. Fotos foram tiradas, festejos efusivos à volta da pista, mas…acabou por ser desqualificado por pisar na linha, numa decisão que pareceu demasiado rigorosa. Nos Europeus de Glasgow foi Prata, mas aqui, em Torun, conseguiu finalmente o Ouro, numa prova em que foi incrivelmente corajoso: não era favorito, não trazia grandes marcas este ano, mas impôs um nível altíssimo na primeira parte da corrida, obrigando todos a tentar ir com ele. Mereceu.

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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