Tadej Pogacar segura a amarela e vence a Volta ao Algarve

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Chegámos ao final da edição número 45 da Volta ao Algarve em bicicleta e o resultado final veio provar que não há impossíveis. Grandes nomes do ciclismo mundial surgiram como possíveis vencedores desde o início da prova. No entanto, foi Tadej Pogacar, de apenas 20 anos, que levou a melhor perante os seus adversários. O seu caminho para a vitória começou depois de ter batido Wout Poels (Team SKY) na subida à Fóia. O esloveno vestiu a camisola para nunca mais a despir até ao final da prova.

Contra todas as dúvidas, o jovem ciclista manteve uma vantagem relativamente confortável que lhe permitiu continuar na frente. Na primeira etapa conseguiu escapar à queda coletiva e não perder tempo para, o então líder, Fabio Jakobsen (Deceuninck Quick-Step). Depois de conseguir a camisola na segunda etapa, surpreendeu também no contrarrelógio individual, terminando com o 5º melhor tempo, a 17 segundos do vencedor, Stefan Küng (Groupama-FDJ). Na quarta etapa, perdeu sete segundos, depois de um “corte” no pelotão nos metros finais. Porém, manteve ainda 29 de vantagem para o segundo classificado, Soren Kragh Andersen (Team Sunweb). No último dia de prova, com uma subida ao Alto do Malhão, Pogacar tinha pela frente um traçado que lhe era, à partida, favorável.

Esta quinta e última etapa teve, desde cedo, uma fuga com 13 ciclistas, apenas um de uma equipa portuguesa. Foram eles Andreas Schillinger (Bora-hansgrohe), Jonas Koch (CCC Team), Tim Declercq (Deceuninck-Quick Step), Stefan Küng (Groupama-FDJ), Jasper de Buyst, Frederkik Frison e Nikolas Maes (Lotto Soudal), Maarten Wynants (Jumbo-Visma), Nils Politt e Mads Wurtz Schimdt (Katusha-Alpecin), Mads Pedersen (Trek-Segafredo), Kenneth van Blissen (Cofidis) e Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano).

Os fugitivos à primeira passagem pelo Malhão
Fonte: Ana Rita Nunes/Bola na Rede

No entanto, e como se poderia prever, assim que se iniciou a primeira subida ao Malhão, a fuga foi-se diluindo. A 16km para a meta, a camisola amarela de Tadej Pogacar chegou a estar em perigo. Soren Kragh Andersen (Team Sunweb), Zdenek Stybar (Deceuninck-Quick Step), David de la Cruz (Team Sky) e Stephen Cummings (Team Dimension Data) estavam ao ataque. A diferença do dinamarquês para Pogacar rondava os 30 segundos.

O português, Amaro Antunes (CCC Team), era um dos ciclistas portugueses candidatos à vitória no Malhão. Na subida à Fóia já tinha estado perto da vitória. No Malhão já tinha vencido em 2017 e queria repetir a vitória. Nos quilómetros finais não se conseguiu impor e ficou-se pela 10ª posição. Na geral, foi o melhor português, terminando a Volta ao Algarve na oitava posição.

Amaro Antunes com a camisola azul em perseguição aos fugitivos
Fonte: Ana Rita Nunes/Bola na Rede

A dois quilómetros da meta, os cortes surgiram em força e foram-se formando vários grupos. Nesta subida final estavam Kragh Andersen e Stybar. Um pouco mais atrás, já completamente descolado, Cummings.

Soren Kragh Andersen e Zdenk Stybar nos metros finais da subida ao Malhão
Fonte: Ana Rita Nunes/Bola na Rede

Nos metros finais e com a amarela de Pogacar em risco, Stybar foi mais forte e cortou a meta com alguma vantagem.

Com a desistência de Arnaud Dèmare (Groupama-FDJ), o campeão alemão Pascal Ackerman (Bora-Hansgrohe) venceu a classificação por pontos. A camisola azul (líder da montanha) não escapou a Tim Declercq (Deceuninck Quick-Step).

Quanto à classificação geral, Soren Kragh Andersen (Team Sunweb) foi segundo e Wout Poels (Team SKY) foi terceiro. O espanhol Enric Mas (Deceuninck Quick-Step) ficou fora do pódio, em quarto lugar.

A Volta ao Algarve de 2019 fica na história do ciclismo e marca uma nova era de jovens talentosos à procura de bons resultados. Tadej Pogacar junta-se à lista dos grandes nomes que já venceram a Volta ao Algarve, tais como o vencedor do ano passado do Tour de France, Geraint Thomas, o seu conterrâneo Primoz Roglic, Tony Martin e Alberto Contador.

Foto de Capa: Ana Rita Nunes/Bola na Rede

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Ana Rita Nunes
Ana Rita Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Acompanhante assídua de MotoGP e fã incondicional do piloto Miguel Oliveira. A paixão pelo desporto motorizado começou aos 16 anos no meu primeiro trabalho, no mundial de Superbikes, no Autódromo Internacional do Algarve. Foram apenas 3 dias mas foi o suficiente para deixar o fascínio pelo mundo das duas rodas.                                                                                                                                                 A Ana escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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