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5 razões que fazem desta uma época especial na NBA

António Pedro Dias · 3 min

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Dezembro é o mês do basquetebol nos Estados Unidos. O dia de Natal é passado em frente à televisão e quando soam as doze badaladas no último dia do ano, já várias equipas entenderam qual será o seu papel até aos playoffs que se iniciam em abril. Por estes motivos e muitos, muitos mais, a NBA é, acima de tudo, entretenimento. E é nisso mesmo que nos focamos hoje.

O inverno de Minnesota: os Timberwolves são a equipa que mais alterou a sua posição na tabela da temporada passada para esta. Porém, esse facto não se traduz em maior excitação e alegria em Minnesota. Talvez porque o crescimento já era esperado. Ou apenas porque entre as habitações dos adeptos e os pavilhões, está um frio de rachar. A verdade é que, para uma equipa que não vê playoffs ao vivo há treze anos, é estranha a quase indiferença de Minnesota em relação ao quarto lugar no Oeste e ao potencial dos jovens Timberwolves.

Simmons e Embiid: foram vários anos de sofrimento em Philadelphia para poderem chegar até aqui. Equipas sem qualquer qualidade para a NBA e derrotas aos molhos, tudo para que um dia os Sixers pudessem juntar dois dos atletas mais especiais que o desporto já viu. Ben Simmons é um base gigante, que faz todos à sua volta jogarem como ele quer, com momentos de autêntica genialidade de bola na mão. Joel Embiid é um poste com uma capacidade de movimento anormal, mesmo para a NBA de hoje. O australiano já vai sendo comparado a LeBron James. O camaronês tem tudo e um pouco mais ainda. Os Sixers perderam no passado para que hoje pudessem ter estes dois juntos. E o futuro só poderá assegurar momentos ainda melhores.

The Knicks are fun!: ainda no verão passado os Knicks pareciam, mais uma vez, sem rumo. Phil Jackson saiu, Melo foi trocado e Kristaps Porzingis ameaçava bater com a porta. Os Knicks gastaram demasiado dinheiro para voltar a contar com Hardaway Jr. (que tinha sido escolhido no draft pelos mesmos Knicks) e Frank Ntilikina era demasiado “verde” para a NBA. Mas quando os jogos começaram, algo estava diferente: vale a pena ver os Knicks novamente! Esta não é uma equipa para ganhar até se fartar, mas os adeptos nova-iorquinos têm todas as razões para irem ao pavilhão. Ntilikina é um defesa incrível, Porzingis pode finalmente comandar, Beasley está a adorar a vida em Manhattan e Enes Kanter é uma adição excelente a esta equipa. Há, finalmente, bom basquetebol em Nova York!

Porzingis é a estrela principal e a grande esperança dos Knicks Fonte: NY Knicks
Porzingis é a estrela principal e a grande esperança dos Knicks
Fonte: NY Knicks

Tens um minuto para falar dos Raptors?: é verdade que eles estão no Canadá e não nos Estados Unidos, mas não se esqueçam dos Toronto Raptors. Em segundo na Conferência Este, à frente dos Cavs, DeRozan, Lowry e companhia vão colecionando vitórias na sombra de outras equipas com maior atenção por parte da imprensa. O rookie OG Anunoby foi uma excelente adição para uma equipa que muitos acreditam já ter atingido o seu pico, quando há uns anos chegaram às finais do Este.

Oladipoooooooo!: não está só a (finalmente) confirmar aquilo que se esperava dele quando chegou à NBA. Está a ultrapassar completamente as expectativas e é um dos favoritos para chegar ao jogo All-Star. Trocado para Indiana, onde frequentou a faculdade, depois de um ano complicado ao lado do MVP Westbrook, Oladipo decidiu começar a dar nas vistas. O seu jogo ofensivo ganhou consistência e o ex-Thunder ganhou ainda o “clutch gene”. São vários os jogos em que assume o comando e torna uma derrota numa vitória para os seus Pacers nos últimos minutos. É, até agora, a surpresa da temporada.

Foto de Capa: NBA

António Pedro Dias

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