Navegando na maionese

- Advertisement -

Sou o único que está com falta de NBA no sangue? O melhor das férias é que elas acabam e a NBA regressa. Regressa, mas volta sorrateiramente. A pré-época só começa dia 28 de setembro: a má notícia? Faltam 28 dias; a boa notícia? Faltam 28 dias!

“Portanto, estamos de férias, não há nada para dizer sobre a NBA e este texto serve só para encher chouriços, certo?” Não sei do que falam, até parece que existe, porventura, nesta peça jornalística, alguma palavra que, digamos, “é desnecessária”, isto é, não faz cá falta, isto é, está a mais. Um bocado como o Brian Scalabrine no plantel dos Celtics, este texto é algo que não se percebe muito bem como veio aqui parar, mas existe. É uma mixórdia de temáticas…

Algo que me entristeceu nesta offseason: os San Antonio Spurs. Toda a situação com Kawhi Leonard – agora jogador dos Toronto Raptors (soon to be companheiro de LeBron nos Lakers) – foi peculiar. Nunca os Spurs tinham lidado tão mal com uma situação. Além do mais, perderam Tony Parker e Manu Ginobili, que anunciou o final da sua carreira (mais sobre isto daqui a pouco, não saia daí). É o fim de uma era que parecia ser inesgotável. Estou curioso para ver como Gregg Popovich vai gerir estes novos Spurs. Anseio para que destrua as minhas baixas expetativas.

Não quero falar de LeBron, mas torna-se impossível. Entendo a jogada de um ponto de vista económico e social. Finalmente, LeBron assume que quer é fazer filmes, tanto literalmente como “basquetebolisticamente”, e trouxe consigo algumas co-stars especiais. Os Lakers esgotaram o orçamento a contratar o DiCaprio para o papel principal e tiveram de contratar o Edmundo dos D’zrt para contracenar com ele. Lance Stephenson, JaVale McGee e Michael Beasley são nomes pouco sedutores. Veremos, já vi LeBron a fazer coisas impossíveis. Estará o Showtime de volta a LA? Fora de campo está garantido.

E quem é, afinal, a equipa favorita no Este? A resposta parece ser complicada… Não é. São os Boston Celtics. Ninguém no Este conseguiu adicionar um All-Star sem dar nada em troca. Ficaram a uma vitória das finais. Têm um plantel familiarizado e com experiência de playoffs. Jayson Tatum, Jaylen Brown e Terry Rozier ainda vão melhorar. O melhor treinador da liga, discutivelmente, senta-se (se bem que poucas vezes) no seu banco. Não vale a pena pensar muito nisto. Há estabilidade, continuidade e material (do bom) a entrar. Só pode dar certo – em princípio.

http://gph.is/1pnuNFh

Lance Stephenson e LeBron James já tiveram as suas desavenças enquanto rivais, agora vão ser companheiros de equipa

Os Celtics não são uma, mas tenho algumas preocupações quanto à próxima época: temo que Vince Carter termine a carreira com uns “fraquíssimos” Atlanta Hawks; temo que Carmelo Anthony continue iludido; temo que Anthony Davis continue preso aos Pelicans; temo que os fãs dos Knicks passem a assobiar qualquer escolha do Draft só para se certificarem de que se torna uma estrela. Afinal também temo que os Celtics desiludam, só que temo em proporções mais reduzidas. Acima de tudo, temo é falecer antes de ver os Celtics jogar na época regular com todos os ativos saudáveis.

Para terminar, confesso que esta semana o planeado era abordar a recém-anunciada reforma de Manu Ginobili, que durante 16 anos representou os San Antonio Spurs. Acabou a carreira, mas deixou um legado sensacional, tendo sido campeão quatro vezes e eleito All-Star em duas ocasiões. Foi homenageado por muitos, ultrapassando até a esfera do basquetebol. Todos lhe reconheceram o desportivismo e a competitividade. E por tão tamanha grandeza é que não lhe dedico um artigo por inteiro – não tenho conhecimentos nem capacidade para dignificar o que representa na NBA (e fora dela). Deste modo, acabo este texto com uma frase de Lionel Messi: “Deixa-me muito orgulhoso ouvir um jornalista dizer que o Manu é o Messi do basquetebol, no entanto, ele devia dizer que eu sou o Manu do futebol.” Obrigado, Manu. “Olha lá, assim não acabaste o texto com a citação, tal como prometeste”. Acabo assim, então, acham que estraga?

Foto de Capa: NBA

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Gustavo Carvalho
Gustavo Carvalhohttp://www.bolanarede.pt
Gustavo é um sujeito moderadamente eloquente, só que no que toca ao desporto é inevitável mandar um bom bitaite. Jogou futsal federado e uma vez foi expulso porque cortou a bola com a mão em cima da linha de golo. O guarda-redes defendeu o penálti: um motivo para celebrar, não fosse o facto da equipa estar a perder 6-1. Para ele a mística de uma equipa é essencial, daí ser um fervoroso adepto do FC Porto e dos Boston Celtics. Consegue, orgulhosamente, ter conversas bem nerds sobre basquetebol. Tenta dar uns toques no humor, mas sem comprometimentos.                                                                                                                                                 O Gustavo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

EM DIRETO: Acompanha a reação de Jorge Jesus à vitória de Portugal na Noruega

Jorge Jesus marca presença na conferência de imprensa, depois da vitória de Portugal frente à Noruega na Liga das Nações.

Andreas Schjelderup considera derrota da Noruega contra Portugal injusta e lamenta: «Só criaram uma oportunidade na primeira parte e marcaram logo»

Após o apito final, Andreas Schjelderup reagiu ao desfecho do Noruega x Portugal, na segunda jornada da Liga das Nações.

Jorge Jesus reage à vitória de Portugal: «Estou satisfeito com a equipa. Este processo não é fácil»

Após o apito final, Jorge Jesus analisou o duelo entre a Noruega e Portugal, referente à segunda jornada da Liga das Nações.

João Félix e o rendimento como segundo avançado: «É a minha posição, não é extremo extremo esquerdo, nem nada disso na linha»

Após o apito final, João Félix reagiu ao desfecho do Noruega x Portugal, na segunda jornada da Liga das Nações.

PUB

Mais Artigos Populares

Pedro Neto elogia desempenho de Portugal na Noruega: «Fomos muito sólidos defensivamente»

Após o apito final, Pedro Neto reagiu ao desfecho do Noruega x Portugal, na segunda jornada da Liga das Nações.

Gonçalo Ramos melhora números e tem uma média de quase 1 golo por 90 minutos com a camisola de Portugal

Gonçalo Ramos voltou a marcar com a camisola de Portugal. Avançado tem média de golos muito interessante pela seleção.

Gonçalo Ramos e o golo decisivo: «Hoje foi mais uma demonstração do meu trabalho e daquilo que eu posso oferecer à equipa»

Após o apito final, Gonçalo Ramos reagiu ao desfecho do Noruega x Portugal, na segunda jornada da Liga das Nações.