Os Wizards são uma sitcom de má qualidade

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Quem diria? (Toda a gente). Os Wizards rebentaram de vez e a direção do clube foi rápida a reagir: todos estão disponíveis para ser trocados. A “explosão” aconteceu num treino, mas os problemas já vêm de trás e explicam muito do que tem sido a temporada da turma da capital.

Para percebermos melhor a situação, imaginemos que os Wizards são uma família disfuncional numa sitcom de qualidade duvidosa. Ernie Grunfeld, o General Manager, é o pai distante que nunca está em casa e que toma decisões como comprar um avião quando os filhos nem roupa têm para ir à escola. Scott Brooks, o treinador, é a mãe que fica em casa para tratar dos filhos, mas que já não tem autoridade sobre nenhum deles. John Wall é o filho mais velho que um dia brilhou no liceu, mas que hoje fica em casa o dia todo a comer e jogar consola. Bradley Beal é o filho do meio que consegue alguns brilharetes, mas que se vê esquecido pela família. Kelly Oubre Jr. é o irmão mais novo que ainda procura a sua verdadeira vocação e que contará sempre com a proteção dos pais. Austin Rivers é o vizinho irritante que aparece todos os dias e que ninguém quer ver. Dwight Howard e Jeff Green são os primos cujos autores da série, inexplicavelmente, colocaram a viver com a família.

Ora, no início da semana, Wall mandou a mãe, Scott, para um sítio que não pode ser reproduzido numa série familiar, depois de Scott lhe ter dito para arranjar um emprego. Beal e o vizinho, Rivers, também se desentendem, mas rapidamente fazem as pazes porque Austin é o único que compreende Bradley. Enquanto isso acontece, Wall confronta o primo Jeff, e Oubre Jr. manda a mãe também para um certo local, mas, coitado, provavelmente aprendeu com o irmão mais velho. Beal vira-se para a câmara e reclama por ter de lidar com este tipo de situações há vários anos. O primo Dwight escuta em silêncio, enquanto lida com uma “dor de costas”. Embora nada tenha feito para escalar a situação, Dwight é conhecido por estar constantemente nos locais onde isto acontece e, portanto, deve ter alguma culpa nisto.

Nem o All-Star Bradley Beal deve escapar à razia em Washington
Fonte: Washington Wizards

Nesta altura, entra finalmente em cena o pai, Ernie Grunfeld, para pôr ordem em casa. Toda a gente, exceto a mãe, obviamente, está de malas à porta. John Wall fica também de castigo, sem consola. Bradley Beal não percebe o que fez de mal, mas também não é assim tão chegado à família para se preocupar com a saída de casa. Kelly Oubre Jr. sabe que as suas malas à porta servem apenas para os seus irmãos não acusarem o pai de beneficiar o filho mais novo e que, na realidade, vai acabar por se manter em casa. Os primos também veem as suas malas colocadas à entrada, mas, por algo que havia sido explicado num episódio anterior, não poderão sair de casa antes de dezembro. Entretanto, o vizinho já voltou a casa e ligou para o pai, a chorar.

Embora toda esta situação dos Wizards pudesse dar um episódio de uma série, é uma situação bem real, passada numa equipa da NBA. A equipa de Washington juntou vários egos incompatíveis no mesmo balneário e, para tentar remediar a situação, foi acrescentando mais egos incompatíveis até, obviamente, tudo explodir. Mesmo a extraordinária reviravolta no último jogo com os Clippers não deve mudar nada na capital norte-americana. Enquanto isso acontece, Ernie Grunfeld vai passando pelos pingos da chuva. Trata-se de um homem que já era GM na altura em que Gilbert Arenas entrou no balneário de arma na mão. Já são acontecimentos a mais para ser tudo uma coincidência…

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Washington Wizards

António Pedro Dias
António Pedro Diashttp://www.bolanarede.pt
Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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