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Esqui Cross-Country 15Km: Kequyen Lam 113º na coroação de ‘Super Dario’

José Baptista · 2 min

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A primeira participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de inverno PyeongChang2018 estava a cargo do luso-macaense Kequyen Lam nos 15 quilómetros Livres do Esqui Cross-Country, prova onde Portugal já por duas vezes participou, em Turim2006 e Vancouver2010 por intermédio de Danny Silva. Nesta prova, este ano com 118 participantes, os esquiadores competem em estilo contrarrelógio, saindo para a neve com 30 segundos de intervalo entre cada um.

Se para o representante nacional só a participação já é uma vitória, especialmente por vir depois de uma lesão no ombro que o obrigou a terminar carreira no Snowboard e mudar de disciplina, na luta pelas medalhas os grandes favoritos Dario Cologna e Martin Sundby beneficiavam da ausência de Sergey Ustiugov, um dos russos a que Comité Olímpico Internacional não permitiu competir na Coreia do Sul.

Com os principais nomes a partirem todos a meio da prova, os tempos foram chegando em sucessão. No primeiro intermédio, ao quilómetro e meio, o francês Maurice Magnificat seria o mais rápido, mas seria ‘sol de pouca dura’ e o suíço Dario Cologna tomaria de assalto a liderança nos pontos intermédios seguintes.

Kequyen Lam equipado com as cores nacionais Fonte: Comité Olímpico de Portugal
Kequyen Lam equipado com as cores nacionais
Fonte: Comité Olímpico de Portugal

E essa seria mesmo a história da corrida, com o ‘Super Dario’ a ir incrementando a sua vantagem com o decorrer dos quilómetros para alcançar o seu terceiro ouro olímpico consecutivo na prova dos 15 Km, pela primeira vez na história do Cross-Country. E, se de Cologna para o segundo a diferença se cifrou nos 18,3 segundos, o resto do pódio foi decidido por muito menos. Simen Krueger fez uma corrida em crescendo para ser segundo, com 4,7 segundos menos que Denis Spitsov, o russo que foi subindo do 23º lugar no primeiro intermédio até à medalha de bronze. Já Martin Sundby teve se contentar com o quarto posto, a menos de dois segundos dos lugares medalhados, enquanto Magnificat seria quinto a meros quatro segundos de Spitsov.

Quanto à representação lusitana, Kequyen Lam fez uma prova constante, começando no primeiro parcial em 115º e melhorando dois lugares até ao final com as desistências de Dietmar Noeckler e Marti Vigo del Arco, terminando a 20 minutos e 52 segundos de Cologna. Tornou-se, assim, o 13º e mais velho atleta olímpico de Inverno português. E, no fim, ele e os companheiros do fim da tabela, fizeram a festa de quem acabou de cumprir um sonho e passou o teste da resistência, conseguindo chegar ao fim.

Foto de Capa: FIS

Artigo revisto por: Jorge Neves

José Baptista

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