A dinastia que nunca existiu: O colapso dos Orlando Magic dos anos 90 #1

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CAPÍTULO 1: O COMEÇO ATRIBULADO

Sempre que uma liga desportiva opta por expandir, as novas organizações começam numa situação difícil face ao resto da competição. Em 1989, a NBA decidiu adicionar duas novas equipas, passando de 23 para 25. As cidades escolhidas foram Minnesota e, mias importante para esta história, Orlando.

Cada outra conjunto da NBA conseguiu proteger oito dos seus melhores ativos, pelo que mesmo os melhores jogadores das equipas recém fundadas eram apenas os nonos melhores atletas de outras organizações. Dos doze jogadores que Orlando contratou, apenas dois permaneceriam na franquia por mais de três anos. As probabilidades realmente estavam contra eles.

Juntamente com o seu nome pouco convencional, os Magic ostentavam uniformes listrados chamativos e música mexida na sua arena. Mas apesar de seu estilo moderno, as exibições em campo eram uma deceção. Na sua temporada inaugural, Orlando teve um recorde de 18-64, o segundo pior registo de toda a NBA.

Nenhum jogador dos Magic atingiu a marca dos 20 pontos por jogo, sofrendo ainda uma média de 119.8 pontos por jogo, de longe o pior registo da liga. Nesse mesmo verão, os Magic selecionaram Dennis Scott, extremo proveniente da universidade Georgia Tech, para formar uma dupla com Nick Anderson, o primeiro jogador proveniente do Draft na história da organização, selecionado na 11ª posição da edição de 1989.

Dennis Scott acabaria por ter uma média de 16 pontos por jogo na sua temporada de estreia, mas foi outro jogador que se tornou numa completa revelação nos Magic: Scott Skiles. O base de 26 anos teve uma média de 18 pontos e 8 assistências, e ganhou o prémio de «Most Improved Player» da NBA. Naquela temporada, Skiles também quebrou o recorde de assistências num jogo da liga, com 30 passes certeiros contra Denver a 30 de dezembro de 1990. Os Magic terminaram a temporada com um recorde de 31-51, mas havia alguma esperança em Orlando com Anderson, Skiles e Dennis Scott no plantel.

Infelizmente, na temporada de 1991-92, muitos dos veteranos de Orlando estavam a entrar a declinar, e os Magic regrediram para um recorde negativo de 21-61. Nick Anderson e Dennis Scott permaneceram promissores, com média de 19.9 pontos cada, aos 23 e 24 anos.

Ainda assim, estes foram os únicos jogadores com menos de 27 anos como uma média de 20 minutos em campo. Ficou claro que os Magic precisavam de uma mudança drástica. Por outras palavras, era imperativo rejuvenescer o plantel e encontrar uma verdadeira superestrela.

Diogo Valente Vieira
Diogo Valente Vieirahttp://www.bolanarede.pt
Estudante na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. Procura realizar um percurso profissional dedicado sobretudo ao desporto nacional e internacional, através do jornalismo. O seu objetivo principal é tornar o jornalismo desportivo em Portugal o mais imparcial e prático possível, apresentando ao mesmo tempo uma personalidade com a qual a audiência possa identificar-se. Tem como interesses de destaque o futebol, o basquetebol e o wrestling.

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