Os cinco destaques de História em Lake Placid | Saltos de Esqui

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Com a Taça do Mundo de Saltos de Esqui a fazer escala em solo Norte-Americano, mais concretamente no trampolim olímpico de Lake Placid onde voltava após mais de três décadas de ausência. Os atletas debater-se-iam com uma estrutura de 128m, cujo K-Point era de 115 e sem record fixado, visto o longo período de “seca” competitiva por estas bandas. Numa jornada em que se escreveu história venham connosco conferir os cinco melhores momentos da mesma!

5. A ESTREIA DE UM FORMATO QUE PARECE TER “PERNAS PARA ANDAR”!

Depois do êxito que a organização da Taça do Mundo conseguiu ao implementar o formato de eventos por equipas mistas, era chegada a hora de fazer nova experiência: com um palco que não vira a competição aí presente já ia para mais de um quarto de século entendeu-se que este serviria de tubo de ensaio para se perceber qual a adesão por parte de todos os intervenientes ao formato de super equipas, com este a ser composto por duplas de atletas que competem em três rondas de duas mangas cada. Com a Áustria a ser a primeira vencedora da história deste tipo de competição e apesar de algumas afinações necessárias e quiçá algumas alterações, o mesmo parece ter conquistado os fãs da modalidade. Será que vai virar moda? Em Rasnov  na Roménia irá a cabo a segunda prova neste formato competitivo.

4. SÚBITO APAGAMENTO DE LANISEK  EM VÉSPERA DE MUNDIAIS

Chegado a Lake Placid numa fase em que parecia retomar as boas sensações foi de forma: inesperada, retumbante e um pouco estranha que o esloveno voltou a “desatinar”. A milhas do pelotão da frente no primeiro dia, seria às custas do fecho do fato que veria ser negada a possibilidade , sequer, de saltar na qualificação. Com atuações tão distantes do seu real valor, e ainda que se mantenha com a terceira posição da geral em sua posse, não são, certamente as melhores indicações na antecâmara de uma competição onde defende estatuto de possível medalhado. Conseguirá voltar a brindar-nos com desempenhos de qualidade afastando esta minicrise a tempo de festejar em Planica?

3. GRANERUD RESPONDE À CAMPEÃO E SOMA A DÉCIMA DA TEMPORADA

Num trampolim no qual, teoricamente, estaria em desvantagem em relação a Kubacki, e com isso a adensar-se após ter ficado fora dos cinco primeiros no sábado, seria e com grande mestria que corrigindo essas falhas alcançaria novo sucesso. Este fim-de-semana mostrou, mais uma vez,  que mesmo em palcos onde não explana com tanta facilidade as suas principais virtudes, consegue superar-se  arranjando forma de disfarçar esse menor àvontade.Com uma vantagem bem consolidada na dianteira da corrida ao grande globo de cristal levando 1652 pontos face aos 1359 de Kubacki com Lanisek a contabilizar 1096, é bem provável que possa prescindir de viajar até Rasnov, preparando assim com maior antecedência uns mundiais onde, salvo melhor opinião, deverá ser uma das grandes figuras.

2. TSCHOFENIG MOSTRA TER FIBRA E TALENTO PARA ALEGRAR A PÁTRIA DO ESQUI

Apesar de já ter conquistado na temporada cessante uma qualificação entre a nata, estava-mos longe de prognosticar que Daniel Tschofenig alcançaria o primeiro pódio da carreira com 20 anos apenas. Pois bem, esse dia chegaria mesmo, e já aqui em Lake Placid! Atuando de forma: nada exuberante, muito regular, tranquila e sóbria, foi assim que resgatou um primeiro pódio entre a elite, batendo nomes como: Kraft, Granerud ou Kubacki. Com o baixinho a caminhar inevitavelmente para o fim de carreira, creio, que esta é a opção mais válida, realista e concreta para conferir aos austríacos a glória de outros tempos.

1. WELLINGER VOLTA A SORRIR E OFERECE AOS BÁVAROS A PRIMEIRA VITÓRIA DA ÉPOCA

Após o título  em Pyeongchang, de onde saiu coroado campeão olímpico em trampolim normal, viveu épocas marcadas por incontáveis lesões que lhe tiraram todo o ritmo e confiança, um verdadeiro martírio! Batalhando evento após evento, foi graças a todo o esforço, dedicação e crença, mesmo nos momentos mais complicados, que o alemão somou o quinto triunfo da carreira a contar para a maior competição da modalidade a nível mundial, com esta a ser a primeira desde 2017.Poderemos falar de mais um nome a querer sobressair em Planica? Eu não o retiraria das contas, até porque em competições de um dia e dado o facto de saber o que é vencer disputas de grau de importância elevado será alguém, certamente , com quem contar!

Espero por si em Rasnov, na derradeira etapa antes dos mundiais de esqui nórdico.

Até lá , fique bem, sempre na melhor companhia.

Marcamos encontro?

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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