Vocês os três, façam um quadrado!

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Um MVP, um “future Hall of Fame” e um All-Star entram num campo de basquetebol: o MVP começa a “roubar” ressaltos para atingir certas estatísticas, o “future Hall of Fame” tenta reencontrar-se, já o All Star cumpre o seu papel apesar de não querer estar ali. No final perdem o jogo. Isto poderia ser uma daquelas piadas muito secas, mas é a realidade dos Oklahoma City Thunder.

Depois da derrota frente aos desfalcados Boston Celtics, na última madrugada, parece-me claro que existe uma síndrome de descontração para os lados de Oklahoma. Na primeira volta, depois de estarem a ganhar com larga vantagem ao intervalo, os Thunder desvaneceram e saíram derrotados de um jogo aparentemente controlado. Ontem aconteceu o mesmo.

Nos últimos minutos da partida, o rookie Jayson Tatum iniciou a remontada com esta jogada magnífica.

Terry Rozier e Marcus Morris asseguraram a reviravolta com dois triplos, com a ajuda do adversário Carmelo Anthony, que, na linha de lance livre, não conseguiu converter nenhuma das duas oportunidades. Para os Celtics foi mais uma noite histórica de resiliência, para OKC mais uma noite histórica de pouco discernimento.

Os Thunder, que perderam o fulcral Andre Roberson a meio da época, contrataram Corey Brewer há pouco tempo – um veterano que os tem ajudado defensivamente e ofensivamente, colmatando algumas das deficiências da equipa. Porém, o maior problema tem sido a falta de consistência dos OK3: Russell Westbrook, Carmelo Anthony e Paul George tanto têm picos de forma como momentos de amador.

Paul George, Carmelo Anthony e Russell Westbrook, a big three dos OKC, também conhecida por OK3

Paul George está, certamente, com a cabeça nos Los Angeles Lakers, apontados como o seu destino desde a última época nos Indiana Pacers. Tal como George, Carmelo Anthony também termina o seu contrato no final desta temporada, portanto, o modo como os Thunder deviam encarar esta época é “one year, one shot”. Mas Westbrook é a máquina imparável que conhecemos, logo tudo pode acontecer nos playoffs.

Pela frente há a temível concorrência dos Houston Rockets e dos Golden State Warriors. Apesar de conseguirem surpreender, nada abona a favor dos Thunder. Têm um plantel tão curto como dependente das três ditas estrelas, que não andam a justificar o seu estatuto. Pede-se a três pessoas que façam o impossível quando nem o mínimo têm feito.

Parecem, assim, condenados a apenas algumas faíscas, a apenas alguns bons momentos e, a apenas falhar no final. Mas, os fãs de Westbrook dirão que ele roça o triplo duplo – e todos sabemos que só assim se ganham anéis.

Foto de Capa: NBA

Gustavo Carvalho
Gustavo Carvalhohttp://www.bolanarede.pt
Gustavo é um sujeito moderadamente eloquente, só que no que toca ao desporto é inevitável mandar um bom bitaite. Jogou futsal federado e uma vez foi expulso porque cortou a bola com a mão em cima da linha de golo. O guarda-redes defendeu o penálti: um motivo para celebrar, não fosse o facto da equipa estar a perder 6-1. Para ele a mística de uma equipa é essencial, daí ser um fervoroso adepto do FC Porto e dos Boston Celtics. Consegue, orgulhosamente, ter conversas bem nerds sobre basquetebol. Tenta dar uns toques no humor, mas sem comprometimentos.                                                                                                                                                 O Gustavo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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