WWE WrestleMania (noite 1): Seth Rollins vendeu a alma ao diabo

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Está feita a primeira de duas noites de WrestleMania, este ano em Las Vegas. Numa noite que teve um combate principal à altura do evento, nem tudo o resto correspondeu da mesma forma, com algumas surpresas positivas e negativas.

JEY USO TERMINA A HISTÓRIA

O combate inicial viu Jey Uso desafiar Gunther pelo título mundial. No final, Uso conseguiu mesmo vencer o título, usando o sleeper hold que Gunther costuma utilizar para vencer, fazendo o campeão desistir.

É sem dúvida um grande momento para uma superstar que é das mais adoradas pelo público neste momento, mas o combate foi muito menos físico do que a história sugeria que iria ser e não fui fã do final. Um campeão como Gunther não devia terminar o seu reinado a desistir perante a sua própria submissão, e, embora eu já estivesse à espera que ele perdesse, terminar desta forma foi demasiado negativo para o meu gosto.

NEW DAY RECONQUISTAM OS TÍTULOS

O segundo combate da noite viu os War Raiders defendem os títulos de equipas contra os New Day, que venceram mesmo os títulos, com alguma batota, fazendo jus às suas personagens.

O combate em si foi bastante bom, mas, tal como outros que vimos ao longo da noite, estaria melhor como o combate principal do Raw. Até poderia pertencer a uma WrestleMania se a história que o sustentava fosse mais forte, algo que não aconteceu.

AMBAS PODEM ESTAR ORGULHOSAS

O combate seguinte era de certa forma histórico, uma vez que era a primeira vez que duas mulheres se defrontavam num combate um contra um numa WrestleMania sem nenhuma estipulação. Jade Cargill e Naomi eram as protagonistas e ambas podem estar orgulhosas do resultado final. Cargill venceu, como se esperava, com o Jaded, mas teve de longe o melhor combate da sua carreira. Naomi, que tem estado a fazer um trabalho fantástico desde que se tornou vilã, em termos de desenvolvimento de personagem, também fez muito bem a sua parte para tornar este combate um sucesso.

JACOB FATU É UMA MEGAESTRELA

O título dos Estados Unidos também esteve em jogo na primeira noite da WrestleMania, com LA Knight a defender contra Jacob Fatu. No final, foi o samoano a conquistar o título num combate muito bom, com Fatu a brilhar como sempre e com Knight a corresponder às expetativas, apesar de estar longe de ser o melhor lutador do mundo.

Surpreendeu-me o facto de Solo Sikoa não se ter envolvido de todo neste combate, mas não fiquei incomodado com o facto de Fatu ter vencido sozinho, sem ajudas. Ambos os lutadores estiveram à altura, Knight pode estar orgulhoso do que fez esta noite e Fatu tem pela frente um reinado que tem tudo para ser muito promissor.

ESTREIA VITORIOSA DE EL GRANDE AMERICANO

O combate seguinte viu duas estreias na WrestleMania, com El Grande Americano a defrontar Rey Fenix, que substituiu Rey Mysterio, que se tinha lesionado no SmackDown do dia anterior. Destaque para a entrada de El Grande Americano antes de um combate que perdeu por não ter o star power de Rey Mysterio, mas isso não é culpa de ninguém. Ambos deram o seu melhor e foi um combate de qualidade, mas estaria melhor no SmackDown do que na WrestleMania.

NÃO PRECISO DE VER ISTO OUTRA VEZ

Num dos combates principais da noite, Charlotte Flair, vencedora do Royal Rumble feminino, desafiou Tiffany Stratton pelo seu título feminino. Num combate em que ambas estavam vestidas de forma parecida, o que não ajudou a quem estava a ver, o combate não foi mau, mas teve algumas sequências no final que não foram muito bem feitas.

Stratton venceu, naquilo que foi o resultado correto, mas o combate em si e a história que o antecedeu fazem com que eu não queira que estas mulheres voltem a interagir. Charlotte fez o seu papel e Tiffy saiu com alguma marcas do combate (incluindo um dente partido), mas fico ótimo se este for o único combate que eu vir entre estas duas.

ROLLINS VENDEU A ALMA AO DIABO

No combate principal da WrestleMania, assistimos a um duelo entre Roman Reigns, Seth Rollins e CM Punk, com Paul Heyman inicialmente colocado no canto do último. Heyman foi mesmo a estrela de todo o combate, com as suas expressões faciais enquanto os três lutadores davam cabo um do outro. Perto do final, o Wise Man agarrou numa cadeira, e, após alguns instantes de dúvida, deu-a a Punk para que este pudesse atacar Reigns.

Até que Heyman surpreendeu com um golpe baixo em CM Punk, dando a entender que estava do lado de Roman Reigns. Paul deixou que Roman desse uma cadeirada em Punk, virando depois as atenções para Seth Rollins. Só que Heyman também deu um golpe baixo no OTC, revelando que estava do lado do Visionário, que acabou por vencer o combate.

Para além da entrada de CM Punk e do combate em si antes da interferência (todos esses momentos foram fantásticos), o que aconteceu no final era provavelmente o melhor desfecho possível. Heyman voltar a trair pessoas que pensavam que eram suas amigas faz sentido e o que faz mais sentido é Rollins tornar-se vilão, num combate contra uma pessoa que odeia e outro antigo colega de fação. Falta saber se isto tem ligação com a história de John Cena, Cody Rhodes e The Rock, mas isto foi de longe o momento mais positivo da primeira noite de WrestleMania.

Bernardo Figueiredo
Bernardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

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