Sporting CP 74-72 FC Porto: Downs vestiu a capa de herói e leões estão em vantagem

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A CRÓNICA: EMOÇÕES, DUAS PARTES DISTINTAS E DOWNS A DECIDIR

O Sporting CP venceu o primeiro jogo da final diante o FC Porto e pode dormir descansado até domingo. Foi numa partida repleta de emoções, constantes cambalhotas no marcador e com os norte americanos a assumir as rédeas, que os leões levaram a melhor diante o FC Porto, com Micah Downs (27 pontos) a ser fulcral na linha de lance livre.

Os primeiros dois quartos traduziram-se num ritmo baixo em termos de lançamentos concretizados, espetacularidade e jogo jogado, porém, coincidiram concomitantemente com um nível competitivo muito elevado por parte de ambos os lados. Dito isto, intensidade não faltou, e a disputa por todas as bolas encarnou bem o espírito dos play-offs.

Ora, após uma primeira parte, que até começou melhor para os dragões – parcial inicial de 4-7 -, os leões não tardaram a rugir, e a partir da primeira liderança no marcador, o Sporting CP não deixou o FC Porto se aproximar, culminando com um 35-26 ao intervalo. Um resultado que, saliente-se, era conducente com a má prestação ofensiva do FC Porto e com o oportunismo leonino, que sem grande espetáculo se viu com uma vantagem interessante para os 20 minutos que restavam.

Apesar disso, uma entrada (e que entrada!) na segunda parte ‘à campeão’, valeu uma cambalhota fantástica na partida para o FC Porto. Foi à boleia dos norte americanos – Gordon, Nevels, Riley e Anderson – que os dragões conseguiram conduzir para a remontada na partida, com uma vantagem esclarecedora de 10 pontos a um certo período do terceiro quarto (40-50).

Foi, assim, com maior variabilidade de recursos e com a paciência que caracteriza a equipa do FC Porto, que os dragões avolumaram o resultado, em contraste com um Sporting CP, que se apresentou apressado e com muitos erros desnecessários. 46-50 no final do terceiro quarto.

À entrada para o último e decisivo quarto, os “pupilos” de Moncho López voltaram a começar melhor, e a vantagem foi novamente alargada, contudo, os leões responderam e a criatividade de Downs e Smith foi chave para o «aperto final».

Posto isto, os últimos minutos foram impróprios para cardíacos, e na última posse de bola do jogo (72-72), Micah Downs assumiu o último lançamento e sofreu uma falta da linha dos três pontos. O extremo do Sporting concretizou dois lances livres e falhou um (propositadamente), garantindo, deste modo, o primeiro triunfo da final.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

Micah Downs – Não começou de início, mas foi absolutamente decisivo quando mais interessava. Com o ascendente portista na partida, Downs foi dos poucos a «navegar contra a maré», e terminou com uns impressionantes 27 pontos, tendo dois deles sido chave para a vitória leonina.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Primeira parte do FC Porto – Com três aspetos chave se pode explanar a primeira parte do FC Porto: Lentos, previsíveis e pouco criativos. A excelente segunda parte acabou, ainda mais, por sublinhar a decepção dos primeiros 20 minutos da partida, que sentenciaram os dragões para o resto da mesma.

 

ANÁLISE TÁTICA- SPORTING CP

A equipa comandada por Luís Magalhães privilegiou, como esperado, as transições, o jogo ritmado e veloz que potencia os jogadores exteriores. Sem muitos mecanismos complexos, a equipa leonina explorou muito os trabalhos básicos de 2×2 e 1×1, que abriram espaço para a criatividade dos jogadores que melhor finalizassem nestas ações. Entre os principais visados nestas ações tiveram Elissor, Travante, Ventura, Downs e Shakir.

Defensivamente, a turma de Lisboa apresentou-se sem surpresas e variou o seu jogo numa defesa a campo todo – com 2×1 no portador da bola – e numa defesa a meio campo que ressalvava um 1vs1.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Ventura (7)

Travante Williams (5)

Elissor (5)

Fields (7)

João Fernandes (6)

SUBS UTILIZADOS

Micah Downs (9)

Shakir Smith (7)

Pedro Catarino (8)

Diogo Araújo (5)

 

ANÁLISE TÁTICA- FC PORTO

A equipa orientada por Moncho López manteve-se fiel aos princípios e à sua ideossincrasia base. O técnico espanhol optou por alinhar com dois bases de referência, dois extremos e um poste de raíz. Com um jogo posicional demorado, racional e muito talhado para conseguir sempre o melhor lançamento possível, o FC Porto pretendeu cansar ao máximo os jogadores do Sporting CP, que eram obrigados a lateralizar de forma constante. Era com as «bolas à mão», por intermédio de Eric Anderson Jr, e posterior bloqueio direto (lateral ou central), que os azuis e brancos tentavam desbloquear o jogo.

Defensivamente, a equipa portista procurava pressionar sempre o portador da bola e afunilar ao máximo a criatividade dos exteriores leoninos. Depois do jogo todo a defender 1vs1 a meio campo, a equipa portista alternou perto do final do jogo para uma zona 3-2.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jalen Riley (7)

Bradley Tinsley (6)

Larry Gordon (7)

Garrett Nevels (8)

Eric Anderson Jr (7)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amarante (5)

Pedro Pinto (-)

Miguel Queiroz (6)

João Soares (6)

Voytso (5)

João Torrie (-)

Foto de capa: FPB

Artigo revisto por Joana Mendes

Diogo Silva
Diogo Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Diogo lembra-se de seguir futebol religiosamente desde que nasceu, e de se apaixonar pelo basquetebol assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). O diálogo desportivo, nas longas viagens de carro com o pai, fez o Diogo sonhar com um jornalismo apaixonado e virtuoso.

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