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Suíça e Áustria em grande, no capítulo da velocidade | Esqui Alpino

Diogo Rodrigues · 6 min

Suíça e Áustria em grande, no capítulo da velocidade | Esqui Alpino
Foto: FIS Alpine

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A 46.ª edição dos Campeonatos do Mundo de Esqui Alpino, teve lugar em Cortina Del Peso, em Itália. Refira-se que esta é a maior estância de desportos de inverno do país e que a mesma sucedeu a Are, na Suécia, que havia acolhido este certame no ano de 2019 (os mundiais disputam-se a cada dois anos).

Esta seria a primeira ocasião em que esta competição decorreria sem público, que, caso não houvesse pandemia, lotaria por completo as bancadas do recinto.

Para estes 15 dias de ação, havia no entanto outra novidade, falo-vos da pista masculina, onde teriam lugar as provas de velocidade, a “Vertigem”, palco novo para todos os competidores, visto que a mesma era para ser estreada na Taça do Mundo, no decorrer da temporada passada, na “festa final” (competição em que estão apenas os 25 mais pontuados de cada disciplina, os campeões do mundo juniores dessas mesmas especialidades e todos os esquiadores que queiram marcar presença nas provas, desde que tenham mais de 500 pontos na Taça do Mundo), mas tal não se verificou, uma vez que essa competição não foi realizada, devido ao alastramento da pandemia.

Apesar disso, todos sabiam da sua complexidade, até porque a mesma continha um salto, que recebera o nome de um dos maiores de sempre do país das pizzas, Christian Gedina, ex downhiller que estabeleceu como condição que esse salto tivesse mais de 40m de extensão.

Após três dias em que as más condições de visibilidade, dado o extremo nevoeiro na parte alta das pistas, em que não foi possível arrancarem as provas de velocidade, por tradição as que abrem os Mundiais de esqui Alpino, foi por fim possível que o espetáculo tivesse início.

Vamos, pois, e como manda a educação, começar pelo que mais importante se passou no setor feminino dos Campeonatos do Mundo, no que diz respeito às velocistas.

Foto de Capa: FIS Alpine

Artigo redigido por Diogo Rodrigues

SUPER GIGANTE FEMININO

No Slalom Super Gigante Feminino, prova que mistura a técnica do Slalom Gigante com a velocidade do Downhill e que decorreu na Olímpia De Le Tofane, acabou por ser sem surpresas, que Lara Gut-Vehrami, líder da Taça do Mundo e desta disciplina, arrecadou o ouro. Na prata, ficou outra atleta helvética, Corinne Suter, que deste modo repetira a medalha conseguida na Suécia, mas no Downhill, ficando a 0,34 da sua chefe de fila. Na medalha de bronze, foi Mikaela Shiffrin, dos EUA, que apesar de ser a campeã em título, é uma esquiadora que não tem nesta disciplina a sua mais forte, visto que faz do Slalom Gigante, em que é detentora do globo de cristal e do Slalom, no qual é campeã olímpica, as suas especialidades prediletas, mas mesmo assim mostrou que pode ser considerada uma “todo terreno” e que também quando necessário compete a bom nível nas provas mais rápidas, deixando grandes impressões para o combinado alpino.

A fechar as cinco primeiras, ficaram respetivamente: a Snowboarder checa, Ester Ledecka, que foi a surpreendente vencedora do Super Gigante, nos Olímpicos de Pyeongchang. Já em quinto, ficou a campeã do Mundo júnior, a norueguesa Kajsa Vickhoff Lie, que no futuro pode ser uma das grandes da disciplina de “Hermann Maier”.

Merecedor de destaque o facto de entre Lara Gut, vencedora do título Mundial, e outra não especialista, a eslovaca Petra Vlhova em nono, existirem apenas 0,90 a separá-las.

Ainda de referir que de entre as participantes, tendo figurado entre as 40 que terminaram a prova estiveram a queniana Sabrina Simader no 40.º posto e a argentina Francesca Baru Zzi Farriol, na 36.ª classificação. Destaco estas duas atletas, visto serem provenientes de países que apenas aparecem nas grandes competições, não estando regularmente representados na Taça do Mundo. Acrescentar ainda que se registaram três provas não terminadas.

DOWNHILL FEMININO

Na prova mais rápida das senhoras, na qual frequentemente são atingidas velocidades na ordem dos 130km/h, foi a suíça Corinne Suter, prata no Super Gigante, quem levou o ouro para casa. A prata foi para a surpreendente germânica Kira Weidle, de 24 anos, que ficou a 0,20 da campeã. Novamente nas medalhas, esteve Lara Gut, mas desta vez contentou-se com o bronze, a 0,37 da sua bem mais jovem compatriota. Ester Ledecka, voltou a ficar no lugar mais ingrato em competições deste género, o quarto, a menos de dez centésimas do bronze.

Desta feita, o Top dez coube em 0,99 pelo que se consegue concluir que foram novamente diferenças muito curtas, a atribuir o ceptro de campeã do mundo.

Foram 30 as atletas que concluíram, havendo apenas a registar uma prova não terminada, sendo que entre as competidoras tínhamos uma romena e uma australiana, países de escassa tradição nestas lides.

SUPER GIGANTE MASCULINO

Do lado dos homens, a competição na pista “Vertigem”, iniciou-se com o Super Gigante, sendo que quem arrecadou o ouro foi o austríaco Vincent Kriechmayr, que confirmou todas as fichas apostadas na conquista, por parte do atleta de 26 anos. Na prata ficou, a grande história destes Mundiais do lado masculino, Romed Baumann, que três anos antes havia sido preterido pela equipa da Áustria, levando-o a optar por competir pela equipa da Alemanha, visto que sua mãe é bávara, tendo ficado a sete centésimas do ouro. Já no bronze esteve Alexis Pinturaut, francês não especialista, que, no entanto, ficou a 0,38 do recém coroado vencedor.

O italiano Dominik Pariz, em quinto lugar, foi a grande deceção do país anfitrião, ficando a 0,17 de arrebatar um dos metais, para os quais, diga-se, era um dos maiores candidatos.

A registar, que apenas ao dorsal quatro, foi possível vermos o primeiro atleta a cruzar a linha de meta, com a “Vertigem” a não fazer prisioneiros.

Dos 56 inscritos, apenas 34 praticantes concluíram o traçado, sendo que um deles foi do país vizinho, Albert Ortega, o catalão, que ficou em 22.º, a 2,07s do campeão mundial da disciplina.

DOWNHILL HOMENS

Na prova mais rápida na vertente masculina, a vitória sorriu novamente a Vincent Kriechmayr, que é a grande figura do lado masculino, no que diz respeito à velocidade, repartindo tal distinção com Lara Gut. Já na prata, a 0,01 ficou o germânico Andreas Sander, com o bronze a ir direitinho para as mãos do suíço de Berna, Beat Feuz, que falhou por 0,18 o tão almejado título mundial.

Nota para oito provas não terminadas, bem como para os falhanços de Pariz, que voltou a não conseguir medalhas e ainda para o do campeão olímpico, o austríaco Matthias Mayer, que acabou por ser uma das vítimas da montanha.

Elencadas que estão as grandes figuras das provas de velocidade dos mundiais de Cortina Del Peso, o seu BNR, volta já na próxima sexta-feira, com o resumo das provas de combinado alpino, quer nos homens quer nas senhoras, repetindo a dose para as provas paralelas, bem como lhe dará conta da prova por equipas mistas, dos Mundiais de esqui alpino.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Diogo Rodrigues

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