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A correr, a saltar, a lançar…Portugal fez história

Bárbara Mota · 3 min

A correr, a saltar, a lançar…Portugal fez história

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Em Amesterdão, na Holanda, cinco atletas portugueses trouxeram para casa as tão desejadas medalhas. Nem todas de ouro, mas todas com sabor a história e a vitória. Foi o dia de todos os sonhos; o dia de cravar na história da Europa o nome de Portugal.

Nasceu a 17 de outubro de 1985, na cidade de Santo-Tirso. Aos 30 anos, Sara Moreira fez história no Campeonato da Europa, que está a acontecer em Amesterdão, na Holanda, e trouxe para casa o Ouro na meia-maratona. Foram 21km numa 1h10m19s. A estrear-se com as cores de Portugal, Sara fez história ao vencer o Campeonato da Europa, ainda o sol estava a nascer.

Ao seu lado, no pódio, ficou Jéssica Augusto, com a medalha de bronze. Entre as duas ficou a italiana Veronica Inglese, com um tempo de 1h10m35s. Jéssica Augusto acabou por fazer mais 20 segundo que a italiana (1h.10m55s).

Com um recorde pessoal de 1h09m18s, Sara não fez o seu melhor resultado, mas conseguiu arrecadar a medalha e trazê-la para casa, ao lado das suas colegas – também elas medalhadas.

Dulce Félix, aos 33 anos, conseguiu a medalha de prata nos 10.000 metros. Em 2012 havia conseguido a medalha de ouro, que lhe deu o título de campeã europeia, mas a verdade é que a carreira da atleta passou por momentos complicados que fizeram com que deixasse de estar ao nível que tinha habituado os portugueses. No seu regresso às grandes competições, a atleta conseguiu bater o seu recorde pessoal e fazer um tempo de 31.19,03 minutos. Esta foi a 30.ª em todas as edições da prova.

A vimaranense superou-se Fonte: Dulce Félix
A vimaranense superou-se
Fonte: Dulce Félix

No seu regresso às grandes competições, a atleta conseguiu bater o seu recorde pessoal e fazer um tempo de 31.19,03 minutos. Esta foi a 30.ª em todas as edições da prova.

Para além da corrida, Sara e Dulce têm algo que as liga: ambas foram mães. As paragens prolongadas obrigatórias que tiveram de fazer nos treinos há dois anos tornavam quase impossível estes resultados no Campeonato da Europa, tão competitivo. Mas a verdade é que as atletas conseguiram mostrar os resultados do árduo trabalho que têm feito e venceram nas suas categorias.

Mas não foi só na corrida que as medalhas apareceram. Tsanko Arnaudov conquistou o bronze ao fazer a sua segunda melhor marca de sempre, com 20,59 metros. Melhor que Arnaudov só o polaco Michal Haratyk, com 21,19 metros, e o alemão David Storl, com 21,31 metros. Aos 24 anos e natural da Bulgária, Tsanko já o recordista nacional, ultrapassando o colega Marcos Fortes e pode este ano estrear-se no Rio de Janeiro.

A festa continuou para o Triplo Salto, com a Patrícia Mamona a fazer um novo recorde nacional em Amesterdão, com 14,58 metros. O seu recorde anterior era de 14,52, alcançado nos Europeus de Helsínquia, em 2012. Depois de Nelson Évora ter sido eliminado contra todas as expetativas, Patrícia conseguiu trazer para casa o Ouro e derrotar a ucraniana Hanna Knyazyeva-Minenko e a grega Paraskevi Papachristou.

Trabalho é agora mais importante do que nunca. Em Agosto, é no Rio de Janeiro que veremos estas e outros atletas a lutarem pelas medalhas e a tarefa não é fácil. No aeroporto Humberto Delgado, onde foram euforicamente recebidas, as atletas reforçaram a ideia de que este Europeu foi um teste mas que o Rio’2016 será mais difícil. Deixaram a promessa de lutar pelas medalhas, sabendo que em jogo está uma competição de elevada dificuldade e com muitos atletas para bater.

Mas o que contou ontem foi a alegria na cara das atletas, o orgulho na cara dos portugueses, que juntos celebraram estas e outras vitórias. As cores de Portugal chegaram ao céu. Portugal cumpriu-se em todas as frentes e não deixou nada por dizer, nem por fazer.

Foto de capa: Sara Moreira

Bárbara Mota

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