Em dia de draft, brilhou a troca

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Cabeçalho modalidadesSerá que Paul George é trocado para os Lakers? Ou para os Celtics? Será que Phil Jackson mostra hoje sinais de demência ao trocar o ativo mais valioso dos Knicks, Kristaps Porzingis? Todas estas eram perguntas feitas antes do draft, que veria Markelle Fultz ser escolhido em primeiro lugar. Ninguém pensaria que os Bulls fariam uma das piores trocas dos últimos tempos e que abafaria tudo o resto que se passaria durante a noite. Mas fizeram mesmo. Os Wolves riram-se, foram buscar Jimmy Butler e uma escolha a meio da primeira ronda e a equipa de Chicago iniciou mais uma era de renovação.

Tom Thibodeau chegou no ano passado a Minnesota e, de modo a fazer dos Timberwolves (finalmente) uma equipa de playoffs, tentou resgatar o seu ex-pupilo Jimmy Butler aos Bulls. Ofereceu a escolha nº5 do draft e Zach Lavine, que os Bulls recusaram. Então, o que leva uma equipa a aceitar trocar os mesmos jogadores (Kris Dunn foi a 5ª escolha e viaja agora para Chicago), mais a 7ª pela 16ª pick, quando o seu ativo melhorou consideravelmente, enquanto que aqueles que receberão, pioraram? Os Bulls são mestres na arte de ir contra a corrente e mostraram isso mesmo quando juntaram Rondo e Wade a Butler na era do lançamento de 3 pontos. Mas, com tanta gente interessada em Butler, incluindo as duas melhores equipas do Este, porquê aceitar este negócio, recebendo dois (e com o rookie Markkanen são três) jovens com tudo por mostrar na liga.

Os Wolves “ganharam” esta troca, de todas as perspetivas possíveis. Mantêm o seu núcleo principal intacto, garantem um dos melhores jogadores da liga, que lhes oferece experiência e defesa de topo e ainda têm o bónus de uma escolha a meio da primeira ronda, que usaram para garantir mais presença no jogo interior, da qual precisam. Tom Thibodeau, que foi escorraçado de Chicago, junta em Minnesota uma equipa capaz de fazer regressar os Wolves aos playoffs três anos depois. Já havia a capacidade ofensiva de Towns e Wiggins. Mantém-se a liderança de Rubio e junta-se um dos mais completos extremos da liga, Jimmy Butler, e um poste para complementar Towns, o rookie Justin Patton.

Os Wolves não perderam ninguém importante e juntaram Butler. Playoffs em 2018? Fonte: ESPN
Os Wolves não perderam ninguém importante e juntaram Butler. Playoffs em 2018?
Fonte: ESPN

Quanto aos Bulls, começa mais uma renovação que a equipa tarda em querer fazer. Rondo e Wade são agora dúvidas, no que concerne ao seu regresso. Lavine esteve lesionado bastante tempo e ainda tem de mostrar mais do que explosividade (que até pode sair beliscada pela lesão), Dunn tem de mostrar mais do que defesa e o rookie Markkanen é um extremo/poste moderno, mas não é uma estrela. Que foi exatamente o que a equipa de Chicago enviou para Minnesota. Enviou uma estrela, que se tornou melhor neste ano e pela qual deviam ter recebido bem mais.

Este ano vai ser complicado para a equipa de Chicago. Mesmo se Rondo e Wade regressarem. As derrotas vão ser muitas e os Bulls vão ter de aguardar para ver o que valem Lavine, Dunn e Markkanen, o que ainda vai levar alguns anos. Já os Timberwolves, têm equipa para garantirem o regresso tão desejado aos playoffs e só uma temporada desastrosa deixaria Thibs e os seus jovens “lobos” (e agora Butler) de fora dos primeiros oito lugares da sua conferência.

Foto de Capa: http://sportsmockery.com

António Pedro Dias
António Pedro Diashttp://www.bolanarede.pt
Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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