Jogadores que Admiro #89 – Kobe Bryant

- Advertisement -

Cabeçalho modalidades

Sangue, suor e lágrimas. O clichê que me ocorre para definir a história do maior nome do basquetebol, logo atrás de Michael Jordan. O caminho de Kobe Bryant para o estrelato foi recheado de dificuldade, de intensidade, de polémica, da designada mamba mentality, mas hoje, os números 8 e 24 encontram-se pendurados no teto do Staples Center, imortalizando o homem que tanto deu ao desporto.

A história na NBA começa no draft de 1996 com, surpreendentemente, Kobe Bean Bryant a ser apenas a 13º escolha e draftado pelos Charlotte Hornetts, sendo posteriormente trocado para os LA Lakers. O que se seguiu? Vinte anos de carreira na liga, cinco títulos e uma mentalidade e entrega que jamais será esquecida. Foi o último jogador da classe de 1996 a abandonar o campo. Passou grande parte da infância em Itália, regressando com treze anos aos Estados Unidos da América. O regresso foi difícil, sendo que o mesmo chegou admitir que se sentia como um patinho feio, ainda assim encontrou sempre refúgio no que sempre identificou como a sua musa, a sua bola, o seu desporto.

Os números 8 e 24 de Kobe Bryant imortalizados no Staples Center Fonte: NBA
Os números 8 e 24 de Kobe Bryant imortalizados no Staples Center
Fonte: NBA

Os primeiros anos na liga apresentaram dificuldade, como é apanágio normal para os rookies. Mas em 1999 tudo muda em Los Angeles com a chegada de Phil Jackson para comandar os destinos da equipa. Orientado pelo mentor dos títulos dos Chicago Bulls de Michael Jordan, Kobe Bryant conseguiu todos os seus cinco títulos, ora formando uma dupla fabulosa com Shaquille O’Neall ora anos mais tarde com Pau Gasol.

Kobe era pontos, era polémica, mas Kobe era sobretudo uma mentalidade, mentalidade que chocou de frente com muitos outros como o caso do relaxado Dwight Howard. Mas resumir o astro dos Lakers pode ser feito em apenas um jogo, um minuto quase, uma jogada: A 13 de abril de 2013, num jogo contra os Golden State Warriors, Kobe foi ao chão rasgando o tendão de Aquiles do calcanhar esquerdo. O quê que fez em seguida? Levantou-se, pegou na bola e acertou os dois lançamentos livres que haviam resultado da falta.

Em seguida coxeou para o balneário e chorou, percebendo provavelmente que estava ali o princípio do fim. Nos anos seguintes as lesões foram acontecendo, algo natural pela idade. A 13 de abril de 2016, no Staples Center, realizou o seu último jogo de basquetebol, sendo igual a ele próprio e apontando 60 pontos. Despediu-se do seu desporto, da sua musa como o próprio gostava de lhe chamar, em glória, em esplendor, como só um dos maiores nomes da modalidade o podia fazer.

Todos nós, amantes da modalidade, olhamos nem que por uma única vez para um balde, agarramos num papel e gritamos KOBEEEEE, enquanto lançamos. Essa foi uma das inúmeras heranças deixadas por um dos maiores de sempre.

Foto de Capa: NBA

Diogo Mota
Diogo Motahttp://www.bolanarede.pt
Um dia sonhou ser jogador de futebol. Hoje acredita que será capaz de ocupar uma cadeira enquanto treinador. Apaixonado eterno pelo Futebol Clube do Porto, encontra-se frequentemente presente nas bancadas do Estádio do Dragão, descobriu igualmente que amor também morava em White Hart Lane junto do Tottenham Hotspur. Em 2009 encontrou uma nova paixão na NBA, passando a torcer pelos New York Knicks, percorrendo demasiadas noites em claro a assistir à melhor liga do mundo. Não concebe a sua vida sem desporto, fazendo de tudo para procurar discutir seja futebol ou basquetebol. Acredita que a sua alma não seria a mesma se por algum motivo ficasse sem Sport TV.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Do topo ao silêncio: As 5 histórias de queda no Hóquei em Patins português

O hóquei em patins português não se construiu apenas com os campeões habituais. Durante décadas, houve clubes que habitaram a I Divisão com consistência

Neemias Queta avista o prémio MIP | NBA

Há uma diferença clara entre um jogador que melhora...

Levante de Luís Castro vence Real Oviedo por 4-2 no duelo entre os últimos da La Liga

Levante vence o Real Oviedo por 4-2, no Estádio Ciutat de València, em jogo da 29.ª jornada da La Liga, num duelo direto entre equipas na luta pela permanência.

PUB

Mais Artigos Populares

Primeira Liga: Empate sem golos entre Tondela e AVS SAD mantém posições dos lugares de despromoção

No último jogo deste sábado na 27.ª jornada da Primeira Liga, o Tondela empatou sem golos na receção ao AVS SAD.

Hearts conserva liderança e Rangers derrota o Aberdeen em casa: Eis os resultados do dia da Liga Escocesa

O Hearts venceu por 1-0 frente ao Dundee FC e o Rangers bateu o Aberdeen por 4-1 em encontros da 31.ª jornada da Liga Escocesa.

Taís Pina termina em quinto lugar no Grand Slam de Tbilissi

Taís Pina termina em quinto lugar no Grand Slam de Tbilissi. A judoca portuguesa ficou muito perto de conquistar a medalha de bronze na Geórgia após uma prestação de grande nível.