Esqui Alpino (Soldeu): O que ainda está em jogo em 2023

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Para os aficionados de Esqui Alpino, últimos dias de inverno já têm um significado particular: fim de época na modalidade. A Taça do Mundo de 2022/2023 presenteou-nos uma vez mais com espetáculo do primeiro ao último instante numa multiplicidade de disciplinas. Esta temporada, que está prestes a chegar ao fim, foi plena de emoções, homenagens e inesperadas despedidas: no domínio esquiável dos Trois Vallées, foram consagrados como campeões mundiais, em meados de fevereiro, estrelas da modalidade, como Alexis Pinturault  e Federica Brignone; nos grandes palcos da Taça do Mundo, os fãs puderam despedir-se de lendas como Beat Feuz, Matthias Mayer e Johan Clarey; e história foi também sendo feita nas pistas da Taça do Mundo ao longo da época por estrelas do presente, como Marco Odermatt e Mikaela Shiffrin.

A Taça do Mundo de 2022/2023 está já nos seus momentos finais e resta agora saber que importantes disputas se podem dar ao cair do pano e que notáveis recordes podem ainda ser batidos. As respostas a estas duas questões serão dadas neste artigo e até domingo (19 março), em Soldeu (Andorra), onde decorre a última etapa da Taça do Mundo

O QUE AINDA ESTÁ EM JOGO

Quem será coroada rainha do Super-G feminino?

Esta época, as contas do Super-G feminino têm sido difíceis de fazer e, à partida para a última prova da época da disciplina, ainda não há “fumo branco”, no que toca a quem vai suceder a Federica Brignone (Itália). Nenhuma das senhoras se superiorizou claramente às adversárias, não havendo qualquer repetição de vencedoras nas sete provas pontuadas da época. Soldeu vai, portanto, ser palco de uma disputa feroz pelo Globo de Cristal da disciplina esta quinta-feira (16 de março). Com possibilidades de subirem ao lugar mais alto do pódio estão cinco atletas, separadas por menos de 50 pontos entre elas: a vice-campeã do ano transato, Elena Curtoni (Itália), com 332 pontos; a campeoníssima Lara Gut-Behrami (Suíça), com 313 pontos; a principal figura austríaca da velocidade, Cornelia Huetter (Áustria), com 307 pontos; a polivalente Ragnhild Mowinckel (Noruega), com 306 pontos; e a campeã em título, Federica Brignone (Itália), com 288 pontos. Que possa ser uma intensa disputa com todas elas a exibirem-se na plenitude das suas capacidades!

O “contrato do Slalom” é celebrado pelos noruegueses ou pelos suíços?

Tal como sucedeu na época passada, as contas do Slalom só ficam resolvidas na última jornada e em “pole position” para a última prova partem novamente os mesmos dois noruegueses, só que em posições trocadas: Lucas Braathen em primeiro e Henrik Kristoffersen em segundo. Acontece, porém, que o negócio da sucessão de Kristoffersen não está apenas ao alcance dos dois noruegueses, mas também de dois suíços: Daniel Yule e Ramon Zenhaeusern. Dos quatro candidatos ao Globo da disciplina, já todos triunfaram esta época, procurando agora a vitória final. Dificilmente, o Globo não acabará nas mãos de um dos noruegueses (separados por pouco mais de 30 pontos), mas, em caso de descuido, os dois suíços estão à espreita, com Yule a 65 pontos de Braathen e Zenhaeusern a 99, precisando este último quase de um milagre para vencer. Um destes quatro notáveis está, portanto, a duas mangas de Slalom, a serem realizadas no domingo (19 de março) de obter um título da disciplina.

Herrmann Maier está atento a Marco Odermatt

O suíço Marco Odermatt, a um par de provas de terminar a época e já com 11 vitórias em provas da Taça do Mundo e múltiplos pódios, pode estar em vias de obter um recorde que pertencia ao mítico esquiador austríaco Herrmann Maier. “Odi”, com 1842 pontos conquistados até ao momento nas quatro disciplinas de Esqui Alpino, tem agora a oportunidade de, em Soldeu, retirar ao “Herminator” um recorde que lhe pertencia desde 2000: o recorde global masculino de 2000 pontos conquistados na Taça do Mundo. O polivalente suíço Odermatt tem agora uma prova de Super-G e outra de Slalom, sendo líder em ambas as disciplinas, para tornar seu algo que (ainda) não lhe pertence e que foi considerado inatingível durante vários anos.

Mikaela Shiffrin está em busca de mais um recorde

No passado fim de semana, os fãs de Esqui Alpino puderam assistir ao maior feito da já incomparável carreira da norte-americana Mikaela Shiffrin: tornou-se a esquiadora com mais vitórias na Taça do Mundo (de entre todos os homens e mulheres que já competiram neste histórico desporto de inverno). Com duas vitórias (uma em Slalom e outra em Slalom Gigante) ultrapassou, em Are (na Suécia), o herói da casa, Ingemar Stenmark, passando a contabilizar 87 vitórias (em comparação com as 86 do sueco). Aquela que é maioritariamente considerada a maior figura da história da modalidade não sabe parar de bater recordes e tem mais um à vista no último fim de semana de competição da época. Se Shiffrin vencer a prova de Slalom Gigante, ultrapassa o número de triunfos na Taça do Mundo da suíça Vreni Schneider na disciplina e passa a ser a referência, com 21 vitórias.

Miguel Monteiro
Miguel Monteirohttp://www.bolanarede.pt
O Miguel é um estudante universitário natural do Porto, cuja paixão pelo desporto, fomentada na infância pelos cromos de Futebol que recebia e colava nas cadernetas, considera ser algo indescritível. Espetador assíduo de uma multiplicidade de desportos, tentou também a sua sorte em algumas modalidades, sem grande sucesso, tendo encontrado agora na análise desportiva uma oportunidade para cultivar o seu amor pelo desporto e para partilhar com os demais as suas opiniões, nomeadamente de Ciclismo, modalidade pela qual nutre um carinho especial.

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