Publicidade

Ronde van Vlaanderen: A mais bela do ano?

José Baptista · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Para muitos a mais bela clássica do ano no circuito feminino, a Ronde van Vlaanderen é também uma prova duríssima em que as ciclistas terão de estar ao seu melhor nível se a quiserem discutir.

Serão 159 quilómetros com sete setores de paralelo e dez subidas, três delas coincidentes com o pavé.

Em 2018, foi a agora campeã do mundo Anna van der Breggen quem venceu em solitário, em mais uma impressionante exibição como aquelas a que sempre nos tem habituado.

Este ano, a campeã em título não estará presente, encontrando-se ainda a recuperar do esforço da vitória na Cape Epic. Assim, a Boels-Dolmans terá de contar com a sua antecessora na camisola do arco-íris, Chantal Blaak, como principal arma, juntando-lhe a versátil Amy Pieters como outra ameaça.

Na Mitchelton-Scott mora outra grande favorita, Annemiek van Vleuten, que quererá usar as dificuldades no terreno para se lançar para a repetição do triunfo de 2011. Já na CCC-Liv, há aposta dupla, com Marianne Vos (vencedora em 2013) e Ashleigh Moolman-Pasio a darem opções para múltiplos cenários.

Também entre as principais favoritas temos de colocar a líder do World Tour, Marta Bastianelli, que tanto sabe ganhar ao ataque como ao sprint e tem em Bertizzolo uma ajuda de grande nível.

Coletivamente, a Trek-Segafredo e a Sunweb voltam a aparecer como equipas com maior número de soluções. Para as italianas, Ellen van Dijk (vencedora em 2014) deverá ser a principal arma de ataque, mas tanto Longo Borghini (venceu em 2015) como Cordon-Ragot podem também estar entre as melhores. Já no conjunto holandês, Lucinda Brand será a mulher ofensiva, enquanto Rivera (vencedora da edição de 2017) se poupará para um possível sprint. Mackaij e Kirchmann dão profundidade para possíveis jogadas táticas.

Também com força coletiva estará a Canyon SRAM de Katarzyna Niewiadoma, que contará com Klein e Cecchini para formar um tridente sem favoritismo absoluto, mas com boas hipóteses de surpreender.

Uma questão que fica no ar é se Kirsten Wild, vencedora das últimas duas provas do World Tour e segunda do ranking, conseguirá passar as dificuldades e entrar na discussão dos primeiros lugares. A lenda da pista está em excelente forma e não pode ser descartada por completo, mas deverá haver subidas a mais para que consiga acompanhar as melhores, pelo que a WNT-Rotor terá mais segurança se apostar em Magnaldi ou Brennauer.

Como principais outsiders, podemos apontar Emilia Fahlin, Cecilie Uttrup Ludwig e Lotte Kopecky.

A maior surpresa é a ausência da líder da Juventude e de uma ciclista que se dá bem no paralelo – Lorena Wiebes, que não consta do alinhamento da Parkhotel Valkenburg.

Quem estará presente é a portuguesa Daniela Reis, que quererá aproveitar a recente boa forma para se mostrar entre as melhores do mundo pela Doltcini – Van Eyck, onde partilhará a liderança com Pascale Jeuland-Tranchant.

Favoritas

*** Annemiek van Vleuten, Marta Bastianelli

** Ellen van Dijk, Chantal Blaak

* Marianne Vos, Floortje Mackaij

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Ronde van Vlaanderen

José Baptista

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.