Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

Aqui não há campeões de Inverno

Joana Libertador · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesDepois da festa de Natal, temos agora o Novo Ano Chinês. Os grandes já perderam e já se vingaram, algumas equipas continuam a subir, outras não aguentam a pressão. Há pouco mais de um mês fizemos contas, agora voltamos a fazê-las.

Na Conferência Oeste, a tal conferência mais competitiva, pouco ou nada mudou. Os Golden State seguem isolados no primeiro lugar, mas, desde o dia 8 de Dezembro, já somaram mais quatro derrotas. Assim sendo, os Warriors perderam mais vezes num espaço de 48 dias do que em mais de dois meses.

Os Clippers desceram de posição, ocupando agora o quarto lugar da conferência e permitindo que os Rockets entrem no pódio. Os Houston continuam a crescer e é uma equipa que dá cada vez mais gosto ver em campo. Já os LA têm vindo a quebrar – nada de escandaloso ou surpreendente – no entanto, o lugar nos playoffs parece algo crível.

Os Blazzers estão em nono, após uma série de derrotas. A equipa de Denver aproveitou e passou assim a ocupar o oitavo lugar – lugar este que permite uma ida aos playoffs.

Mais a baixo, precisamente no penúltimo lugar, estão os Lakers. Apesar de todas as grandes esperanças para aqueles que já foram os maiores da sua conferência (ou até de toda a liga), já se sabia que não seriam para já os resultados positivos.

Fonte: NBA
Fonte: NBA

A Conferência Este, estranhamente, está muito mais animada. Comecemos pelos Philadelphia 76ers, que, até ao dia 7 do passado mês, tinham vencido somente quatro jogos e o último lugar da tabela era deles, sem qualquer outra equipa a ameaçar-lhes o posto. Neste momento encontram-se em 13º lugar com 15 vitórias, à frente de Nets e Miami Heat.

Nos dois primeiros lugares encontram-se os suspeitos do costume: Cavaliers e Toronto Raptors, com 29 e 27 vitórias, respetivamente.

Os Bucks e os Knicks deixaram-se cair e já nenhum se encontra em posição de acesso aos playoffs. Neste momento, temos as equipas de Boston, Atlanta, Washington, Charlotte, Chicago e Indiana a ocuparem os lugares mais desejados (do terceiro ao oitavo).

Curiosamente, o primeiro classificado da Conferência Este, tem menos vitórias que a quarta equipa do Oeste. Exato: os campeões têm, neste momento, menos vitórias na época regular que os instáveis Los Angeles Clippers.

É muito cedo para afirmar seja o que for com toda a certeza. Num mês muito mudou, portanto, até Abril, tudo pode mudar.

Foto de capa: NBA

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Joana Libertador

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.