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Antevisão Strade Bianche: Prontos para o Pogashow?

José Baptista · 2 min

Antevisão Strade Bianche: Prontos para o Pogashow?

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Chegou a hora! Finalmente, Tadej Pogacar alinhará à partida de uma corrida nesta época e o mundo do ciclismo mal pode conter o entusiasmo. O esloveno tem sido a figura de cartaz da modalidade dos últimos anos não só pelos dominantes resultados, mas, acima de tudo, pelas suas exibições ofensivas. E, para compor o cenário, fará a primeira aparição do ano numa das mais bonitas corridas da temporada e na qual já triunfou em 2022 e bastante aberta a ataques. Para esta edição do Strade Bianche, virá bem acompanhado e a sua UAE Team Emirates terá bastantes opções para abrir a corrida, com Isaac Del toro, Tim Wellens e Marc Hirshi a já terem demonstrado estarem em boa forma neste início de ano.

Entre os seus adversários, o destaque maior tem de ir para o campeão em título, Tom Pidcock. O jovem líder da Ineos é um especialista de provas de um dia e o seu passado no BTT faz dele um candidato perfeito a repetir a vitória nas estradas brancas do sterrato italiano.

Depois, há também um trio de gauleses a manter debaixo de olho. Julian Alaphilippe (Soudal – QuickStep), vencedor em 2019, é sempre uma ameaça para ganhar qualquer clássica em que participa, mesmo quando ainda procura recuperar a magia que parece ter perdido nos últimos tempos. A liderança da todo-poderosa Visma está a cargo de Christophe Laporte e o campeão europeu fará a sua estreia na prova italiana com ambiçoes de estar entre os melhores, ainda que seja incerto se esta não acabará por ser demasiado dura para um homem que se destacou inicialmente como rolador. Por fim, a DSM confia que o veterano Romain Bardet, que tantas vezes bateu no poste em provas destas, possa chegar à maior vitória da carreira em corridas de um dia.

Num restante do pelotão recheado de qualidade, mas também de juventude, a EF Education é quem mais chama à atenção com a dupla Richard Carapaz e Alberto Bettiol a certamente também ter que ser contabilizada nos momentos decisivos, enquanto Lennard Kamna (BORA – hansgrohe), Benoit Cosnefroy (Decathlon – AG2R) e Valentin Madouas (Groupama – FDJ) são alguns dos outros homens a manter debaixo de olho.

Para alcançar a tão desejada vitória naquele que muitos já consideram o sexto monumento, qualquer um deles terá de enfrentar um traçado ondulante que testará os seus limites. Serão 215 quilómetros com muito poucas zonas de repouso, entre as colinas das vinhas da Toscana e contando com 15 setores de sterrato. Para mais, o traçado sofreu ligeiras alterações este ano que tornaram a prova ainda mais dura, talvez beneficiando ainda mais os trepadores face aos calssicómanos puros.

Ainda assim, a dureza não impede a tática e a história desta corrida diz-nos que a chave está frequentemente em escolher o momento certo para se desfazer dos adversários, seja nas estradas brancas, nas colinas ou confiando numa aceleração final na subida para a meta colocada na bela Piazza del Campo, em Siena.

José Baptista

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