Campeonato Mundial de Ralis promete híbridos para 2022

- Advertisement -

A menos que haja alguma alteração de última hora ou um retrocesso na decisão, a partir de 2022 os carros do Mundial de Ralis passarão a ser híbridos. A FIA promove, desta forma, a introdução de uma nova geração de carros – carros eletrificados – que terá um ciclo de homologação de cinco anos, ou seja, até 2026.

A organização apelidou estas alterações de “sistemas híbridos suplementares”. Os sistemas deverão obedecer a um avanço progressivo: nos primeiros três anos deverão ser utilizados esses mesmos sistemas suplementares desenvolvidos com base em “componentes e software comuns”, após esse prazo, a organização permitirá um maior livre arbítrio no que diz respeito à liberdade técnica no desenvolvimento dos híbridos.

Nas cidades (de forma a garantir zero emissões durante a circulação nas mesmas) prevalecerá a aptidão elétrica sendo que irá ser utilizado um “Power Boost” híbrido somente nas super especiais de modo a ser possível obter potência extra para alguns momentos, obtendo um impulso adicional de energia elétrica nas ligações entre provas. Nos restantes troços, o motor de combustão continua a ditar as regras.

Aos construtores foi-lhes atribuído cartão verde para a utilização de uma estrutura tubular (chassis tubulares), ainda que perante a regulação, por parte da FIA, no que concerne a dimensões. Neste caso, existirá também uma opção de ‘redimensionamento’ da carroçaria dentro de alguns limites prescritos, a fim de permitir que carros de maiores dimensões cumpram os objetivos de dimensão pré-estabelecidos.

Após a fase de transição referida, a organização deverá tornar-se mais permissiva ao passo que poderão introduzir-se outros sistemas elétricos na competição.

A utilização da tecnologia que tanto falamos é, obviamente, alvo de opiniões contraditórias, apoiada por uns e desprezada por outros. Porém, a realidade é que a novidade traz consigo inúmeras vantagens. Por exemplo, em caso de avaria no motor térmico, é possível a utilização do propulsor elétrico que permita a manutenção, evitando a desqualificação. Para além desta vantagem ao piloto, o facto de poder parar o carro (em caso de avaria) num lugar seguro do troço não prejudica tanto os pilotos que seguem atrás.

A filosofia é que a próxima geração será mais lenta do que os carros atuais. A composição dos motores híbridos e das baterias (que rondarão os 100 quilos) e as restrições em inúmeros componentes farão, claramente, carros mais lentos, ainda que com impulsos fortes em algumas secções. Tal decisão foi devidamente ponderada e as consequências das alterações não são efeitos secundários, mas sim algo que seria o objetivo. A diminuição do desempenho tem como fim a restrição dos carros atuais.

Então, o que se pode esperar que aconteça com os carros que competem atualmente (visto que não será possível a sua transferência para o ano de 2022)? Espera-se que os carros possam continuar a ser utilizados a nível nacional.

Sendo uma novidade, os pilotos do WRC ainda não conhecem o funcionamento da tecnologia híbrida na prática. Thierry Neuville (Hyundai) afirma que são necessários esclarecimentos sobre estes novos sistemas. No entanto, a FIA ainda não apresentou detalhes exatos sobre como o sistema de impulso híbrido será utilizado.

Aparentemente, o aumento de potência do híbrido dará aos carros 100 cv extra durante as etapas. O piloto considera que aproveitar a potência extra será complexo e acredita ser necessário um esclarecimento da FIA sobre “como e quando as tripulações estão melhor posicionadas para implantar a potência adicional”.

Foto de Capa: WRC

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Helena Escaleira
Helena Escaleirahttp://www.bolanarede.pt
Natural de Macedo de Cavaleiros, a Helena frequenta a licenciatura em Ciência Política na Universidade Do Minho. É fã de desportos motorizados e considera que o Bola na Rede é perfeito para conciliar desporto com o gosto pela escrita. A sua admiração por carros surge desde muito cedo e, como não nega uma atividade desafiante, quer abraçar este projeto que tem tanto para lhe oferecer.                                                                                                                                                 A Helena escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Roberto Martínez comenta escolhas no 11 inicial de Portugal para a estreia no Mundial 2026

Roberto Martínez explicou as escolhas do 11 inicial de Portugal frente à RD Congo. Jogo é já esta quarta-feira pelas 18h00.

Surpresa: Marco Silva quer ver jogador que fez apenas 5 jogos pelo Benfica B em 2025/26

Marco Silva quer analisar Joshua Wynder na próxima pré-temporada do Benfica. O defesa vai tentar convencer o novo treinador das águias.

AC Milan em mudanças: diretor desportivo português pode acompanhar Ruben Amorim

O AC Milan está em busca de um novo diretor desportivo e José Boto é um dos nomes que interessa aos rossoneri.

Voleibol: Benfica anuncia Sakis Psarras como novo treinador da equipa masculina

O Benfica anunciou esta quarta-feira a contratação do treinador grego Sakis Psarras para as próximas duas temporadas.

PUB

Mais Artigos Populares

AO VIVO E EM DIRETO: Assiste ao Portugal x RD Congo na estreia lusa no Mundial 2026

Portugal e RD Congo têm encontro marcado na fase de grupos do Mundial 2026. Em baixo, podes assistir ao jogo ao vivo e em direto.

Atenção: Já são conhecidos os 11s oficiais do Portugal x RD Congo

Portugal enfrenta a RD Congo na primeira jornada da fase de grupos do Mundial 2026. Fica com os onzes iniciais da partida.

Vasco Matos pode rumar à Grécia: eis o que o Bola na Rede sabe

O PAOK está interessado em Vasco Matos. Técnico português encontra-se em conversações com o emblema da Grécia.