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Foi este sábado o dia final dos Mundiais Universitários de Ciclismo, que se disputaram esta semana em Braga, com a realização das provas de fundo de estrada.
Pela manhã, correu-se a prova feminina, com pouco mais de 90 quilómetros e um percurso acidentado, onde as duas passagens pelo Alto do Sameiro seriam decisivas.
Depois de uma fase inicial de estudo mútuo em que nenhuma fuga se conseguiu constituir, a primeira subida ao Sameiro, feita pela vertente mais suave por Espinho, viu os primeiros ataques a sério, com um grupo de quatro elementos a destacar-se na frente da corrida e rapidamente construir uma larga vantagem.
Na segunda subida ao Sameiro, desta feita já pela mais dura vertente do Bom Jesus, as polacas, Marta Lach e Karolina Sowa, aproveitaram a vantagem numérica e forma desfazendo-se da adversárias, primeiro a australiana Ruby Roseman-Gannon e depois a alemã Jaqueline Dietrich.
A fazerem os quilómetros finais sozinhas, mantiveram a vantagem para as perseguidoras e, na reta da meta, Lach levou a melhor para ficar com o ouro, relegando a compatriota Sowa para a prata. A quase minuto e meio chegou Dietrich que ficou com o bronze.

Fonte: José Baptista/Bola na Rede
A única representante de Portugal foi, novamente, Soraia Silva, que teve dificuldades num percurso tão duro, ela que é mais uma ciclista talhada para os terrenos mais planos, mas ainda assim finalizou num honroso oitavo lugar, a cerca de oito minutos da frente.
Da parte da tarde, foi a vez dos homens, numa prova que, em vez da parte desportiva, foi a falta de informação e má gestão dos cortes de estrada a ser o maior destaque.
O percurso original levaria os ciclistas a passar quatro vezes pelo Sameiro, mas (mais uma vez) a falta de informação reinou, parecendo que a corrida foi encurtada.
De qualquer forma, a prova seguiu o mesmo guião da feminina, como uma fuga a formar-se já em fase adiantada da corrida e a saírem daí ataques e os medalhados.
Desta vez, foram os Países Baixos a fazer valer os números, com Adne Van Engelen a chegar isolado para a vitória e o compatriota Jacob De Lange a ficar com a prata. O bronze seria para Liam Magennis, o australiano que já havia conquistado oouro no crono.
Para as cores nacionais, Marcelo Salvador estaria no ataque certo, mas foi incapaz de acompanhar os melhores na parte final e teve de se contentar com o sétimo posto.
Nota da Organização: 6/10
A avaliação à organização da AAUM tem sempre de ser positiva quando comparada com edições anteriores deste evento. Este ano, havia uma ideia clara e a realização de quatro eventos de várias especialidades foi uma aposta ganha e que deu credibilidade aos campeonatos. A princípio, parecia haver apenas duas notas menos positivas: notou-se em vários detalhes que faltava à organização quem estivesse mais por dentro da gestão de um evento de ciclismo e continua a faltar aos campeonatos mundiais a inclusão da pista, algo impossível para os minhotos, já que se localiza em Sangalhos a única portuguesa. No entanto, a última prova, a de fundo masculina, foi um verdadeiro fiasco organizacional e deixou uma má imagem na despedida.
A FIGURA

Liam Magennis – Não seria certamente ele o australiano mais cotado à entrada para estes Mundiais, mas o ouro no crono e bronze no fundo serviram para mostrar na estrada a sua qualidade, tornando-se uma figura incontornável destes mundiais.
O FORA-DE-JOGO

Ruby Roseman-Gannon – Não se pode dizer que os resultados da australiana tenham sido maus, mas para quem era candidata às medalhas nas duas provas, ser quarta tanto no contrarrelógio como no fundo tem de ser uma desilusão.
Foto de Capa: José Baptista/Bola na Rede













