O estranho caso dos Indiana Pacers

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Tenho este texto para escrever, basicamente, desde o início da época; no entanto, a cada semana que passa o conteúdo é alterado.

Os Indiana Pacers começaram o ano muito fortes, com um ataque impressionante e uma defesa sufocante. Das duas características, a segunda tem sido a imagem de marca da equipa.

Depois dos playoffs do ano passado, o grupo, dirigido pela lenda Larry Bird, viu Paul George tornar-se numa estrela. Com um cinco inicial já muito bem cimentado, o plantel afigura-se também como um dos mais perigosos da liga, apesar da fraca conferência em que se encontra. De seguida, concentraram-se em tornar o banco de suplentes mais potente, sempre sem sair da “linha de montagem” da equipa: garantir ressaltos e impedir pontos adversários. Desde o início do ano 2013, os Pacers garantiram os direitos desportivos de Chris Copeland, Luis Scola, C.J. Watson, e os mais sonantes, Evan Turner, ex-jogador dos 76ers, e Andrew Bynum, ex-campeão da NBA ao lado de Kobe Bryant.

Andrew Bynum vai ser uma arma perigosíssima nos playoffs, principalmente se enfrentarem a equipa de Miami Fonte: NBA.com
Andrew Bynum vai ser uma arma perigosíssima nos playoffs, principalmente se enfrentarem a equipa de Miami
Fonte: NBA.com

Sinto que este plantel, dentro de um ano, pode muito bem vir a ser campeão; contudo, defendo que dificilmente o conseguirá fazer este ano. Não me levem a mal, mas, se por acaso ultrapassarem os Miami Heat – a outra equipa a ir às finais –, têm pela frente equipas com um maior poder ofensivo nos San Antonio Spurs, nos Thunder, nos Rockets. Estas equipas são também muito boas defensivamente, no entanto, nos playoffs tudo é possível, e estamos, sem dúvida alguma, perante uma equipa candidata a ganhar.

Apesar do que disse anteriormente, sinto que, com o plantel que têm à sua disposição, os Pacers são uma equipa que no espaço de um ano, dois no máximo, se torna favorita, se não houver nenhuma lesão muito preocupante.

Por falar em lesões, os Pacers fizeram duas movimentações a nível de mercado: uma muito arriscada e outra muito interessante. A saída de Danny Granger para os Clippers e a chegada de Andrew Bynum são jogadas, em situações inversas, que podem ter análises díspares. Danny Granger, um atleta que já foi All-Star e a maior estrela da equipa de Indiana. Um marcador muito bom, no entanto, com o crescimento de Lance Stephenson e de Paul George ficou sem minutos, e visto que tinha um salário chorudo para pouco tempo de utilização, fizeram bem em livrar-se dele. Por sua vez, Andrew Bynum é dotado de um fantástico jogo de pés, para um poste. Um grande marcador e com grande capacidade de arranjar ressaltos, Bynum vem de dois anos, quase completos, lesionado.

Para além de um plantel forte, estamos perante uma equipa bastante coesa e de um grupo que se defende perante tudo e todos. Os Pacers têm um dos melhores balneários da liga. Fonte: Bleacherreport.com
Para além de um plantel forte, estamos perante uma equipa bastante coesa e de um grupo que se defende perante tudo e todos. Os Pacers têm um dos melhores balneários da liga.
Fonte: Bleacherreport.com

Agora, em relação à época até agora conseguida: os Pacers já garantiram um lugar nos playoffs e estão em primeiro na conferência. No entanto, têm vindo a descer muito em termos de qualidade apresentada. Estaremos perante um simples apagamento, ou uma previsão do que pode acontecer quando a pressão começar a apertar?

Uma coisa é certa: se o grupo não se alterar, se Paul George continuar a evoluir e se Roy Hibbert e Andrew Bynum se fixarem como as figuras defensivas mais preponderantes neste grupo, se David West continuar a garantir uma coesão entre o basquetebol defensivo e o pendor ofensivo da equipa, os Pacers assumir-se-ão como verdadeiros candidatos ao título.

Todas estas peças são essenciais, e, claramente, estão numa posição vantajosa para irem bastante longe nos anos que se avizinham.

André Albuquerque
André Albuquerque
O André já fez natação, futebol, futsal, basquetebol, judo, karate, jiu-jitsu brasileiro, ténis de mesa. No entanto, não sabe fazer nada sem ser ver os jogos da NBA e do seu Benfica!                                                                                                                                                 O André não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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