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Giro Rosa: A luta mais esperada

José Baptista · 2 min

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Há 12 meses, Annemiek van Vleuten dominou a seu belo prazer a única Grande Volta do calendário feminino. Vencendo três etapas e terminando com mais de quatro minutos de vantagem sobre a segunda classificada, a holandesa conquistou finalmente a prova italiana e confirmou o seu estatuto como figura principal da modalidade.

No entanto, o triunfo da bi-campeã mundial de contrarrelógio, apesar de convincente, pecou pela falta de oposição mais credível. Moolman-Pasio é um bom nome, mas uma segunda linha quando comparada com as ausentes Anna van der Breggen ou Lizzie Deignan ou com a fora de forma Elisa Longo Borghini.

A edição deste ano não terá os mesmos facilitismos e, finalmente, teremos a luta que os adeptos mais esperam nos últimos anos: van Vleuten contra van der Breggen num Giro Rosa com (muita) dureza. As duas holandesas têm sido as dominadores dos últimos três anos, mas o primeiro round de 2017 foi marcado por um Giro pouco comum, em que havia muito pouco onde fazer a diferença e em que van Vleuten perdeu a sua oportunidade num corte numa etapa plana.

Agora, as líderes da Boels-Dolmans e da Mitchelton-Scott terão a oportunidade de se testarem e se levarem ao limite, para nosso benefício que poderemos desfrutar de uma luta para a história do Ciclismo.

O percurso para tal será extremamente acidentada, com um contrarrelógio coletivo a abrir, seguido por duas etapas que tanto poderão dar para um sprint como para movimentações de atletas mais explosivas e um sprint pura ao quarto dia. A primeira etapa de montanha chega à quinta etapa, mas com apenas uma 1ª Categoria. A segunda metade da prova arranca com uma crono-escalada de 12 quilómetros. No dia seguinte, há colinas e um terreno perigoso para quem quiser armadilhar a corrida. As jornadas oito e dez deverão ser para as velocistas e pelo meio fica a etapa rainha, uma chegada em alto a Montasio.

Apesar de duro, o perfil da prova permite muitos dias bem ao jeito das clássicas, o que deverá beneficiar Anna van der Breggen, pelo que van Vleuten terá que aproveitar bem as suas duas principais oportunidades de fazer a diferença, o crono de Teglio e a chegada em alto da penúltima jornada.

Além destas duas estrelas e das suas colegas de equipa Spratt e Hall, também há que ter em conta a italiana Longo Borghini, a polaca Niewiadoma e a jovem prodígio Cecilie Uttrup Ludwig.

Foto de Capa: La Course by Le Tour de France

José Baptista

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