Las Vegas vai pegar fogo no embate entre o maior finalizador e o recordista de golpes significativos da UFC.
Após a primeira luta entre os dois, Charles “do Bronx” e Max Holloway seguiram percursos diferentes, mas agora voltam a encontrar-se para definir quem é o “Baddest MF”.
Max Holloway (Campeão) x Charles Oliveira (Desafiante)
Trata-se de um reencontro como já referi, mas a primeira luta nem chegou a parecer algo do género. Logo no início do duelo, Charles sentou-se agarrado à zona do pescoço e não conseguiu continuar o combate.
Haviam suspeitas de que se tratar dum rompimento do esófago, mas essa tese caiu por terra, embora ainda não exista uma explicação, até agora fica como “mal súbito”.
Mas desde então os dois percorreram carreiras brilhantes na organização, Max Holloway continuou nos pesos-penas, tornou-se campeão e é considerado top-3 da categoria. Posteriormente subiu para os pesos-leves e tornou-se o rei do cinturão “BMF”.
Charles Oliveira, não tendo muito sucesso nos “penas”, subiu para os leves e começou a sua ascensão meteórica, acabando como campeão e um dos “fan favorites” (e, a meu ver, também top 3 da sua divisão).
No que toca à luta em si, promete ser um espetáculo e uma guerra. O plano para a vitória do brasileiro deveria passar por testar a defesa de quedas do havaiano e impor o seu jogo na luta agarrada, mas Charles já prometeu responder ao “convite” de Holloway, quando este apontar para o centro do octógono.
A meu ver, se Charles aceitar uma luta de kickboxing com Max durante os possíveis cinco rounds, as hipóteses diminuem bastante, tanto de vitória como de chegar ao fim dos cinco assaltos.
Até porque o grappling do brasileiro não é visto como “aborrecido” pelos fãs de MMA, existe sempre por parte dele a tentativa de chegar numa finalização e progredir com transições e não apenas controlar o adversário no chão e pontuar.
Mas foi este estilo irreverente e arriscado que tornou Charles “do Bronx” numa estrela e o deixou milionário, então às vezes poderá existir a “obrigação” de continuar a oferecer o que ele acha que o público quer ver, mesmo não sendo a decisão mais sensata.
Holloway virá com o seu ímpeto de sempre, pronto para marchar durante cinco rondas, com metralhadoras nas mãos, e um volume de golpes ímpar na organização.
Ambos vêm de nocautes brutais, então ambos os queixos já estão fragilizados, o que pode aumentar mais ainda a probabilidade de um nocaute.
Este é um evento numerado um pouco pobre, aproveitando-se bastante do hype do evento principal para se sobressair, mas ainda temos:
Caio Borralho (7.º ranking) x Reinier de Ridder (8.º ranking)
O brasileiro irá defrontar o holandês numa luta que poderá ser a penúltima etapa para uma chance pelo título para o vencedor.
Ambos vêm de resultados mornos, Caio Borralho vem de derrota, a segunda da carreira, ambos uma longa sequência de vitórias e de Ridder vem também de mau resultado após empilhar algumas vitórias (inclusive sobre Robbert Whitaker, ex-campeão).
Esta luta será um duelo interessante, não necessariamente por ambos serem ápices técnicos, mas sim por ser nivelado.
O maior ponto fraco do Reinier é o seu condicionamento físico, que já vimos deixá-lo na mão algumas vezes, e nessas alturas os adversários podem sobressair e facilmente dominá-lo.
Acredito que o brasileiro esteja um pouco acima tecnicamente e fisicamente, mas seria uma luta com cara de decisão unânime, mesmo com Caio Borralho a garantir o nocaute.
O evento contará ainda com Rob Font x Rosas Jr. e o ex-campeão Cody Garbrandt contra Long Xiao para encerrar o card preliminar.

