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O fim da velocidade de cruzeiro

Diogo Mota · 3 min

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Depois da impressionante interpretação do hino norte-americano por parte da Fergie e do final do fim de semana all-star da NBA, podemos afirmar que a liga vai abandonar o ritmo de cruzeiro e entrar em modo velocidade furiosa.

Essencialmente, a segunda parte da época vai apresentar duas lutas distintas: a que envolve os playoffs e tudo o que está relacionado com estes, inclusive a luta pelos lugares cimeiros e pelo fator casa, e, num polo totalmente oposto, a batalha pela pior classificação possível com vista a garantir melhores probabilidades para os primeiros lugares no draft do presente ano. Desta forma, o que esperar dos próximos meses?

Em primeiro lugar, a olhando para o lado Este, acredito numa segunda metade de temporada bastante forte por parte dos Cleveland Cavaliers, capaz de levar os mesmos à luta pelo primeiro lugar da conferência. Ainda assim, deixo já aqui a minha previsão: os Cavs não vão conseguir esse primeiro lugar, nem os Celtics. Os Toronto Raptors vão continuar a excelente temporada e ser a equipa de topo da conferência Este. O que vão fazer na post-season já é algo para outro texto. A luta pelos playoffs neste lado da liga parece mais arrumada, com possivelmente apenas um lugar disponível para o barco que parte depois de abril. Vejo os Philadelphia 76ers a garantir o seu bilhete, e a disputa a ficar para os Miami Heat e os Detroit Pistons. No final de contas, acredito que Blake Griffin vai levar a equipa da cidade dos motores ao sucesso, contando com a ajuda de Andre Drummond mas igualmente de um Stanley Johnson que parece renascido e com um Reggie Jackson regressado de lesão.

Já a luta pelo pior record vai ser uma autêntica festa. New York Knicks, Chicago Bulls, Brooklyn Nets (não ganham porque não conseguem e os Cavs agradecem), Orlando Magic e Atlant Hawks, bem, só vai faltar meter a bola no próprio cesto para fugirem às vitórias.

Raptors e Cavaliers encontram-se em rota de colisão Fonte: NBA

O draft de 2018 está carregado de talento mas a garantir a pick nº1 ou pelo menos entrar no top 3 seria uma maior garantia de êxito.

A Oeste a situação avizinha-se mais interessante, por todos os fatores. Em primeiro, por uma luta que se espera até à linha de meta entre os Houston Rockets e os Golden State Warriors pelo primeiro lugar da conferência mas que pode muito bem garantir o melhor record da liga e consequente vantagem casa para todos os jogos na post-season. Em seguida, uma batalha entre San Antonio Spurs, Minnesota Timberwolves e Oklahoma City Thunder por o melhor resultado possível com vista sobretudo a fugir a um confronto logo na primeira ronda. A minha aposta? Timberwolves ficam com o terceiro lugar da conferência e Spurs e OKC enfrentam-se logo a abrir.

Bem, o que se segue depois é uma verdadeira confusão. Denver Nuggets e Portland Trail-Blazers devem conseguir, com maior ou menor dificuldade, continuar a jogar depois de abril. Mas, assim, apenas um lugar fica disponível para chegar aos playoffs, com três possíveis candidatos: os New Orleans Pelicans, órfãos de DeMarcus Cousins e apenas nas mãos de Anthony Davis, os LA Clippers, que não sabem bem o que andam a fazer e os emergentes e espetaculares Utah Jazz, que vinham de 11 vitórias consecutivas antes da pausa para o fim de semana all-star. A minha ideia? Os Jazz vão agarrar o oitavo lugar, pelo ímpeto que carregam mas igualmente por um calendário mais acessível nesta segunda metade de temporada.

O que sobra no Oeste? Os Lakers, que não contam nem para os playoffs nem para o lotaria e, um lote de equipas constituído pelos Grizzlies, Kings, Mavericks e Suns que adoram o bom sabor da derrota e que adormecem com DeAndre Ayton ou Luka Doncic no pensamento.

A certeza para esta segunda metade de temporada? A NBA vai continuar a ser espetacular porque não sabe ser de outra forma.

Foto de Capa: NBA

Diogo Mota

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