Os favoritos à conquista da Volta à França 2021

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OUTSIDERS

A Ineos Grenadiers conta com 4 opções de valor, incluindo Richie Porte. O australiano tem estado soberbo em 2021. Venceu a classificação geral do Critérium du Dauphiné e alcançou o 2.º posto nas gerais da Volta à Catalunha e da Romandia. Tem combinado muito bem com Geraint Thomas e deverá ser um dos corredores mais resguardados. Em entrevista, já veio a público dizer que não pretende correr para a geral, comprometendo-se a ajudar os companheiros nos objetivos. Tao Hart também pode ser uma opção, para quando a equipa britânica precisar de acelerar a corrida. Nunca se sabe se não tem a liberdade necessária para entrar nas contas da geral. Ele que venceu o Giro de 2020.

A Israel Start-Up Nation vem com o canadiano Michael Woods como líder. Terá pouco apoio na alta montanha, com o irlandês Daniel Martin a ser a sua melhor companhia possível. Chris Froome é uma boa jogada de marketing, mas não deverá passar disso, visto que se encontra a léguas do que já foi. Woods deixa de lutar pela geral quando é uma “nódoa” no contrarrelógio.

A Team Bike Exchange traz vários nomes fortes. Simon Yates e Esteban Chaves são nomes reconhecidos para a alta montanha e pela luta pelas gerais. Yates já confessou que quer caçar etapas no Tour, deixando a liderança aberta para um jovem em ascensão, Lucas Hamilton. O australiano de 25 anos tem estado a bom nível na presente temporada, e tem aqui a oportunidade de uma carreira.

Na equipa francesa, Groupama-FDJ, o líder deverá ser David Gaudu, para além do sprinter Arnaud Démare. O jovem de 24 anos já venceu por duas vezes esta época, na clássica Faun-Ardèche e na etapa 6 da Volta ao País Basco, na chegada a Arrate. Enric Mas (Movistar) deverá estar com os melhores na montanha e não se safa nada mal no contrarrelógio, portanto deverá fechar nos dez melhores. Já o seu colega de equipa, o experiente Alejandro Valverde, deverá intrometer-se nas contas de algumas etapas, mas sem top dez na geral.

Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick Step) pode assumir um papel importante na corrida, visto que é um corredor extremamente versátil e que anda bem em todo o tipo de terrenos. Nunca se sabe se não “saca” um top dez. Rigoberto Urán (EF Education Nippo) vem de uma vitória surpreendente no contrarrelógio da Volta à Suiça, alcançando o segundo lugar na geral final. É um corredor consistente, tendo já terminado por três ocasiões no top dez. A sua melhor classificação foi um segundo lugar na geral, no Tour de 2017. Não terá o maior dos apoios quando o terreno começar a inclinar, mas Higuita e o português Ruben Guerreiro deverão fazer as honras.

A equipa germânica, Bora-Hansgrohe, conta com Wilco Kelderman e Emanuel Buchmann como líderes, ambos sabem o que é terminar no top cinco de uma grande volta. Na Astana, os líderes serão Jakob Fuglsang e Ion Izaguirre, mas no máximo conseguirão um top dez. O que até será difícil, pois a equipa estabeleceu o objetivo de vencer etapas, e leva um conjunto forte para isso mesmo, com Aranburu e Lutsenko como protagonistas.

Na equipa Bahrain-Victorious, Jack Haig assume o papel de líder pela primeira vez. Está a correr numa equipa sensação do momento. Tem Dylan Teuns, Pello Bilbao e Wout Poels como membros importantes para a montanha. Haig, talvez, consiga almejar um top dez, o que não vai ser fácil, pois existem muitos concorrentes.

André Filipe Antunes
André Filipe Antuneshttp://www.bolanarede.pt
O André é licenciado em Marketing e Publicidade e um fã incondicional de ciclismo. Começou desde pequeno a ter uma paixão pelo desporto, através do futebol. Chegava a saber os plantéis de todas as equipas da Primeira Liga! Com o tempo, abriu-se o horizonte e o interesse para outros desportos, como o Ciclismo, o Futsal e, mais recentemente, a NBA. Diz que no Ciclismo existem valores e táticas que mais nenhum desporto possui e ambiciona um dia ter a oportunidade de assistir ao vivo a um evento deste calibre.

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