O Bom, o Mau e o Vilão – O primeiro duelo

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Se a banda sonora de Enio Morricone ou a cara de mau de Lee Van Cleef no famoso western se adequam na perfeição a este jogo de basquetebol, o título precisaria de retoques. Para fazer jus à verdade teria de ser “O Bom que nunca foi bom, o Mau, e o Vilão que ainda não o sabe ser”. As personagens estão trocadas e o enredo não acabará certamente da mesma forma. Deixemos o cinema porque o grande filme da semana foi o Golden State Warriors Vs Oklahoma City Thunder, no tão aguardado reencontro de Kevin Durant e Russel Westbrook que pela primeira vez atacaram tabelas diferentes.

Desde a saída de KD de Oklahoma que Westbrook detém um estatuto de menino querido aos olhos dos adeptos, algo que nunca teve antes, e que não se adequa à sua figura. Não nos enganemos! Russel Westbrook não é o pobre rapaz que ficou sozinho com a equipa às costas, ele não quer e não precisa desse rótulo, e se estivermos atentos não se adequa à sua figura.

No primeiro anúncio que fez para a marca que representa, a Air Jordan, a mensagem era “Some run. Some make runways”, numa clara indireta ao antigo companheiro. No dia do jogo aparece com um colete de fotógrafo, em homenagem ao fã de fotografia Kevin Durant. Provocador, desafiador e insolente. Foi assim que conhecemos Russel Westbrook, e é assim que ele continua a ser, ainda que a força das situações faça toda a gente pensar o contrário.

 Fonte: bleacherreport
Foi ao seu estilo, sempre desafiante, que Westbrook chegou ao pavilhão
Fonte: bleacherreport

Enes Kanter foi o Mau, e foi mau porque se meteu a jeito de ser ridicularizado. Tentou o trash talk com KD quando estava sentado no banco, onde ficou na maioria do jogo. Quem está de fora não manda bocas, e quem quer desafiar Durant com palavras tem de conseguir fazê-lo com basquetebol jogado. Kanter não o consegue fazer, naturalmente, e por isso tem mais é que estar caladinho e dar a contribuição que consegue ao seu líder. Jogar três minutos e meio e tentar perturbar do banco o melhor jogador em campo na equipa adversária é ser mau, muito mau.

João Dinis
João Dinishttp://www.bolanarede.pt
As olheiras diárias provam a paixão que tem pela NBA. A emoção de cada jogo e toda a envolvente da liga estão sempre debaixo de olho. Sonha ver os laivos dourados do Larry O’Brien de regresso a Nova Iorque.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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