A instabilidade que não se esperava

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Cabeçalho modalidadesInício de época atípico, várias equipas sem fio de jogo, franchises que estavam destinadas à partida à lotaria a serem consistentes nas vitórias e surpresas no topo de cada conferência. É o melhor resumo e claramente o mais curto do que tem sido até ao momento a temporada da NBA.

O caso mais gritante de instabilidade vem da parte dos vice-campeões Cleveland Cavaliers e não, não sou daqueles que acredita na tese que quando eles quiserem vão começar a jogar. Não jogam porque não conseguem neste momento e, desculpem a agressividade, têm um treinador que percebe muito pouco de basquetebol e a equipa deixou de alinhar no caminho do piloto automático. Só Lebron não chega, mesmo com consistência mostrada por parte de Kevin Love. Falta qualquer coisa, para além do óbvio, que é melhorar consideravelmente na defesa. Isaiah Thomas pode ser a resposta para alguns problemas da equipa, mas não vai ser ele a resolver o que quer que se passe com a defesa da equipa de Cleveland. Muita gente nova no plantel pode ajudar a responder a algumas questões, mas nunca todas.

OKC Thunder e Minnesota Timberwolves são casos diferentes. As equipas já mostraram flashes do que podem ser, sendo que estão numa fase em que se estão adaptar a tudo o que mudou com a off-season. E acredito que a liga tem que estar muito preocupada, especialmente com o que se passa em Minneaopolis. Os lobos têm ganho jogos mesmo defendendo mal e só deixam a pensar até onde podem chegar quando protegerem melhor o seu cesto e, acreditem que esta equipa vai defender muito melhor, não fosse ela treinada por um mestre defensivo como Tom Thibodeau.

Os Cleveland Cavaliers são um dos maiores exemplos de instabilidade neste início de temporada Fonte: NBA
Os Cleveland Cavaliers são um dos maiores exemplos de instabilidade neste início de temporada
Fonte: NBA

No meio de tanta instabilidade, surgem casos surpreendentes de bom basquetebol nestas primeiras semanas de competição. Orlando Magic e Memphis Grizzlies, equipas que não teriam grandes aspirações iniciais por situações diferentes, sendo no caso da primeira por ainda estar em rebuild e no caso da segunda por se encontrar numa conferência reforçada em star power, surgem nos primeiros lugares da tabela. Finalmente, sou “obrigado” a destacar o que os Boston Celtics estão a fazer. No meio do turbilhão de emoções que foi o início da época, com a grave lesão de Gordon Hayward, os comandados de Brad Stevens encontraram o caminho das vitórias e já levam seis triunfos consecutivos, juntando a estes um excelente basquetebol praticado. Esta situação só comprova que o timoneiro da equipa de Boston é sem dúvida alguma um dos melhores da liga.

Para umas equipas é cedo para festejos, igualmente é cedo para outras entrarem em modo de desespero. Como Lebron James disse, estamos ainda no final de outubro início de novembro. Ainda assim, há reparos a fazer, por todo o lado nesta liga onde o incrível realmente acontece.

Foto de Capa: NBA

Diogo Mota
Diogo Motahttp://www.bolanarede.pt
Um dia sonhou ser jogador de futebol. Hoje acredita que será capaz de ocupar uma cadeira enquanto treinador. Apaixonado eterno pelo Futebol Clube do Porto, encontra-se frequentemente presente nas bancadas do Estádio do Dragão, descobriu igualmente que amor também morava em White Hart Lane junto do Tottenham Hotspur. Em 2009 encontrou uma nova paixão na NBA, passando a torcer pelos New York Knicks, percorrendo demasiadas noites em claro a assistir à melhor liga do mundo. Não concebe a sua vida sem desporto, fazendo de tudo para procurar discutir seja futebol ou basquetebol. Acredita que a sua alma não seria a mesma se por algum motivo ficasse sem Sport TV.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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