WWE Saturday Night’s Main Event: The Vision não deixa os títulos fugir

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O último sábado trouxe mais uma edição do WWE Saturday Night’s Main Event, em Indiana, numa noite que tinha cinco combates, todos a envolver campeões, três deles por títulos, embora faltasse um combate de calibre main event.

JADE MANDA MENSAGEM A RHEA

Um six-woman tag abriu o evento, com a campeã Rhea Ripley a fazer equipa com Charlotte Flair e Alexa Bliss para defrontar a equipa de Jade Cargill, Michin e B-Fab. Alguns bons spots neste combate, com destaque para um Styles Clash de Michin e boa atmosfera quando Ripley e Cargill começaram a lutar. No final, Rhea e Flair começaram a dominar e entusiasmaram-se, perdendo foco no combate e foram castigadas por isso, com Jade, que já tem um combate pelo título contra Rhea confirmado para o Clash in Italy, a vencer a campeã com o Jaded.

Adorei o combate e Michin foi claramente a MVP num combate com Jade e Rhea. Todas estiveram bem e venceu a equipa certa, tendo em conta o combate que vai acontecer em Itália. Mesmo a estupidez das babyfaces no final foi algo que eu gostei porque pagaram imediatamente por isso.

Nota do combate: 4/5

PRIMEIRA VITÓRIA DE RUCA (CURTA E BARATA)

Seguia-se um combate a envolver Sol Ruca e Becky Lynch, com o título Intercontinental a não estar em jogo. Jessika Carr foi a árbitra, com o combate a ter para aí dois minutos antes de Becky puxar Carr para um Sol Snatcher (em que Ruca voltou a escorregar nas cordas e a falhar a manobra) para uma desqualificação, com Ruca a vencer porque Becky puxou a árbitra. Nick Aldis, nos bastidores, depois anunciou que Lynch vai voltar a defrontar Sol no Clash in Italy, desta vez pelo título.

Mesmo que tenha sido para anunciar um combate futuro, isto foi altamente desapontante. Sol vai ter um combate pelo título com duas derrotas e uma vitória por desclassificação. E Jessika Carr a ser a árbitra de todos os combates de Lynch não funciona para mim. Continuo a achar que Ruca devia ter ficado mais tempo no NXT e os escorregões nos Sol Snatchers estão a dar-me razão, mas o booking aqui também não ajudou.

Nota do combate: Duração do combate nem permite dar uma nota

TÁTICAS DE PAGE FUNCIONAM CONTRA ELE

Seguia-se o título Intercontinental masculino, com Penta a defender o seu título contra Ethan Page. Muitos bons spots neste duelo, com um back body drop na mesa de comentadores, Page a utilizar uma manobra nova (chamada Confidence Breaker) e um Avalanche Slam das cordas, Penta a responder com um Penta Driver, tudo para false finishes. No final, Page tentou fazer batota com os turnbuckles, mas isso foi usado contra ele e o mexicano venceu com um Mexican Destroyer com ajuda das cordas.

Ponto negativo desde logo para o remix da música de Page. De resto, excelente combate. Apesar da derrota, este combate foi muito importante para estabelecer Page como futuro campeão. Só perdeu para um finisher muito bem executado e esteve no melhor combate da noite. Não ficava escandalizado se houvesse uma mudança de títulos aqui, mas, pela forma como o combate aconteceu, ninguém sai prejudicado. Quanto ao campeão, tem tido várias defesas de alto nível e esta foi mais uma.

Nota do combate: 4.25/5

MAIS UMA DEFESA ASSIM-ASSIM DE BRIE E PAIGE

Paige e Brie Bella defendiam depois os títulos femininos de tag team contra as Irresistible Forces, Nia Jax e Lash Legend. O duelo teve aproximadamente oito minutos e as Forces aplicaram o seu excelente finisher em Brie, com Paige a interromper a contagem. No final, Paige aplicou um sunset flip em Nia Jax, com Brie a usar o pé para dar uma ajuda na cover, dando a vitória à sua equipa.

O combate teve a duração ideal e foi provavelmente o melhor combate das campeãs como equipa. Ainda assim, continua a não ser a fasquia que a divisão precisa e eu queria uma mudança de títulos aqui. Não aconteceu e vamos ver o que acontece, mas há outras equipas que liderariam melhor esta divisão.

Nota do combate: 2.5/5

VISION MANTÉM COM BATOTA

O main event acabou por ter Austin Theory e Logan Paul, da Vision, a defenderem os títulos de tag team masculinos contra os Street Profits. Foi outro bom combate e teve o seu ponto alto quando Bron Breakker apareceu para fazer um spear, mas foi contra-atacado por um pounce de Angelo Dawkins. A partir daí, Paul Heyman teve de interferir, metendo o pé de Theory na corda para interromper uma contagem. Paul usou brass knuckles para ajudar à vitória e Breakker atacou ambos os Profits com spears depois do combate.

Pensei que os títulos iam mudar de mãos depois do pounce, mas o Heyman interferiu quando não o costuma fazer. Queria uma vitória dos Profits e o momento seria ainda mais memorável se tivesse acontecido, mas essa é mesmo a minha única queixa. De resto, o combate foi excelente e um raio de luz para uma divisão de equipas que está bastante fraca na WWE. De resto, não houve Seth Rollins, o que também me surpreendeu, mas a sua ausência deve ser usada na história dos Profits.

Nota do combate: 4/5

Um ponto positivo desta noite é que todos os combates menos o primeiro tiveram uma entrevista e/ou uma videopackage. Um ponto negativo é que não houve mudanças de títulos e pelo menos no último combate era algo que elevava a noite para outro nível. Ainda assim, as expetativas para este evento eram algo baixas e três dos combates foram de boa qualidade (outro foi mais ou menos e outro nem se pode chamar combate. Mas um evento positivo no geral, embora certamente não vá entrar nos melhores do ano.

Nota final: 87/100

Bernardo Figueiredo
Bernardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

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