WWE WrestleMania (noite 2): Começou tão bem para acabar assim

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Depois de uma primeira noite de WrestleMania que teve os seus pontos altos e baixos, mas deixou a desejar no geral, a segunda noite foi mais ou menos igual, mas seguindo um caminho diferente. Os primeiros quatro combates prometiam uma noite absolutamente memorável, até que as coisas começaram a cair ligeiramente até descambarem no combate principal.

QUE COMBATE DE ABERTURA

O primeiro combate da segunda noite tinha o título feminino em jogo, com IYO SKY a defender contra Rhea Ripley e Bianca Belair. Com três lutadoras deste calibre, era difícil não ter expetativas altas, mas a boa notícia é que elas foram correspondidas.

Num combate em que todas tiveram os seus momentos para brilhar, os momentos finais tiveram Belair a acertar o KOD em Ripley, com o assentamento a ser quebrado pelo Over the Moonsault de IYO SKY, que fez o assentamento em Bianca para manter o título. Depois de uma primeira noite de WrestleMania que deixou algo a desejar, este foi provavelmente o melhor combate dos dois fins de semana e também teve a vencedora certa, com SKY a beneficiar bastante de uma vitória destas.

DREW E PRIEST DERAM SEQUÊNCIA

De seguida, tivemos uma Sin City Street Fight entre Damian Priest e Drew McIntyre. Num combate super físico, o escocês acabou por vencer com um Claymore enquanto a cabeça de Priest estava encostada a uma cadeira.

Os melhores elogios que posso fazer a estes lutadores são dois. Primeiro, ninguém queria ver este combate, porque McIntyre merecia algo muito maior. Depois, era difícil dar sequência ao combate de abertura. Posto tudo isto, ambos trabalharam imenso para dar o melhor combate que podiam dar e Drew foi obviamente o vencedor certo.

DOMINIK É CAMPEÃO

De seguida, chegava a hora de Bron Breakker defender o seu título Intercontinental contra Penta, Dominik Mysterio e Finn Bálor. Quando parecia que o irlandês ia ganhar, Mysterio atingiu-o com um frog splash, fazendo o pin no seu colega dos Judgment Day para se tornar o novo campeão intercontinental.

O combate em si foi mais um que podia perfeitamente ter sido o melhor da noite se não tivesse sido antecedido por dois que foram ligeiramente melhores. A qualidade dentro do ringue foi muito alta, mas a maior surpresa foi para o facto de o público ter estado a apoiar Dominik, que era algo impensável até aqui. O filho de Rey Mysterio também merece este título, por todo o trabalho que tem feito com esta personagem.

DIGAM O NOME E ELE APARECE

A seguir, Randy Orton iria defrontar um adversário mistério, uma vez que Kevin Owens, o seu adversário original, não podia competir devido a uma lesão no pescoço. Joe Hendry, campeão da TNA e uma das estrelas mais populares do wrestling norte-americano, surpreendeu, provocando uma enorme reação do público em Las Vegas.

O combate foi provavelmente o mais rápido das duas noites de WrestleMania, com Orton a vencer com um RKO do nada, mas isto não foi mais do que precisava de ser. O público ficou feliz por ver Hendry neste palco, Orton estava visivelmente a divertir-se e toda a gente saiu a ganhar.

BOM E MAU AO MESMO TEMPO

De seguida, AJ Styles desafiava Logan Paul naquela que é uma das suas últimas WrestleManias. O wrestling durante o combate não foi mau de todo, com algumas boas sequências. No final, Karrion Kross apareceu para tentar incentivar Styles a fazer batota, algo que distraiu o Phenomenal One, permitindo a Logan Paul vencer com o Paulverizer. Se o wrestling foi bom, o resultado não faz sentido. AJ Styles não devia perder uma das suas últimas WrestleManias contra um YouTuber, por muito bom que Logan também seja no ringue.

BECKY LYNCH ESTÁ DE VOLTA

Antes do combate principal, os títulos femininos de equipas estavam em jogo, com Liv Morgan e Raquel Rodriguez a defenderem contra Lyra Valkyria e uma parceira mistério, uma vez que Bayley tinha sido atacada e retirada do combate. A parceira mistério acabou por ser Becky Lynch, que regressou à WWE depois de quase um ano de fora.

Assim que Lynch apareceu, não havia dúvidas de que ela e Valkyria iriam conquistar os títulos, a não ser que Bayley aparecesse, o que não aconteceu. Posto isto, o booking aqui deixa-me muito confuso a vários níveis. Antes de mais, não percebo porque é que Bayley foi retirada da WrestleMania. Em segundo lugar, Lyra Valkyria, altamente talentosa e até possivelmente merecedora de ter dois títulos, vai ter de defender dois títulos agora quando nem andava a defender o intercontinental com frequência. Mais perguntas do que respostas, mas pelo menos Becky Lynch está de regresso.

CENA BATE RECORDE E CHEGA AOS 17

O último combate da segunda noite viu Cody Rhodes a defender o título da WWE contra John Cena, que procurava chegar ao 17.º título e bater o recorde que era partilhado por ele próprio e por Ric Flair. Havia a curiosidade de perceber como é que a versão vilã de John Cena funcionava no ringue e também a expetativa de perceber quem é que iria interferir nos momentos finais.

Com o árbitro no chão, o cantor Travis Scott veio até ao ringue ajudar Cena e voltou a puxar o árbitro para fora do ringue quando parecia que Rhodes ia ganhar. Scott entrou depois no ringue, foi atacado por um Cross Rhodes e Cena tentou atacar Cody com o título. Rhodes estava à espera e parecia que ia ser ele a atacar Cena com o título. Mas Cody hesitou, John aplicou um golpe baixo e um quinto Attitude Adjustment para ganhar o título.

O combate não foi nada de especial, mas isso era de esperar, tendo em conta que John Cena já tem 47 anos. As interferências também eram esperadas, mas isso foi o que desiludiu mais. O facto de Travis Scott ter sido a única pessoa a interferir aqui, sem The Rock, sem mais ninguém, não é um final digno de WrestleMania. Foi o pior combate do fim de semana de WrestleMania, a história também não compensou e isso não pode acontecer no último combate da última noite.

Bernardo Figueiredo
Bernardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

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