Le Tour: Vamos cruzar os dedos!

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Cabec¦ºalho ciclismo

Chegámos à última semana de Tour. Normalmente é quando se vê um maior espetáculo nas estradas e este ano não tem sido excepção. O pelotão já chegou aos Pirinéus e ainda há muito para decidir. É verdade que a camisola amarela parece já estar entregue a Nibali (a não ser que aconteça alguma tragédia igual à de Froome ou Contador, mas, por favor, já chega…), mas ainda há muito para se ganhar. A luta pelos dois lugares restantes no pódio está ao rubro, cinco ciclistas para dois lugares! Valverde, Pinot, Péraud, Bardet e Van Garderen estão separados por cerca de 5 minutos e será divertido ver esse jogo das cadeiras Pirinéus acima. Quem irá arriscar, quem irá defender e quem irá falhar? Será que ainda algum sonha conseguir o primeiro lugar e atacará ao ponto de arriscar uma quebra que o atirará definitivamente para fora do pódio? Isto são questões muito interessantes e que criam muito expectativa e ansiedade relativamente a esta última semana.

Paralelamente a esta luta existe um segmento especial. O segmento nacional. Pela primeira vez em muitos anos existem neste momento quatro franceses no top10 e três deles na luta por um lugar no pódio. Com este sucesso dos franceses começa a criar-se a pressão de um país inteiro e, como nenhum desdes três corredores está habituado a estas andanças, será curioso verificar quem se vai apresentar à altura. Está aberta a candidatura ao lugar de melhor ciclista francês, ao lugar da grande esprança do futuro da modalidade e sabe-se como o franceses desejam há muitos anos ter alguém para apoiar com legítimas esperanças de uma vitória no Tour. A pressão é muita, quem se chegará à frente?

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Relativamente à camisola amarela, eu sei que já disse que está practicamente entegue, mas ainda há uma maneira de a roubar ao Nibali. E um amante da modalidade pode sonhar, não pode? Não que tenha nada contra o italiano, mas quero ver o maior espétaculo possível! Já se viu que a Astana não está particularmente forte no acompanhamento ao líder, Nibali é que tem estado fortíssimo. Assim sendo, só um ataque de muito longe poderá fazer com que Nibali tenha de trabalhar excessivamente durante muitos quilómetros, quebrar (que é algo que até agora parece muito difícil, mas o ciclismo é também a arte de saber esconder fraquezas) e assim algum ciclista roubar a camisola ou aproximar-se o suficiente da liderança para o contra-relógio começar a preocupar Nibali. É isto que eu e todos os amantes da modalidade querem ver. Ou um roubo fantástico ou uma defesa fantástica. O problema é que esta estratégia é muito arriscada, já que atacar de longe e ganhar não é propriamente fácil. Em vez de acontecer a quebra no camisola amarela, pode acontecer a quebra no fugitivo e aí até um lugar no top10 fica em perigo. Se houvesse Froome e Contador acreditava que isto poderia acontecer. Afinal de contas, para estes dois corredores, o segundo lugar é o primeiro dos últimos e, por isso, iriam arriscar todas as possibilidades de vencer o Tour. O problema é que todos os ciclistas que estão na luta irão ficar muito felizes com um lugar no pódio – será a sua melhor classificação de sempre na prova, portanto dificilmente alguém irá arriscar um lugar no pódio por uma missão quase impossível de chegar à amarela. Malditas quedas…

Nibali, o italiano que sonha levar a amarela para casa 16 anos depois de Pantani  fast.swide.com
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fast.swide.com

Temos ainda também a luta pela “camisola das bolinhas”, o prémio da montanha. Majka está em primeiro lugar e tem Rodríguez a 37 pontos de distância na terceira posição. Nibali está em segundo, mas evidentementenão está preocupado com este prémio. Serão Rodriguez e Majka a lutarem por ele (e que dois trepadores fantásticos para esta luta, qualidade garantida!!!), mas o tubarão siciliano continua a ganha nos Pirinéus como ganhou nos Alpes e arrisca-se mesmo a ficar com mais do que uma camisola de recordação.

Resumindo, é verdade que a camisola amarela está quase ganha, mas ainda há muito para se disputar nesta prova. Resta saber se vamos ter uma corrida de ambiciosos ou de calculistas, de atacantes ou de defensores, de coragem ou de medo. Depois de todas as quedas horríveis que nos tiraram tanto do que esta Volta à França nos prometia, acho que merecemos que estejam todos ao ataque. Vamos cruzar os dedos!

Rafael Lapa
Rafael Lapahttp://www.bolanarede.pt
Um dia o seu avô disse-lhe: "anda cá, Rafael, senta-te aqui no meu colo, que vamos ver uns meninos a andar de bicicleta". A partir desse dia começou uma paixão incontrolável: o ciclismo!                                                                                                                                                 O Rafael não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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