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Só falta despedir os fãs | WWE

Filipe Torres · 4 min

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Foto: WWE

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Um produto que é adorado por muitos na idade mais jovem. A WWE tornou-se numa companhia global que influenciou muitos jovens durante a infância e, em alguns casos, a adolescência.

Existem vários lutadores que influenciaram os mais novos no passado – Hulk Hogan, Stone Cold Steve Austin, The Rock, Shawn Michaels, Triple H, entre outros – e outros que ainda influenciam nos dias do hoje – John Cena, Randy Orton, Edge, Rey Mysterio, Roman Reigns, Seth Rollins, entre outros. Porém, muitos fãs sentem que a WWE já não faz o produto para o entretenimento dos fãs.

A pandemia da Covid-19 mudou muitas vidas e companhias, a WWE foi das poucas que conseguiu continuar com o produto mesmo no início da pandemia. Durante vários meses não foi possível ter fãs na arena e tiveram que usar monitores gigantes para incluir os fãs no produto. Nessa altura, começou uma grande onda de despedimentos.

Kurt Angle, Rublev, EC3, Zack Ryder e Drave Maverick foram alguns dos nomes que foram despedidos em abril de 2020 – Maverick acabaria por voltar e foi novamente despedido no início deste mês. Meses depois, acabaram por ser nomes como as duplas dos The Revival, os The AOP e a Zelina Vega a seguirem pelo mesmo caminho – Zelina também regressou, tornou-se na Queen of The Ring e é uma das campeãs de duplas femininas.

Despedimentos na WWE em 2021

Em 2021, a WWE fez muitos mais despedimentos: Bray Wyatt, Braun Strowman, Aleister Black, Buddy Murphy, Velveteen Dream, John Morrison, Keith Lee, Karrion Kross, o grupo dos Hit Row, Andrade “Cien” Almas, entre outros. Várias ondas de despedimentos causaram muita frustração ao público.

Não houve apenas despedimentos. Alguns lutadores saíram pelo próprio pé e não tiveram que esperar 90 dias para lutar numa outra empresa, Adam Cole é o grande exemplo. O multi-campeão do NXT e antigo líder do Undisputed ERA saiu para a AEW, a segunda maior força do Wrestling nos Estados Unidos da América.

Neste momento, a WWE está a passar por um dos melhores períodos financeiros de sempre: os últimos trimestres apresentam grandes lucros, muitos bilhetes vendidos, as visualizações nas redes sociais da empresa são maiores do que antes e a empresa está cada vez mais valorizada. Apesar de todas as receitas, o produto não está a melhorar.

A SmackDown está a ser o melhor programa no momento, muito devido à presença de Roman Reigns e os The Usos – The Bloodline. O trio mais Paul Heyman são as caras do programa e costumam ter sempre as melhores histórias da companhia. A Raw é o programa mais longo (três horas), mas não apresenta um produto com qualidade para a duração do programa. Apesar disso, a WWE costuma sempre meter a Raw a ter mais vitórias do que a SmackDown nos Survivor Series, onde costuma ser a única forma de valorizar o programa de segunda-feira. Roman Reigns está a ser reconhecido, tal como quer.

Agora, existe um produto que foi alterado e parece que vai dar bons resultados num futuro próximo: NXT 2.0. Para muitos, é uma unpopular opinion. Há muitos fãs que ainda não tem um grande carinho pelo produto, mas é excelente para lançar novos lutadores, que não lutavam noutras andanças. Bron Breaker, Tony D’Angelo e Carmelo Hayes são alguns nomes da nova geração de lutadores que prometem ter grande destaque daqui a uns anos nos programas principais da WWE. A realçar que a WWE vai fazer um combate de War Games onde os lutadores mais velhos do NXT vão lutar contra os mais novos.

Não se sabe como vai ser a WWE daqui a uns anos, existem muitas possibilidades: ter sido vendida, ter um produto muito melhor, ter terminado, entre outras. A empresa de Vince McMahon está a ter algo que não tinha desde o tempo áureo da WCW: concorrência. Se os fãs não gostarem do produto da WWE, podem ver outras empresas ou até podem deixar de ver wrestling, já que não conseguem ser despedidos pela WWE.

Foto de Capa: WWE

Filipe Torres

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