Os Utah Jazz fazem sonhar | NBA

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Todos os anos há equipas que acabam por surpreender pela positiva, provando os críticos errados e ultrapassando novos limites. Na época prévia foram os Minnesota Timberwolves (46-36) e antes dessa os New York Knicks (41-31). A temporada 2022/23 começou há um mês atrás e eis que surge uma nova equipa sensação, os Utah Jazz.

Em primeiro lugar, tem de ser referido o trabalho imediato do novo treinador, Will Hardy. A maneira como tem utilizado os jogadores no sistema e vencido jogos de maneira convincente não é algo que qualquer treinador consiga em tão pouco tempo.

Olhando para um exemplo recente em Boston com Ime Udoka. A chegada do treinador na temporada anterior não foi a mais sólida, vendo a equipa fora da luta dos Playoffs a certa altura, contudo, demorou a implementar o seu sistema e a equipa acabou por atingir a final meses depois.

A equipa de Salt Lake City trocou as estrelas da equipa, nomeadamente Donovan Mitchell e Rudy Gobert. Consequentemente, os adeptos e os críticos não estavam muito convencidos quanto à qualidade do plantel.

Afinal de contas, a equipa recebeu jogadores cujas equipas sentiram que não eram bons o suficiente para lutar pelo anel. Lauri Markkanen foi trocado pelos Chicago Bulls em 2021-22, sendo enviado para Cleveland. Porém, os Cavs não se importaram de descartar o finlandês.

Contudo, o Lauri não foi sozinho para lá. Acabou por chegar acompanhado do “Young Bull” Collin Sexton. É bastante simples a situação. O Collin lesionou-se no ano passado e os Cavaliers entenderam que a sua estrela Darius Garland faria melhor dupla com o Spida, e com a entrada dele, não havia lugar para o Young Bull.

A troca do Donovan valeu-lhes dois jogadores muito talentosos, apesar de conotados como o “lesionado” e o “flop”. Mas não seriam as únicas aquisições da equipa, pois, a troca com os Minnesota Timberwolves pelo Rudy Gobert ia valer à equipa da chegada de membros valiosos.

O reforço mais sonante proveniente dessa troca foi Malik Beasley. Afinal de contas, em 2020/21, o shooting guard apresentou uma média de 19,6 pontos por jogo.

Ele veio acompanhado de um jogador jovem que aos poucos veio a destacar-se no banco dos Timberwolves, Jarred Vanderbilt.

O Vandalorian chegou a Utah e já conquistou todos. Está a fazer 8,6 pontos, 8,2 ressaltos e 1,3 roubos de bola por jogo.

Recapitulando, a reconstrução dos Jazz é notória. Lauri Markkanen tem 25 anos, Collin Sextom 24, Malik Beasley 26 e Jarred Vanderbilt 23.

Para além do rejuvenescimento da equipa, ainda receberam Kelly Olynyk ao trocar Bojan Bogdanović, cujo papel na equipa acaba por ser semelhante ao que teve em Boston (a equipa antiga de Danny Ainge).

A motivação da equipa, pelo menos os objetivos, aparentava ser ficar pelas últimas posições esta temporada e esperar um bom lugar no Draft de 2023. Mas, Danny Ainge chegou e não só procurou uma remodelação total com olho no longo prazo, como quer apresentar qualidade no curto prazo.

Passado um mês, mais concretamente 15 jogos, esse sucesso no curto prazo tem sido obtido por enquanto. Os Jazz lideram a Conferência Oeste, apresentando 10 vitórias em 15 jogos. A cada jogo esperamos que a qualidade da equipa diminua, porém, não acontece.

Seja a presença de veteranos como Jordan Clarkson, Mike Conley, Rudy Gay e Kelly Olynyk, ou a presença de jogadores talentosos como Collin Sexton, Lauri Markkanen ou Jarred Vanderbilt, a verdade é esta, os Utah Jazz são neste momento quarto classificados na Conferência Oeste e a quarta equipa com maior média de pontos (116,9).

A surpresa da temporada está em Utah, continua a amealhar vitórias e afastar a ideia de que o objetivo é ficar em último e escolher Victor Wembanyama no Draft. Será que ao fim de 82 jogos, a equipa continuará a dançar com as melhores equipas? O que vimos de Danny Ainge no passado prova-nos que independentemente da qualidade das suas equipas, há sempre uma possibilidade de sonhar.

Foto de Capa: NBA

Marcos Brea
Marcos Breahttp://www.bolanarede.pt
O Marcos é licenciado em Comunicação e Jornalismo. O objetivo de carreira é tornar-se num jornalista desportivo, mas no fundo é um amante de desporto e acima de tudo alguém que procura partilhar a verdade desportiva, a sua opinião e criar interesse nas pessoas para verem modalidades novas.

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