Apagamento súbito na ressaca de Pequim | Saltos de Esqui

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UMA PRIMEIRA RONDA QUE DEIXAVA TUDO EM ABERTO

Com o dia a apresentar-se bem mais convidativo do que na véspera, com a neve e o vento a darem lugar a um sol radiante e a uma leve brisa. Seria neste cenário que decorreria a quarta disputa coletiva da época, no mano a mano entre austríacos e eslovenos, eram os do país do esqui a sair na frente por 2-1, sem contar com a prova olímpica.

Com nove formações à partida previa-se um grande equilíbrio na luta pelo triunfo, e tal seria mesmo uma realidade! Quem liderava, transcorridas as primeiras quatro mangas era a equipa eslovena: Peter e Cene Prevc, Zajc e Jelar, sendo que o menos tarimbado não ia comprometendo.

A seis décimas rodavam os austríacos: Kraft, Hoerl, Aigner e Wohlgenannt, sendo que a terceira posição ia para o “exército viking”: Granerud, Lindvik, Johansson e Tand que se encontravam já a léguas dos da frente. Em quarto, novamente aquém do espectável, ficavam os germânicos: Geiger, Eisenbichler, Freund e Schmid, um posto adiante de: Stoch, Kubacki, Zyla e Wasek em representação dos polacos.

Já os nipónicos Nakamura, Yukiya Sato e o clã Kobayashi estavam em zona de ninguém no sexto posto. Sendo que finlandeses e russos também conseguiam voltar a saltar. Os cazaques, tal como previa, seriam mesmo os contemplados com a “fava”!

COM O PÁSSARO NA MÃO, ESLOVENOS DEIXAM-NOS ESCAPAR

Com a toada de: equilíbrio, emotividade e imprevisibilidade a adensar-se, a segunda ronda seria disputada taco a taco. Wasek e imagine-se por irregularidades com as botas, algo que se estranha não ter sido detetado aquando do primeiro voo, deixaria a Polónia órfã de um elemento, algo que os empurrou para uma modestíssima sétima posição, mesmo assim adiante dos russos.

De realçar ainda a meia vitória dos que atuavam entre muros, obtendo um saboroso sexto lugar, um atrás dos japoneses e dois aquém dos bávaros. No pódio os noruegueses seriam bronze, os eslovenos perderiam o ouro após um péssimo último salto de Peter Prevc, que ficando sob o K-Point entregou de mão beijada o triunfo a uma formação austríaca que se deu ao luxo de poupar nomes como Fettner e Huber.

UM DUELO MAIS ACESO QUE NUNCA

Com o dorsal preso por doze pontos ao corpo de Geiger, eis que 68 atletas lutavam para ocupar 50 vagas na 27.ª prova da temporada. Granerud com 128m venceria o apronto, relegando Fettner e Jelar, que parecia atinar com  a estrutura para os restantes degraus do pódio. Kraft e Eisenbichler formavam o restante do Top cinco, numa ronda em que os dois melhores do campeonato eram respetivamente 10.º e 11.º.

Em rota descendente, estava Lindvik assinando 114m, com os compatriotas Johansson e Forfang a registarem ainda mais dificuldades na obtenção de um passaporte para a prova. Quem ficava já afastado de toda e qualquer possibilidade de resultados de destaque eram: Tand, Nakamura e Cos, que com saltos horríveis eram nomes a ficar pelo caminho.

EMOÇÕES AO RUBRO

A ronda inaugural oferecer-nos-ia espetáculo do melhor que vi no decurso da temporada,  com o equilíbrio a reinar! Pois os quatro primeiros, por esta ordem: Granerud, Geiger, Fettner e Wohlgenannt, registavam um intervalo de três pontos entre si, algo que prognosticava uma segunda ronda: fervilhante, espetacular e imperdível!

O quinto posto de Ryoyu indicava que necessitava de se superar sob pena de ver a diferença aumentar. Cene Prevc estava entre o nipónico e Kraft, que parecia não repetir o feito de sexta-feira. Jelar, Kubacki e Huber eram os restantes membros dos dez mais.

Stoch e Eisenbichler, respetivamente 13.º e 15.º necessitavam de uma segunda marca distante , como de pão para a boca, assim como Lindvik apenas 19.º. Zajc era o derradeiro nome a integrar a ronda das decisões, com Johansson, Hula e o Kobayashi mais velho a assinarem a sua guia de marcha!

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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