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Rali Terras D´Aboboreira, um nome difícil de dizer para mim. Então, resolvi pesquisar um pouco. A sétima prova do Campeonato de Portugal de Ralis foi realizada em Amarante, Baião e Marco de Canaveses. E é aí que está o significado. A Serra da Aboboreira é um cruzamento destes três. Uma elevação, com cerca de 700 metros, temperaturas frias e uma zona granítica. E estradas espetaculares para os carros de rali passarem.

Na chegada a esta prova, Ricardo Teodósio era quem liderava o Campeonato. Este ano, as regras mudaram, ou seja, numa das provas do campeonato os pilotos não pontuam e o algarvio escolheu esta para não pontuar para o CPR. Mas isso não o impediu de estar presente para preparar o Skoda Fabia R5 da ARC Sport para o Rali Vidreiro Centro de Portugal.

Armindo Araújo e Bruno Magalhães, segundo e terceiro, chegavam nos restantes lugares do pódio. Magalhães vem de uma vitória no Rali Vinho Madeira, enquanto Armindo procura encurtar a desvantagem para se tornar campeão outra vez. João Barros regressava ao CPR, a bordo de um Skoda Fabia R5, e navegado por António Costa. Luís Miguel Rego Jr, campeão dos Açores em 2018, fazia a sua estreia este ano no CPR, trazendo o Ford Fiesta R5 da Rego Jr Competições, carro que conhece muito bem.

O campeão dos Açores de Ralis, Luís Miguel Rego Jr, voltou a correr no CPR, onde já tinha corrido em 2008, no Rali de Mortágua
Fonte: Rali Terra D´Aboboreira

Mas vamos ao rali. Logo no início e antes das especiais ‘a sério’ duas baixas. Miguel Correia/Pedro Alves (Ford Fiesta R5) saíram de estrada e o Ford ardeu por completo. Felizmente ambos os tripulantes não tiveram mazelas físicas. Já António Dias/Nuno Rodrigues da Silva (Skoda Fabia R5) também bateram com o carro e não conseguiram começar o rali.

Nas quatro primeiras especiais, Bruno Magalhães/Hugo Magalhães (Hyundai i20 R5) foram os primeiros líderes. Com o ímpeto vindo da Madeira, o piloto lisboeta estava em luta com José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 R5). Na quinta especial, os pilotos da frente já tinha alguma distância para o terceiro classificado, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Hyundai i20 R5).

Bruno Magalhães/Hugo Magalhães foram os primeiros líderes do rali, mas o desconhecimento das especiais pesou
Fonte: Hyundai Portugal Motorsport

Mas na sexta especial, tudo mudou. Dois acidentes levaram à desistência do terceiro classificado, Armindo Araújo, e o piloto que lutava com ele pelo pódio, Miguel Barbosa/Jorge Carvalho (Skoda Fabia R5), que era quarto classificado.

Sempre consistente, mas com pouco ritmo devido à paragem longa, João Barros/António Costa (Skoda Fabia R5) herdaram o pódio, seguido de Ricardo Teodósio/José Teixeira (Skoda Fabia R5).

Mas a luta pela vitória era muito emocionante. Na especial cinco, José Pedro Fonte passou para a frente de Bruno Magalhães e começou a abrir vantagem. Até ao final, o piloto da Citroen Vodafone Team foi sendo o mais rápido e acabou por ganhar com 14.9s de diferença para Bruno Magalhães.

Mais atrás, e a utilizar o segundo Volkswagen Polo GTI R5, Pedro Meireles/Mário Castro deram um toque na especial cinco e decidiram não continuar a competir.

Nas duas rodas motrizes, Gil Antunes/Diogo Correia (Renault Clio RS R3T) tiveram a tarefa facilitada pois Paulo Neto/Vitor Hugo (Citroen DS3 R3T Max) tiveram uma saída de estrada, provocada pelo descolamento do pneu esquerdo frontal da jante, de acordo com o mesmo. Esta saída ainda coloca mais dificuldades, pois a presença nas restantes provas do CPR está pendurada. Pelo menos o Rali das Camélias, prova caseira de Paulo Neto está assegurada.

Gil Antunes não teve oposição nas duas rodas motrizes
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

A segunda posição ficou para Filipe Nogueira/João Francisco Vieira (Peugeot 208 R2). O piloto do Peugeot já confirmou que em 2020 o seu programa desportivo passa pelo CPR2WD. Terceira posição para Hugo Lopes/Nuno Mota Ribeira (Peugeot 208 R2) que ultrapassaram Rafael Cardeira/André Couceiro (Renault Clio RS R3T) na prova especial nove, a última do rali.

Assim, no Campeonato de Portugal de Ralis, Armindo Araújo com este acidente, não ajuda nada as suas hipóteses de revalidar o título de 2018. Ricardo Teodósio certamente irá estar muito forte na Rali Vidreiro, nem que seja pelo ‘Rali Teste’ que efetuou no Rali Terras D´Aboboreira. Bruno Magalhães mostra que o desconhecimento deste rali pode ter influenciado o resultado, mas a sua experiência, e um motor do Hyundai revisto desde o Rali da Madeira, são algo que fizeram imensa diferença. José Pedro Fontes conquista a vitória, mostrando um Citroen C3 R5 extremamente competitivo no asfalto e dá a primeira vitória de regresso a Inês Ponte, depois do acidente no rali de Portugal em 2017.

Daniel Nunes esteve envolvido num acidente de viação grave. O piloto do Peugeot 208 R2 encontra-se agora a recuperar, mas em 2019 não deve voltar a competir
Fonte: Peugeot Rally Cup Iberica

Também o Rali Terras D´Aboboreira trouxe-nos novidades para 2020. Ricardo Teodósio já tem o seu projeto montado e Miguel Barbosa deve trazer o novo Skoda Fabia R5 Evo, viatura que vai ser estreada em Portugal no Rali Além Mar Ilha Lilás, na ilha Terceira, prova a contar para o Campeonato dos Açores de Ralis, pelas mãos de Luís Miguel Rego Jr./Jorge Henriques.

A próxima prova do Campeoanto de Portugal de Ralis é o Rali Vidreiro Centro de Portugal – Marinha Grande, que se corre nos dias 4 e 5 de outubro.

Foto de Capa: Citroen Vodafone Team

 

 

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