O incrível líder do Oeste

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Warriors? Rockets? Nuggets? Uma coisa todos eles têm em comum. Com 25% da temporada já jogada, todos eles têm de olhar para cima na classificação, porque o líder da conferência mais próxima do Pacífico mora em Los Angeles. E não foi a equipa que assinou com LeBron James. No pós-Lob City, os Clippers vão surpreendendo tudo e todos e lideram a mais complicada conferência da NBA, numa divisão, já de si, bastante difícil. E tudo isto sem uma super-estrela!

Quem já leu alguns dos meus textos, saberá por esta altura que sou um acérrimo crítico do trabalho de Doc Rivers, quer como diretor, quer como treinador dos Clippers. No entanto, e caso o tivesse, esta seria a altura ideal para tirar o chapéu e aplaudir o fantástico trabalho de Rivers nesta temporada. Na ressaca das saídas de Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan, que aconteceram durante o último ano, o experiente treinador soube montar uma equipa sólida e competente, longe dos egos do passado, que se senta, nesta altura, no trono do Oeste na NBA.

O segredo das equipas vencedoras ao longo dos anos na NBA tem sido a quantidade de estrelas presentes numa equipa. Quanto mais estrelas, mais perto estás da vitória e, por outro lado, menos minutos sobram para piores jogadores. Mas os Clippers testaram outra fórmula: sem uma clara grande estrela no plantel, porque não juntar vários bons jogadores, deixando assim também a porta fechada a minutos para jogadores menos capazes. O plantel dos Clippers é vasto – Milos Teodosic e o rookie Jerome Robinson pouco têm jogado – e permite a Doc Rivers ter várias possibilidades de mexer com o jogo.

O segredo dos Clippers? O coletivo
Fonte: Los Angeles Clippers

Embora toda a equipa funcione muito bem, a grande força destes Clippers encontra-se nos extremos. Tobias Harris e Danilo Gallinari têm sido os maiores produtores de pontos e combinam na perfeição. Harris deve conseguir um aumento bem chorudo no verão, enquanto Gallinari está, finalmente, de volta ao que demostrou em Denver, após um ano complicado, carregado de lesões.

Porém, não devemos esquecer o rookie Shai Gilgeous-Alexander, que se vai apresentando como um dos melhores estreantes da liga, assumindo o papel de maestro. Montrezl Harrell e Lou Williams fornecem os pontos vindos do banco, ainda que Lou não tenha atingido o nível que fez dele o melhor suplente da NBA na temporada transata. E, mesmo com todos estes pontos positivos, jogadores como Pat Beverley ou Avery Bradley têm sido quase inexistentes no ataque (embora excelentes na defesa) e podem aumentar ainda mais a capacidade desta equipa.

A turma de Los Angeles quase conseguiu chegar aos playoffs no ano passado e este ano prepara-se para desafiar novamente as probabilidades e evitar cair na reconstrução através do draft. Pelo menos, é isso que este início de época faz prever para uma equipa a quem poucos pensariam estar a dar atenção.

Foto de Capa: Los Angeles Clippers

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

António Pedro Dias
António Pedro Diashttp://www.bolanarede.pt
Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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