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Começamos pela divisão dos campeões, Golden State Warriors, que voltam a ser os favoritos por larga margem ao título. Analisamos ainda os renovados Clippers, a nova era dos Lakers e Suns e a revolução dos Kings.
A temporada passada voltou a ser de festejos em Oakland. Os Warriors aprenderam com os erros do ano anterior, foram buscar Kevin Durant e dominaram em toda a linha, vencendo todos os jogos dos playoffs até às finais, onde apenas cederam um jogo aos Cavaliers. Então, o que esperar de uma equipa dominadora que manteve todas as suas estrelas? Demolição. Imaginem os Warriors da temporada passada, mas com mais um ano em cima. Podemos sempre lembrar-nos do ano que se seguiu ao primeiro título destes Golden State, no qual foram surpreendidos pelos Cavs. Porém, agora há Kevin Durant, que só apareceu realmente nos playoffs. Casspi e Nick Young foram adições interessantes para uma equipa que já é incrível a lançar do perímetro e, tirando Iguodala e Livingston, que já começam a entrar na fase descendente da carreira, apesar de ofereceram ainda muitas garantias, todos os outros encontram-se no pico das suas capacidades. Aos Warriors basta, por isso, não mexer nada. Esta equipa ainda pode evoluir, algo que seria sempre assustador, mas, se mantiverem aquilo que fizeram na temporada transata, serão favoritos por muitos anos.
Em Los Angeles terminou a “Era CP3”. O base saiu para Houston mas permitiu aos Clippers garantirem Beverley, Lou Williams e Sam Dekker dos Rockets. A experiência com Chris Paul foi um fracasso e, apesar de terem mantido Griffin e Jordan, as expetativas para a nova época não são melhores para os Clippers. Com Paul saiu Reddick, para além de Mbah-a-Moute e Speights, que faziam parte da base da equipa. A equipa de L.A. adquiriu Gallinari e Teodosic, apresentando uma equipa interessante, que é capaz de lutar pelos lugares mais baixos de acesso aos playoffs. Mas o banco algo escasso e as questões à volta da condição física de Blake Griffin devem fazer desta uma temporada sem ruído por parte da equipa de Doc Rivers.
Os adeptos dos Lakers anseiam pelo próximo verão, no qual muitos analistas apontam os Lakers como favoritos a garantirem Paul George ou até LeBron James, mas há muito por onde estar atento em relação a estes jovens Lakers. Brook Lopez, Caldwell-Pope e Corey Brewer são mentores interessantes para os miúdos de L.A. e Lonzo Ball terá uma temporada inteira de bola na mão para orquestrar o ataque da equipa de Luke Walton, de modo a mostrar aquilo que pode valer frente às grandes estrelas da liga norte-americana de basquetebol. Os Lakers não têm grandes obrigações para esta temporada, podendo, então, concentrar-se no desenvolvimento das suas jovens estrelas, nas quais depositam grandes esperanças, com a ideia de praticarem um Basquetebol interessante e agradável, enquanto esperam por 2018.
Em Phoenix há uma sensação de “Ok, este miúdos são bons. Mas quando é que podemos começar a ganhar jogos?”. A resposta não deverá agradar aos fãs da equipa do Arizona, porque não será este ano, mas há mais miúdos talentosos a caminho. Os Suns apresentam, de momento, um dos backcourts mais interessantes da NBA, com Bledsoe e Booker a serem um pesadelo para as defesas adversárias. Depois, há vários jovens com capacidades tremendas. Josh Jackson chegou a ser uma possível escolha nº1 do draft, mas acabou por cair para os Suns no quarto posto. Há ainda Ulis, Warren, Derrick Jones Jr., Chriss ou Bender. O futuro promete uma equipa competitiva em Phoenix. O único senão será mesmo o tempo que esse momento demora a chegar.

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão















