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Os vencedores (e derrotados) do Draft

António Pedro Dias · 3 min

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O draft da NBA, uma noite que torna os sonhos de 60 jovens atletas em realidade e que é, cada vez mais, até pelo exemplo dos Golden State Warriors, um evento acompanhado pelos fãs que procuram encontrar a próxima pérola. O draft de 2018 teve menos drama e menos trocas do que o esperado, mas não deixou de ter surpresas.

Os Phoenix Suns foram os primeiros a escolher, mas nem foi por aí que se tornaram, talvez, os maiores vencedores da noite. A escolha de Ayton já era apenas uma formalidade, mas ninguém esperava que conseguissem pegar na 16.ª escolha e regressassem ao top 10 para resgatar Mikal Bridges, que havia sido escolhido pelos Sixers. Mais do que isso: com a primeira escolha da segunda ronda, os Suns conseguiram o base francês Elie Okobo, que para muitos seria escolhido nos primeiros vinte. Foi uma noite vitoriosa para os Spurs que começam a tapar os muitos “buracos” do seu plantel.

Também em modo vitorioso estiveram os Dallas Mavericks, Denver Nuggets, San Antonio Spurs e Boston Celtics. Os Mavs porque conseguiram, por quase nada, chegar ao top 3 e escolher um dos mais intrigantes jogadores desta classe: Luka Doncic. Os Nuggets viram o inesperado acontecer, quando treze equipas decidiram deixar passar Michael Porter Jr. A lesão pode tê-los assustado mas, sem ela, Porter é um dos melhores jogadores a entrarem esta temporada para a NBA. Os Spurs viram Lonnie Walker, um jogador ainda “verde” mas com muito potencial cair-lhes nas mãos na posição 18 e, por fim, Boston ganhou (e ultimamente só tem ganho – jogos sete contra o LeBron não contam) ao adquirir um poste (a sua posição mais carenciada) que deveria ter sido escolhido bem mais cedo. Robert Williams é uma cópia de DeAndre Jordan e, bem utilizado e mentalizado para tal, pode ser uma peça fundamental para Brad Stevens.

Luka Doncic, o próximo europeu a ser adorado em Dallas
Fonte: Dallas Mavericks

Ainda assim, o draft não é, habitualmente, um evento em que todos tomam boas decisões e muitas equipas fizeram asneira. Os Hawks talvez a maior. Sim, Trae Young pode vir a ser como Stephen Curry. Mas é uma probabilidade algo pequena. Não se destrói a equipa toda no verão para se perder jogos e ganhar um lugar alto no draft, para depois chegar ao dia e trocar talvez o maior talento do draft, que sabe fazer quase tudo, por alguém que pode muito bem saber atirar umas bolas de fora…

Antes dos Hawks, já os Kings haviam escolhido Marvin Bagley e, embora eu goste bastante do potencial e do tipo de jogo do poste e não querendo bater na mesma tecla, havia Doncic. E se eu deixo passar os Suns, porque Ayton é um jogador que não aparece muitas vezes, os Kings já não fazem tanto sentido. Porque as questões relativamente a Bagley são muito grandes. E porque havia um esloveno que sabe jogar este desporto… Os Hornets mantiveram a tradição de escolherem um jogador que faz zero sentido para o seu plantel, neste caso Shai Gilgeous-Alexander, um base que defende bem mas que não sabe lançar a bola. E, para isso, os Hornets já têm toda a gente que não se chama Kemba Walker (e esse até pode estar de saída).

No geral, parece-me ter havido mais equipas com boas decisões, até porque o talento o permitia. Haverá jogadores que surpreenderão e outros que vão desiludir à grande. Nunca  nos devemos esquecer que Donovan Mitchell, o rookie de 2017 (Ben Simmons foi escolhido em 2016) que mais deu nas vistas nesta temporada, foi escolhido na 13.ª posição. O que vai acontecer daqui para a frente, só o futuro dirá. O sonho de chegar à NBA está cumprido para todos estes jovens. Cabe-lhes agora manter-se por lá!

Foto de Capa: Phoenix Suns

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

António Pedro Dias

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