A ascensão dos Houston Rockets | NBA

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Os Houston Rockets passaram do 11º lugar na conferência Oeste em 2023-24 para o segundo posto da conferência em 2024-25, com um extraordinário registo de 52 vitórias e 30 derrotas, num dos Oestes mais competitivos de que há memória. Após vários anos em “rebuild”, a equipa está de regresso aos playoffs e pode ainda ter uma palavra a dizer na luta pelo título.

O plantel de Ime Udoka não mudou praticamente nada em comparação com a temporada transata, em que ainda figuraram na lotaria do draft e conseguiram a terceira escolha. Desde os veteranos Fred Vanvleet e Dillon Brooks, resultado do investimento que a equipa tinha feito no verão de 2023, até às jovens promessas como Jalen Green e Alperen Sengun, que tiveram o seu derradeiro ano de afirmação e outras peças importantes como o irreverente Amen Thompson, ou Jabari Smith Jr e Cam Whitmore. O ex-técnico dos Boston Celtics conseguiu transformar a equipa numa força defensiva de topo, que é capaz de fazer frente a qualquer equipa na NBA.

A temporada passada tinha terminado com um registo de 41 vitórias e 41 derrotas para os Houston Rockets, que não alcançaram o play-in por cinco vitórias. A equipa ainda conseguiu a terceira escolha do draft, em que selecionou Reed Sheppard (um jovem que pode ser desenvolvido durante o projeto) e manteve o núcleo da equipa intacto.

A figura principal desta equipa é Alperen Sengun, o turco de 22 anos que é já um “all around player” dentro do garrafão, ao estilo de jogadores como Nikola Jokic ou Domantas Sabonis. O poste teve a sua primeira temporada de All Star na carreira com 19 pontos, 10 assistências e 5 assistências por jogo. Apesar dos números ofensivos não serem “fora de série”, o turco é a espinha dorsal de um sistema muito sólido, orquestrado por Ime Udoka. O técnico já tinha feito algo semelhante nos Boston Celtics em 2022, melhorando drasticamente a defesa dos “Greens”, conseguindo chegar às finais da NBA – e já que se fala em “Greens” – não se pode deixar passar aquela que é a peça fundamental no parâmetro ofensivo destes Rockets, Jalen Green. O armador elevou a sua eficiência a outro nível e tornou-se numa opção muito mais confiável no ataque dos texanos. Apesar do seu lançamento se manter inconsistente em certas partidas, conseguiu adaptar o seu jogo para se tornar num melhor construtor de jogo e tirar proveito da sua incrível capacidade de jogar longe do cesto. No mês de março esteve num plano de outro nível, com média de 28.5 pontos por jogo, sendo fulcral para a consolidação do segundo lugar para a equipa.

Numa equipa jovem é sempre necessária uma presença experiente, foi isso que os Rockets procuraram em julho de 2024, quando acenaram com contratos “chorudos” a Fred VanVleet e ao provocatório Dillon Brooks. Os dois jogadores tiveram algumas dificuldades de adaptação no primeiro ano em enquadrar o seu jogo com o núcleo jovem do plantel, mas essas adversidades parecem ter desvanecido quase por completo nesta temporada. VanVleet não é o mesmo dos tempos de Toronto, mas o espírito em colocar a equipa acima das estatísticas individuais continua a ser a sua imagem de marca, tal como os lançamentos decisivos nos últimos minutos de certas partidas. O base continua a ser um dos jogadores “undrafted” com mais sucesso na NBA, uma carreira que se vai devendo ao seu espírito de humildade que transmite para dentro de campo, tendo sido um tiro certeiro dos Rockets para servir como “mentor” aos mais novos.

Dillon Brooks, por seu lado, é uma “raposa” no que diz respeito a competitividade. O ala é um excelente defensor e costuma ser fundamental em jogos grandes para travar grandes superestrelas. Esta temporada conseguiu melhorar o seu jogo ofensivo e a sua eficácia, mantendo a solidez defensiva que é a sua imagem de marca. Poderá ser um membro importantíssimo no eventual sucesso dos Houston Rockets nestes playoffs, até porque poderá “bater de frente” com Steph Curry e Draymond Green na primeira ronda.

A profundidade da equipa é invejável. Um jogador como Jabari Smith Jr, cuja inconsistência acabou por condenar a um papel menos relevante que o esperado, consegue contribuir muito para os excelentes resultados defensivos da equipa. Tari Eason funcionou como “talismã” em vários momentos da temporada, apesar de algumas paragens por lesão. Os jovens Cam Whitmore e Reed Sheppard são duas peças que serão desenvolvidas em paralelo com o projeto de futuro que está em andamento em Houston, assim como um dos grandes destaques da temporada: Amen Thompson.

Escolhido na quarta posição do draft de 2023, o base não teve uma temporada de estreia alarmante, mas demonstrou-se como um defensor tremendamente eficaz na primeira linha e uma peça fundamental a sair do banco. A sua altura e agilidade, invulgares para um jogador da sua posição, permitem que seja um excelente jogador a conseguir ressaltos e criar espaço para atacar o cesto. Num cômputo geral, os Houston Rockets estão apenas no primeiro ano daquele que foi o “eclodir” de uma reconstrução que começou com a saída de James Harden, em 2021.

A equipa conseguiu reerguer-se em pouco tempo e com um projeto que promete dar cartas no futuro, caso mantenham a linha de pensamento em misturar juventude com experiência e não cometerem loucuras que possam afundar o futuro da equipa (já se fala que podem estar na linha da frente para adquirir Kevin Durant).

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