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Cape Epic: A Rainha do Mountain Bike

José Baptista · 2 min

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Há quem lhe chame de “Tour de France do Ciclismo de Montanha”, mas esta autointitula-se como a Corrida Africana Indomável. Na prática, são oito dias – um prólogo e sete etapas – na região sul-africana de Cabo Ocidental e a mais dura competição anual de Mountain Bike (MTB).

A competição foi criada em 2004 – está, por isso, na 15ª edição – e disputa-se em pares. Logo no ano de estreia viu triunfar Karl Platt (nesse ano junto de Mannie Heymans), o alemão que reparte o recorde de 4 vitórias com o suíço Cristiph Sauser e a dinamarquesa Annika Langvad.

Também merecedora de referência é a postura dos organizadores face ao doping. Há tolerância zero para quem agora for apanhado com substâncias ilícitas, mas o mesmo não se aplica a quem foi suspenso antes desta política ser implementada, já que reconhecem o passado negro da modalidade e admitem que seria ingénuo tentar aplicar uma medida dessas. Ou seja, reconhecem que em certas épocas o ciclismo tinha uma outra mentalidade perante este tema e que o importante é que isso não se repita daqui para a frente.

Para a edição 2018, os atletas tiveram de enfrentar 658 quilómetros e um desnível positivo acumulado de 13 530 metros. No total, foram 689 equipas distribuídas pelas diferentes categorias, umas com intenção de obter um bom resultado, outras de amadores que pretendem apenas um desafio aos seus limites. Entre esta segunda categoria, estão também alguns nomes conhecidos do púbico, como Douglas Ryder, o Diretor da equipa World Tour Dimension Data, que se juntou a outra figura pública sul-africana, Jan Scannel, e aproveitou a corrida para angariar fundos para o projeto de solidariedade Qhubeka.

A dupla ibérica ficou às portas do podium final
Fonte: BUFF SCOTT MTB Team

Os vencedores dos masculinos foram Jaroslav Kulhavy e Howard Grotts, que assumiram a liderança à etapa 3 e não mais a largaram, terminando com uma vantagem de mais de 9 minutos. Em prova estiveram também vários atletas portugueses, com especial destaque para Luis Leão Pinto. O veterano fez par com o espanhol Francesc Guerra Carretero e, além de várias presenças entre os 5 melhores em etapas, conseguiram terminar em 4º lugar da geral final, ficando a cerca de 5 minutos do pódio.

Em femininos, Annika Langvad chegou ao seu quarto triunfo, mas com uma nova parceira. Depois de três títulos (2014, 2015 e 2016) com Ariane Kleinhans, desta vez triunfou na companhia de Kate Courtney, destruindo a oposição e chegando ao final com 46(!) minutos de vantagem sobre as segundas classificadas. Já nos pares mistos, a vitória caiu para um conjunto da casa, os sul-africanos Brennan Anderson e Nicky Giliomee.

Foto de Capa: Cape Epic

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

José Baptista

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