

UFC 325: domingo, 1 de fevereiro de 2026, 2h00
Antevisão: Volkanovski vai a jogo novamente para consolidar o estatuto de GOAT na divisão.
Nesta madrugada de domingo, no UFC 325, o campeão Alexander Volkanovski vai por o seu cinturão a jogo novamente, desta vez com um rosto reconhecido, Diego Lopes, e quer manter o seu histórico de nunca perder uma desforra nos pesos-pena.
Sensivelmente um ano depois, o australiano e o brasileiro voltam a encontrar-se, Volk teve esse período sem lutar, enquanto que Diego Lopes passou por uma guerra com Jean Silva, saindo vitorioso após nocautear o conterrâneo.
Este será um reencontro que se decorrer igual ao primeiro, não terá surpresas, mas o que foi notório da primeira vez, foi a falta da selvageria presente no jogo de Lopes, talvez por respeitar demais o campeão, conteve demasiado o ímpeto e lutou uma luta de kickboxing técnico com um lutador melhor em pé.
E essa ideia ganhou força, porque nos breves momentos em que Diego Lopes tornava o combate mais “sujo”, foi onde ele conseguiu aplicar mais golpes e sobressair.
Tendo isso em consideração, acho que o plano de jogo do brasileiro desta vez passará por isso, tornar a luta menos técnica, confiar no “queixo”, e tentar afogar o australiano numa onda de pressão, tentando conectar o golpe final, abusando do poder de absorção do campeão, que parece não ser o mesmo de antes.
Porque esses momentos caóticos podem abrir espaço para a mistura da luta agarrada, onde o tamanho e o excelente jiu-jitsu podem fazer toda a difererença.
É uma luta apertada porque estamos a falar de Alexander Volkanovski, o “GOAT” da divisão, que a meu ver é favorito, mas a margem de favoritismo baixou em comparação com a luta anterior, porque temos de tomar em consideração a inatividade e o maior vilão o Sr. Tempo.
Na luta co-principal teremos uma luta digna de pertencer ao cinturão “BMF”, com dois lutadores duríssimos que já se comprometeram a entregar uma guerra ao público presente em Sydney.
Dan Hooker vem de derrota para Arman Tsarukyan, algo que era esperado porque Arman é objetivamente o 2º melhor peso-leve (até ter a chance de se testar com Topuria), mas o que não era esperado era a facilidade com que o arménio dominou o neozelândes.
Benoit Saint Denis lutará após nocautear Beneil Dariush em apenas 16 segundos, no UFC 322.
Nesta luta o meu favoritismo fica com Dan Hooker, porque acho que tem uma durabilidade maior para este tipo de “brawls”, e conseguirá impor-se por mais tempo contra Saint-Denis.
A vantagem para o francês seria introduzir a luta agarrada, onde leva vantagem, e encurtar a stamina do neozelandês.
“Luta da noite”
A meu ver, Rafael Fiziev x Mauricio Ruffy tem potencial para roubar a cena e ser a luta da noite, teremos dois strikers do mais técnico que o UFC pode oferecer, e caso decidam trocar em pé, será uma delícia para os adeptos na Qudos Bank Arena.
É uma luta difícil de prever um vencedor, porque Rafael Fiziev é o melhor kickboxer dum ponto de vista “clássico”, guarda sempre bem fechada, bom jogo de pés, bom timing, mas Ruffy traz um stricking mais imprevisível e com mais recursos, tem mais coelhos para tirar da cartola, além de ser mais alto e ter a maior envergadura.
Rafael Fiziev também já demonstrou ser duro, com batalhas onde aguentou imenso dano e continuou a marchar em frente.
Acredito que a chance do Mauricio Ruffy seja a vitória por nocaute, e como é uma luta de três rounds, acho que conseguirá pelo menos o 2-1 ao fim de três rounds. Caso fosse uma luta de cinco rounds, a minha aposta seria no Fiziev, porque iria conseguir superiorizar-se nos “championship rounds” e finalizar o brasileiro.
O UFC 325 procede o morno UFC 324, que além do espetáculo dentro do octógono, também deixou a desejar fora dele, com queixas dos fãs relativamente à nova casa de transmissão, a Paramount+. Então também se espera que haja melhorias nesse aspecto no evento de Sydney.

