Olheiro BnR – Lorena Wiebes

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Uma das sensações da época de clássicas do paralelo de 2019 foi a jovem da Parkhotel Valkenburg, Lorena Wiebes, que, com apenas 20 anos, conseguiu estar por mais que uma vez ao nível das melhores do mundo.

Nesta temporada, três resultados destacam-se: a vitória na Nokere Koerse e os segundos lugares na Driedaagse Brugge-De Panne e na Gent-Wevelgem. Estas três provas tiveram duas coisas em comum: passagens por setores de paralelo e uma chegada ao sprint.

Analisemos primeiro a questão das chegadas em pelotão compacto. O seu histórico de resultados em exibições mostra que Lorena Wiebes tem tudo para ser o grande nome do sprint do futuro do ciclismo feminino.

A ponta de velocidade está lá, bem como as capacidades técnicas de colocação, mas, acima de tudo, impressiona a regularidade.

Tem sido hábito ver as sprinter femininas a apresentarem demasiada inconstância, muitas vezes incapazes de construir cadeias de resultados entre as primeiras. No entanto, esse não parece ser o caso de Wiebes, que se apresenta capaz de estar sempre na discussão. Deem-lhe um final em velocidade e ela estará sempre entre as melhores. E esta é uma das principais razões pela qual tanto de bom se augura para o futuro de Wiebes.

Vitória ao sprint no paralelo: Wiebes numa imagem
Fonte: Danilith Nokere Koerse

Por outro lado, há a questão de comprovadamente se dar bem em provas com pavé. Ora, nota-se que ainda lhe falta algo mais para provas com maior dureza, como a Ronde van Vlaanderen, mas há claramente potencial para se afirmar neste terreno.

Olhando para a sua (ainda tão curta) carreira, essa tem sido uma constante e, em provas onde as grandes dominadoras são ciclistas veteranas, tem o tempo do seu lado para se desenvolver nesse lado.

Na perspetiva deste autor, essa é a grande dúvida sobre o quão longe pode Lorena Wiebes subir no mundo do ciclismo. A holandesa tem tudo para ser uma das melhores sprinters – ou mesmo a melhor – da sua geração, mas será a capacidade que demonstrar para evoluir no paralelo e poder disputar outro tipo de provas que decidirá se conseguirá ascender ao patamar de uma das grandes do desporto.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Parkhotel Valkenburg

José Baptista
José Baptista
O José tem um amor eclético pelo desporto, em que o Ciclismo e o Futebol Americano são os amores maiores. É licenciado em Direito (U. Minho) e em Psicologia (U. Porto).

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