UFC Rochester – Rafael Dos Anjos estraga estreia a Kevin Lee

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Era apenas o segundo combate no UFC de Heinisch: o americano vinha de uma vitória frente a Cezar Ferreira em novembro e tinha novamente um desafio brasileiro. 

Antonio Carlos conseguiu levar logo o combate para o chão no primeiro assalto. Dominou a ronda sem dar hipótese a Ian. No clinch agarrou de tal forma o adversário e este não conseguiu responder ao seu forte grappling. Fez várias projeções e ainda procurou submissões, sempre a tentar melhorar a posição. 

A segunda ronda trouxe um Heinisch diferente. No que tocava ao strike eram visíveis as grandes diferenças de qualidade entre ambos, Heinisch estava melhor. Antonio Carlos projetou Ian, mas este reverteu várias posições e esteve ativo no grappling: lançou cotovelos e tentou o ground and pound.

No terceiro round o strike inicial voltou para Heinisch. Este conseguiu defender as projeções e mesmo no chão esteve sempre ativo a mudar de posição e a acertar golpes. Teve mais controlo sob um Antonio Carlos cansado. 

No final a vitória foi para Ian Heinisch. Os juízes pontuaram 29-28 (3x) e deram todos o segundo e terceiro round ao americano. 

Megan Anderson encontrou Felicia Spencer num combate na divisão de peso-pena feminino. 

Anderson cumpria a sua terceira luta no UFC, depois de perder com Holly Holm e vencer Cat Zingano. Numa divisão ainda curta, procurava aproximar-se das performances que teve noutras promoções.

Para Felicia Spencer era a sua estreia no UFC. A americana estava invicta, tendo ganho todas as suas seis lutas profissionais. 

Spencer conseguiu ir para o clinch cedo no combate e procurou trabalhar a projeção. Após a conseguir posicionar-se nas costas de Anderson. Foi melhorando a posição dos braços e conseguiu estender a adversária no tapete até a submeter com um mata-leão. 

No final da luta Felicia Spencer desafiou a antiga campeã Chris Cyborg. Esta aceitou a proposta no Twitter e referiu que pretende que o combate seja a 27 de julho, em Edmonton no Canadá. 

Vicente Luque e Derrick Krantz lutaram um combate frenético na divisão de peso meio-médio. 

Luque estava com quatro vitórias consecutivas, todas via finalização. Krantz completava a sua estreia no UFC e vinha de três vitórias.

Krantz entrou agressivo no strike e Luque tentou imediatamente apanhar o pescoço e subir para o corpo do adversário. No chão tenta a guilhotina, mas Krantz conseguiu reverter a posição e trabalhar nas suas costas também tentando uma submissão. Já com o combate em pé Luque acertou um joelho no clinch e um cruzado de esquerda que apagaram as luzes a Krantz.

Vicente Luque celebra a vitória com os fãs
Fonte: UFC

Charles Oliveira e Nik Lentz lutaram pela terceira vez a nível profissional. A primeira luta acabou num no-contest devido a um joelho ilegal. Da segunda vez Oliveira submeteu Lentz com uma guilhotina. 

O brasileiro entrava neste combate com quatro vitórias seguidas, todas elas por submissão. É um lutador com uma capacidade enorme de submeter os adversários, prova disso são as suas 18 vitórias por essa via.

Nik Lentz vinha de duas vitórias consecutivas, e procurava vencer finalmente o Oliveira.

Os dois trocaram bastantes golpes no início do round, com Oliveira a estar mais forte e variado nos golpes. Lentz conseguiu encostar Oliveira à jaula e numa tentativa de pontuar projetou-o. Algo mal pensado visto que Charles conseguiu ficar por cima e controlar esses segundos finais.

No início da segunda ronda Lentz tenta uma projeção mal-executada, e Oliveira aproveitou para apanhar fácil o pescoço. Quase que Lentz foi submetido com uma guilhotina! Um pontapé na cabeça de Oliveira enquanto estavam os dois no chão obrigou o árbitro a parar o combate e a retomar segundos depois na mesma posição. Após se levantarem Oliveira contra-ataca um pontapé de Lentz e nocauteia-o. 

Davi Ramos e Austin Hubbard combateram na divisão de peso-leve. O brasileiro estava com três vitórias consecutivas, todas por submissão. Já Hubbard estreava-se no UFC com também três vitórias seguidas noutras promoções. 

Ramos entrou a ir para a frente e procurar controlar o espaço no octógono. Hubbard mexia-se mais de forma a não estar sempre frontal para o adversário. Ramos estava mais significativo nas pancadas e conseguiu uma projeção e o controlo das costas no chão.

No segundo round Ramos consegue logo uma projeção, mas no clinch não teve um controlo eficaz. Hubbard lançou mais em strike e esteve melhor neste round comparado ao anterior. Ramos ainda consegue uma nova projeção e um trabalho no chão mais eficaz.

Na última ronda Ramos consegue abanar Hubbard por duas vezes com o seu strike. Depois de uma projeção e uma subida para as costas, o brasileiro passou para um controlo lateral junto à jaula. Hubbard ainda conseguiu levar Ramos ao tapete no fim do combate, mas não o ajudou a vencer o round. 

No final todos os juízes pontuaram 30-27, dando a vitória de todas as rondas a Davi Ramos.

O próximo evento do UFC será dia 1 de junho, em Estocolmo. O cartaz será protagonizado pelo sueco Alexander Gustafsson e Anthony Smith. 

Foto de Capa: UFC

Eduardo Pedrosa Costa
Eduardo Pedrosa Costahttp://www.bolanarede.pt
Desde criança que os desportos de combate o fascinam. Antigo praticante de boxe, é fã de UFC, Conor McGregor e Mike Tyson. É estudante de Ciências da Comunicação na Universidade Lusófona do Porto, e é na análise desportiva que se revê.                                                                                                                                                 O Eduardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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