Publicidade

Pascal Siakam: O camaronês que não para de surpreender

Clara Maria Oliveira · 2 min

Pascal Siakam: O camaronês que não para de surpreender
Foto: NBA

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A NBA parecia formatada para os cidadãos americanos, mas na última década a tendência mudou. Cada vez mais, chegam ao país do Tio Sam jovens com o sonho de serem bem-sucedidos com a borracha laranja e preta entre as mãos. Pascal Siakam é um dos exemplos, mas engane-se quem acha que a carreira do poste foi sempre positiva e num crescendo contínuo.

Nascido nos Camarões, é o mais novo de três irmãos que praticavam basquetebol. Todos conseguiram bolsas em conhecidas universidades nos Estados Unidos da América, mas Pascal era o que menos parecia querer saber do desporto. Tudo mudou no dia em que pisou um campo de treinos de Luc Mbah a Moute. Depressa, a diversão passou a algo sério.

Na África do Sul encontrou o trampolim necessário para voos mais altos. A aterragem foi turbulenta e o sonho americano não foi como o que é mostrado nos filmes, era preciso saber lidar com novos ideais e táticas. Descreviam o camaronês como magro para os 2,06 metros que apresentava e o primeiro passo foi a adaptação aos adversários mais fortes fisicamente. Seguiu-se a Universidade do Novo México e uma lesão, que adiou o sonho de ser profissional.

O joelho melhorou e o jovem não desiludiu quem tanto acreditava nele. Os Toronto Raptors não ficaram indiferentes ao seu talento e escolheram-no na 27.ª escolha do Draft de 2016. Nos primeiros anos como profissional cresceu na G-League pela equipa secundária e foi sombra do cinco inicial de Dwayne Casey. O trabalho começou a ser visto globalmente e já muitas pessoas conheciam o potencial do camaronês.

A chegada de Nick Nurse marcou a passagem para as luzes da ribalta, e “Spicy P” passou de quase desconhecido a uma estrela da NBA. A época de 2018/2019 não podia ser roteiro de realizador de cinema, pois tudo correu de forma perfeita. Com uma média de 26 pontos e cinco ressaltos por jogo, foi uma das forças que em conjunto com Kawhi Leonard trouxe a inédita taça de campeão para os dinossauros do Canadá.

O prémio de Most Improved Player (jogador que mais evoluiu de uma época para outra) da liga foi o resultado de uma caminhada longa e sinuosa, de um atleta que nem sempre foi o maior apreciador do basquetebol, mas sabia que tinha capacidade para singrar. Esta época, Pascal Siakam continua a surpreender, e o nome do camaronês já ecoa nos ouvidos de todos os aficionados da melhor liga de basquetebol do mundo.

De desconhecido a ganhar o espaço do plantel, de não gostar de jogar basquetebol a campeão da NBA, de jogador que mais evoluiu a All Star. A carreira de Pascal Siakam é uma das melhores histórias de superação e vai demonstrando ao planeta que mesmo na maior adversidade não desistiu e todos os dias vamos vendo a prova disso mesmo.

Foto de Capa: NBA

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Clara Maria Oliveira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.