GP Áustria: Dovizioso nomeado rei do Red Bull Ring

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A CORRIDA: CHAOS AND DRAMA. UMA CORRIDA IMPRÓPRIA PARA CARDÍACOS

O mundial de motociclismo não para, e este fim-de-semana rumamos até à Áustria para aquele que poderá ter sido um grande prémio do ano e um dos mais emocionantes dos últimos anos. Diria que foi uma corrida de loucos e imprópria para cardíacos.

Há dois momentos marcantes neste domingo de prova:  um aparatoso acidente entre Zarco e Morbidelli, que levou à mostragem da red flag, e consequente paragem da corrida para limpeza do asfalto e um novo desaire de Miguel Oliveira.

As primeiras oito voltas da prova foram de uma intensidade astronómica. Miller arrancou bem, seguido de Andrea Dovizioso e Pol Espargaró. Ao fim de completadas três voltas, o piloto da KTM já liderava em casa da marca austríaca e fazíamos acreditar que poderíamos voltar a ver uma KTM no lugar mais alto do pódio.

Mas lá atrás, vinha um surpreendente Andrea Dovizioso que puxou dos galões e deu gás à Ducati, mostrando-se determinado a dar dores de cabeça aos rivais diretos: Miller e Espargaró.

Quando as coisas pareciam estar a correr de feição à KTM e a Pol Espargaró, Morbidelli e Zarco envolvem-se num aparatoso acidente que só não derrubou Valentino Rossi e Maverick Viñales porque não calhou…. Acho que a esta hora, os dois pilotos estão a tentar perceber como escaparam ilesos. Aliás, a imagem de Valentino Rossi nas boxes é sinónimo disso mesmo. Foi o travão, não foi, Rossi?!

Red flag e os pilotos são obrigados a parar para limpeza do asfalto na zona do acidente. Novo arranque. E Pol Espargaró a prometer muito… mas ficou pelas promessas. E ainda decidiu levar o Miguel Oliveira atrás, mas já lá vamos.

Miller voltou a ter um bom arranque, e a mostrar-se determinado em levar a Ducatic Pramac ao lugar mais alto do pódio. Mas nem uma red flag esmoreceu Dovizioso que parecia querer provar alguma coisa. Não que precise de o fazer, mas depois da dispensa dada pela marca italiana.

O piloto da Ducati Pramac foi perdendo terreno para o italiano que depressa que lhe roubou a liderança. Por outro lado, também Alex Rins aos comandos da Suzuki fazia uma boa prova e ainda se intrometeu pelos lugares do pódio, mas acabou por ir à gravilha. Já Mir, companheiro de equipa de Rins, parecia querer o pódio. E não é que o conseguiu?

Ao mesmo tempo que Dovizioso chegava à liderança da prova, Pol Espargaró ia perdendo gás e força na sua KTM, enquanto Miguel Oliveira vinha a lutar para integrar o top 5 deste grande prémio. Mas o espanhol decidiu alargar a trajetória, Oliveira tenta aproveitar o espaço em aberto e quando Espargaró percebeu que estava demasiado aberto, levou o piloto português ao chão.

O falcão de Almada continua a não ter sorte com os companheiros. Primeiro Binder, agora Pol Espargaró.

Lá na frente, Dovi tentava aumentar a distância para os seus rivais, mas Miller e Mir não deixavam fugir o italiano. Os três pilotos travaram, por ali, uma luta intensa pela vitória que acabou nas mãos de Andrea Dovizioso.

Miller e Mir proporcionaram a luta mais épica pelo segundo lugar: Miller alargou a trajetória, e Mir aproveitou para levar a Suzuki ao segundo lugar do pódio.

Foto de capa: Moto GP

Carolina Neto
Carolina Neto
O desporto está-lhe no sangue, o futebol e o mundo das duas rodas são as suas verdadeiras paixões.                                                                                                                                                 A Carolina escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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