Com Pavê à mistura, o Tour 2018 poderá ser “inferno” para Froome?

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Com a chegada aos Alpes, temos na etapa dez uma etapa com quatro contagens de montanha, onde poderá haver alguém mais atrasado na geral a tentar recuperar o tempo perdido. É uma etapa que precede a primeira pausa na prova, o que pode significar que quem não tiver tido um dia de descanso adequado poderá aqui perder tempo, situações que acontecem várias vezes em provas de três semanas.

Mas mais oportunidades virão, já que a etapa seguinte é a estreia da chegada à La Rosiére, e aqui sim os favoritos irão aparecer, etapa curta mas com três subidas com mais de dez quilómetros de extensão, que poderão fazer desta etapa uma verdadeira incógnita e alguns estragos nos líderes.

Logo a seguir, teremos o mítico Alpe D´Huez, com as vertentes do Col de la Madeleine e do Col de la Croix de Fer, subidas que antecedem a mítica ascensão e que já deram a conhecer ao mundo do ciclismo os melhores intérpretes na montanha.

Uma etapa onde poderemos ver Froome e a Sky a controlar a corrida até à subida final, e, se possível, deixar Froome fresco para atacar o Alpe D´Huez.

Mítica chegada no Alpe D'Huez onde Fonte: Scatti dal Ciclismo
Mítica chegada no Alpe D’Huez
Fonte: Scatti dal Ciclismo

Teremos, depois, etapas de transição que nos levarão até aos Pirinéus e também a chegada da última semana da prova.

E é nesta semana que tudo se irá decidir, pois teremos, para além das etapas de montanha, o contra-relógio individual na penúltima etapa e que coroará o vencedor do Tour 2018. Mas já lá vamos.

Se as chegadas em alto são normalmente as decisivas, o que dizer das etapas dos Pirinéus, onde teremos somente uma chegada ao alto? Nos Pirinéus, serão as descidas que farão a diferença e, se o tempo não ajudar, teremos chegadas onde quem quiser arriscar nas descidas terá de chegar em condições de as poder atacar.

Para esta semana, destaco a etapa 17 como a etapa a seguir, etapa em linha mais curta da prova mas com nível de dificuldade elevado. São 65km, que culminam numa chegada em alto ao Col de Portet, a etapa inicial logo numa ascensão de cerca de 15km e, se houver ataques, pode não haver tempo dos perseguidores recuperarem a vantagem, será a etapa ideal para atacar quem estiver perto da geral, mas não muito boa para a Sky controlar.

Na etapa 19, a etapa que considero a etapa forte dos Pirinéus, a colocação da subida ao Tourmalet acho que acontece cedo demais, mas nas subidas até ao Col d´Aubisque terá de haver mexidas na corrida, sob pena de esta ser decidida apenas na última ascensão. A terminar, a decisão final, contra-relógio individual que liga Saint-Pée-sur-Nivelle a Espelette, e se nada estiver ainda definido, é aqui que a decisão do Tour 2018 acontecerá.

Numa etapa com pouco mais de 30 kms, os ciclistas vão enfrentar um percurso algo técnico com o ponto alto do mesmo, o Côte de Pinodieta, a três quilómetros da meta, será o ponto fulcral, sendo uma ascensão de 900m com uma inclinação de mais de dez por cento a fazer a diferença para os favoritos à vitória final.

Em suma, Chris Froome, com este percurso, será novamente o alvo abater, tirando a etapa de pavê, o britânico tem aqui mais um bom teste às suas capacidades e penso que, em condições normais, sairá vencedor.

Quanto ao percurso em si, destaco claramente a etapa de pavê como grande novidade, bem como as etapas de alta montanha, quer nos Alpes, quer nos Pirinéus, que têm quilometragens reduzidas, de resto é mais do mesmo. Na minha opinião, colocava mais etapas de média montanha, com chegadas ao estilo de uma clássica como a Lombardia, ou mesmo a Liege-Bastogne-Liege, e também colocava mais etapas de alta montanha. De resto, é esperar que tudo corra pelo melhor na próxima edição do Tour!

Foto de Capa: Le Tour de France 2018

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Tiago Silva Ferreira
Tiago Silva Ferreirahttp://www.bolanarede.pt
O Tiago é uma pessoa que adora desporto, em especial futebol. Tendo praticado andebol e basquetebol, viu que o seu grande talento era a Playstation e por aí ficou! Adora o ciclismo.                                                                                                                                                 O Tiago não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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